BYD Dolphin Mini muda na China antes de chegar ao Brasil; veja preços e detalhes
Hatch elétrico passa a contar com uma série de novos equipamentos disponíveis
A nova linha do BYD Dolphin Mini é lançada na China com uma série de novidades antes de chegar ao Brasil, onde o hatch tem feito bastante sucesso. De acordo com o ranking AUTOO, o modelo elétrico ocupa o sexto lugar no ranking de vendas de janeiro a abril de 2026, na frente até de modelos a combustão bem mais em conta, como o Renault Kwid.
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Agora o BYD Dolphin Mini passa a ter disponível com sensores Lidar, considerado o nível máximo em tecnologia de sensores para assistência ao motorista, mas apenas como opcional de US$ 3.100 (em torno de R$ 15.200 em uma conversão simples).
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Tecnologia de ponta

Imagem: Divulgação
Estamos falando de um sistema capaz de calcular distâncias e detectar objetos escuros bem melhor do que câmeras, e enxerga com mais detalhes do que radares. Tem sido encontrado em modelos de luxo e bem mais caros do que o Dolphin Mini, que é vendido a partir de US$ 10 mil (ao redor de R$ 50 mil) na China, onde é conhecido como Seagull.
Ainda entre as novidades do Dolphin Mini adotadas no mercado chinês temos duas novas cores, Laranja Manga e Verde Menta, novas rodas Starlight de 16 polegadas e novas lanternas traseiras em LED, embora o conjunto motopropulsor seja o mesmo.
Mas a grande novidade é a disponibilidade de um sistema de assistência ao condutor que combina um sensor Lidar com sensores de radar e câmeras mais comuns. A tecnologia Lidar faz parte do opcional DiPilot 300, um sistema ADAS que representa o nível intermediário dos três pacotes de assistência " Gods Eye " da BYD.
É possível identificar se o Dolphin Mini possui o DiPilot 300 porque parece que alguém adaptou o snorkel de um superesportivo na capota. A versão básica Vitality Edition, com a bateria menor de 30,1 kWh e autonomia de 305 km, sai por US$ 10.300 (cerca de R$ 50.500) segundo o Car News China.
Hatch sofisficado

Imagem: Divulgação
Indo para a versão mais sofisticada, a Flying Edition, com uma bateria maior de 38,9 kWh e autonomia de 405 km, o Dolphin Mini chinês para a custar US$ 12.600 (aproximadamente R$ 61.800). Mas, adicionando o pacote DiPilot 300, os preços sobem significativamente para US$ 13.400 (R$ 65.700) e US$ 14.400 (R$ 70.600), respectivamente.
Pois é, o sistema com sensores Lidar ainda é caro. É por isso que fabricantes de modelos de luxo, que antes ofereciam a tecnologia como parte de seus pacotes de assistência de nível 3 , removeram os opcionais de cerca de US$ 7.000 (R$ 34.400) das versões mais recentes desses carros.
Em vez disso, ambas as marcas alemãs estão voltando sua atenção para sistemas de Nível 2, que ainda exigem que os motoristas olhem para a estrada, mas, ao contrário dos sistemas de Nível 3 – que eram restritos a rodovias – podem operar sem as mãos em ambientes urbanos. Ambas as marcas retornarão à tecnologia de Nível 3 posteriormente.
Apesar da presença de um sensor Lidar, o DiPilot 300 do Seagull também é um sistema avançado de Nível 2, e não de Nível 3. Mas a BYD menciona o Nível 3 como um desenvolvimento futuro para alguns de seus carros, e não seria de se estranhar que até mesmo os modelos mais básicos, como o Dolphin Mini, o recebam em alguns anos.
No Brasil, é pouco provável que o sistema com sensores Lidar seja oferecido, uma vez que a questão do preço é um fator de suma importância para o modelo continuar competitivo e batendo recordes de vendas. Superando até hatches apenas a combustão que estão no mercado brasileiro há bastante tempo.
