Citroën C3 XTR: nova versão aposta no visual e na economia; saiba como anda
Compacto tem itens exclusivos e certa pegada aventureira, com pneus de uso misto, mas vendas são limitadas
As vendas do Citroën C3 não vão lá muito bem. De acordo com o ranking AUTOO, o compacto aparece em 10º nas vendas da categoria, com 1.027 unidades vendidas em janeiro, ficando atrás do bem mais caro e sofisticado Honda City Hatchback (1.071) e do elétrico Geely EX2 (1.124).
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Então, a Citroën resolveu reeditar a versão XTR (R$ 99.290) da geração anterior do C3 para ver se aumenta o apelo do modelo no mercado. As diferenças para as demais são discretas. Apenas as rodas pintadas de cinza grafite, os pneus de uso misto (Pirelli Scorpion, 205/60R 15), além de decalques no capô e nas laterais.
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Por dentro, costuras verdes aparentes até no painel, inscrição "XTR" bordada nos bancos revestidos de couro de dois tons e pedais de alumínio. Ficou simples, mas de bom gosto. O suficiente para dar um aspecto exclusivo ao carro que ganhou também ar-condicionado digital. O volante é multifuncional e a ergonomia do C3 também deu uma melhorada.
Radical light

Imagem: Divulgação
Gostei de ver os comandos dos vidros nas portas, mas o botão do travamento continua mal posicionado no painel, do lado direito, meio escondido. E o cluster digital é aquilo que você vê, sem opção de configuração.
Apesar disso, tem as principais informações necessárias e funciona bem, mostrando, inclusive, autonomia, temperatura externa e se o motorista está dirigindo com economia ou não. Bem que a central multimídia poderia ter números e letras maiores (será que estou ficando muito velho e míope?). Porém, cumpre seu papel, dentro da proposta do carro que não tem nada de sofisticado, oferecendo apenas o essencial.
Por isso, não espere encontrar itens como carregador de celular por indução e muitas assistências ao motorista (ADAS), entre as quais alertas de ponto cego e de iminência de colisão, ou tráfego cruzado, nada disso.
O bom do C3 é que o carro gasta pouco. Em tempos em que o litro da gasolina já passou de R$ 6 é um alívio para o bolso. Mesmo se tiver que pisar um pouco mais no acelerador de vez em quando o ponteiro do combustível continua descendo devagar. Diz o Inmetro que o XTR carro pode fazer 9,5 km/l de etanol na cidade e 10,3 km/l na estrada, números que passam para 13,2 km/l e 14,2 km/l com gasolina, respectivamente.
Mas o C3 XTR vem com motor 1.0 aspirado de três cilindros, o conhecido FireFly que a Fiat usa no Mobi e Argo. Rende 75 cv e 10,7 kgfm de torque a 3.250 rpm. É preciso espremer bem o acelerador nas subidas para extrair fôlego e ter paciências e cautela nas ultrapassagens. Pois é, o carro gasta pouco, contudo, o desempenho não seu ponto forte. Acelera de 0 a 100 km/h em longos 14,1 segundos e não passa dos 162 km/h.
O que agrada é que os pneus de uso misto ajudam a superar obstáculos urbanos, como valetas e buracos, assim como o bom vão livre do solo de 18 cm, o que até alguns crossovers bem mais caros que o C3 XTR não têm. Ponto positivo também para a direção leve e com volante de boa empunhadura, revestido de couro.
Apenas os engates do câmbio manual de cinco marchas poderiam ser mais precisos e silenciosos. Um isolamento acústico mais reforçado também ajudaria. Entretanto, não é nada que incomode muito.
Veredicto

O Citroën C3 XTR tem visual que agrada pelos itens exclusivos e de bom gosto, o que inclui os detalhes externos e o acabamento interno com volante e bancos revestidos de couro com costuras aparentes, embora uma parte do painel seja de plástico duro.
A ergonomia melhorou e o ar-condicionado é digital. O carro gasta pouco, mas pede mais fôlego em várias situações, já que tem motor 1.0 aspirado. Quem espera pelo conforto do câmbio automático vai se decepcionar com a caixa manual e com engates não tão precisos o tempo todo.
