Chevrolet Onix e outros 4 carros bem mais baratos por assinatura do que financiados; veja lista
Com juros nas alturas, boa parte dos consumidores está procurando outras modalidades de compra
Colocar um carro zero na garagem nunca foi tão caro no Brasil. Com a Selic em 14% ao ano e o financiamento de veículos para pessoa física rodando na casa dos 26,6% ao ano, quase o dobro da taxa básica, parcelar aquele carrinho popular virou um esporte de risco para o bolso.
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E é exatamente por isso que a assinatura de carro deixou de ser "coisa de gente diferentona" e começou a ser considerada. O setor de locação fechou 2025 com uma frota recorde de 1,7 milhão de veículos e faturamento de R$ 61,7 bilhões, e a modalidade de assinatura cresceu 125% em sete anos no país, segundo a ABLA (Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis).
Tem gente trocando o "eu tenho um carro" pelo "eu uso um carro" e a conta, muitas vezes, fecha melhor assim.
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Para ajudar a decidir, a reportagem do AUTOO foi atrás dos cinco modelos mais acessíveis do mercado hoje levando em conta quanto custa comprar à vista, quanto fica a parcela se você financiar em 36 meses (na taxa média de 26,61% ao ano) e quanto sai assinar o mesmo carro por mês.
1 - Renault Kwid

Imagem: Renault
O Renault Kwid continua com o posto de zero-quilômetro mais em conta do país, com motor 1.0 flex simples, que faz 14,4 km/l de gasolina na cidade e 15,4 kml na estrada, conforme dados do Inmetro, e tem manutenção historicamente barata.
- Preço à vista: R$ 82.790 (Evolution)
- Financiado em 36x (26,61% a.a.): parcelas de aproximadamente R$ 3.240 total pago ao fim do contrato: cerca de R$ 116.660 (ou seja, quase R$ 34 mil só de juros)
- Assinatura: a partir de R$ 1.499 a R$ 1.799/mês, já com seguro, IPVA, manutenção e assistência 24h inclusos
A parcela do financiamento é praticamente o dobro da mensalidade da assinatura e olha que ali você ainda paga o seguro e o IPVA por fora.
2 - Fiat Mobi

Imagem: Divulgação
Eterno rival do Kwid, o Fiat Mobi também está na briga pelo posto de mais barato, com a vantagem de ter mais opções de acabamento, como a versão Trekking, com visual "aventureiro".
- Preço à vista: R$ 83.490 (Like)
- Financiado em 36x (26,61% a.a.) parcelas de aproximadamente R$ 3.268 total financiado seria cerca de R$ 117.650
- Assinatura: a partir de R$ 1.619/mês, com valores um pouco menores em ofertas de versões de entrada
3 - Chevrolet Onix Eco Turbo AT

Imagem: Chevrolet
Sim, o hatch mais vendido do Brasil nos últimos anos também entrou de vez nas assinaturas, e com preço mais competitivo do que muita gente imagina.
- Preço à vista: R$ 99.990 (ECO Turbo AT)
- Financiado em 36x (26,61% a.a.) parcelas de aproximadamente R$ 3.914 - total financiado: cerca de R$ 140.900
- Assinatura: a partir de R$ 1.411 a R$ 1.712/mês, dependendo do ano/versão e da locadora
Financiar o Onix tira quase R$ 4 mil por mês do orçamento. Assinar pode sair por menos da metade.
4 - Hyundai HB20

Imagem: Divulgação
O HB20 é um dos hatches mais bem avaliados da categoria em espaço interno e acabamento, e por isso mesmo costuma custar um pouco mais mas ainda assim entra confortavelmente na lista dos cinco mais em conta.
- Preço à vista: R$ 95.190 (Comfort)
- Financiado em 36x (26,61% a.a.): parcelas de aproximadamente R$ 3.726. O total financiado fica em cerca de R$ 134.130
- Assinatura: a partir de R$ 1.462 a R$ 1.819/mês, a depender do ano do veículo e da locadora
5- Volkswagen Polo Track

Imagem: Divulgação
Fecha a lista o Polo Track, versão de entrada do Polo com motor 1.0, que oferece porte mais robusto que os concorrentes por um preço mais competitivo.
- Preço à vista: R$ 93.660 (Track)
- Financiado em 36x (26,61% a.a.): parcelas de aproximadamente R$ 3.666. Total financiado: cerca de R$ 131.980
- Assinatura: a partir de R$ 1.839/mês
A simulação desses financiamentos é sem entrada, apenas para efeito comparativo mas na prática, quanto maior a entrada, menor a parcela, mas o efeito dos juros sobre a diferença entre financiar e assinar tende a se manter.
Então, financiar ou assinar?

Resumo da ópera, olhando esses valores dá até para entender por que a assinatura virou "decisão racional de finanças" e não só modinha, como diz o economista Fabio Ongaro, CEO da Energy Group.
No financiamento, você paga juros sobre o valor cheio do carro e ainda arca com seguro, IPVA, manutenção e a dor de cabeça de vender o usado lá na frente. Na assinatura, tudo isso já está embutido na mensalidade, que sai bem mais enxuta.
Claro, tem gente que prefere ter o carro no nome, patrimônio é patrimônio, e no fim do financiamento o carro é seu. Mas para quem quer rodar com previsibilidade, sem imobilizar dinheiro em algo que só desvaloriza, os números de 2026 mostram que com a Selic nesse patamar, assinar está cada vez sendo uma opção.
