O Volkswagen Santana é um sucesso na China. Basta andar um pouco pelas ruas de Xangai para contar uma infindável quantidade de versões e modelos do sedã de diversas gerações, que atendem à demanda, especialmente, de frotistas e taxistas do país. Nesta edição do Salão de Xangai, um modelo que chamou a atenção no estande da marca alemã foi o Gran Santana.

Produzido pela joint-venture Shanghai Volkswagen Automotive, de “grande” a novidade não tem nada, trata-se de uma versão hatchback. O interior, no entanto, não perde nada para os demais modelos da família graças ao entre eixos de mesma medida, 2,60 metros.

Com mais características do europeu Skoda Rapid Spaceback - com o qual compartilha a plataforma - do que do Passat, ele chega como mais uma alternativa para o público chinês.

Para os ocidentais, os únicos símbolos familiares na traseira do modelo (misturados aos diversos ideogramas chineses) é o número 230, o que pode nos fazer pensar que se trata de um “motorzão”, mas na verdade ele é equipado com um bloco 1.4 TSI de 131 cv de potencia acoplado a um câmbio DSG de sete velocidades ou manual de 5 marchas.

Outras opções de motorização podem ser o 1.4 aspirado de 90 cv ou o 1.6 também aspirado de 110 cv, ambos linkados a um câmbio manual de 5 marchas. O modelo começa a ser produzido dentro dos próximos meses.

Volta ao Brasil abortada

Fora do mercado brasileiro desde 2006, o Santana teve o retorno cogitado há alguns anos. A ideia, na época, era que a Volks fabricasse aqui a nova geração chinesa do modelo, que só manteve o nome do veículo original. Espaçosa e de construção barata, a nova versão do Santana poderia ocupar um espaço abaixo do Jetta e acima do Voyage. No entanto, teria sido reprovada em clínicas, o que motivou a VW a pensar em outra alternativa.

 
 
Volkswagen Gran Santana Volkswagen Gran Santana
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Karina Simões

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