Fiat Palio e mais 4 carros antigos de 30 anos aptos a terem placa preta em 2026

Na vistoria do clássico é exigido um índice de pelo menos 80% de originalidade
Fiat Palio

Fiat Palio | Imagem: Divulgação

Alguns carros, como o Fiat Palio ou o primeiro Ford Fiesta nacionalizado, lançados em 1996, já podem ter direito à tão almejada placa preta concedida a veículos de coleção. Afinal, são 30 anos de história o que é motivo de orgulho pela sua preservação e originalidade, além da valorização de mercado.

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Mas para ter direito à certificação é sabido que não basta só ter três décadas de vida. O veículo passa por uma vistoria técnica na qual são analisados todos os itens os quais precisam ter pelo menos 80% de originalidade. Entre os principais, estão o motor, a carroceria e o interior.

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Confira o Fiat Palio e mais quatro carros que já podem receber a tão cobiçada certificação.

1 - FIAT PALIO

Em 1996, o Fiat Palio foi o primeiro 1.0 nacional a oferecer airbag e ABS
Em 1996, o Fiat Palio foi o primeiro 1.0 nacional a oferecer airbag e ABS e pode receber placa preta em 2026
Imagem: Divulgação

O Fiat Palio surgiu em abril de 1996 para substituir o Uno, o que não aconteceu, mas nem por isso deixou de ocupar o lugar dos hatches usados mais vendidos por décadas. Diante dos rivais Chevrolet Corsa, Volkswagen Gol e da chegada posterior da nova geração do Fiesta, o Palio se destacou pelo conforto, modernidade e equipamentos e segurança, como airbags e ABS opcionais.

O hatch compacto também foi o único a oferecer teto solar, vendido à parte para o 1.6 16V (106 cv). Além dessa configuração, havia a versão EL, vendida só com motor 1.5 (76 cv). Mais tarde, no mesmo ano, chegaram as versões ED e EDX, ambas com para-choques sem pintura e motor 1.0 (61 cv).

Apesar do desempenho moderado, o Palio 1.0 se destacou pelo excelente consumo. Abastecido só com gasolina, na cidade faz excelentes 13,2 km/l, enquanto que na estrada, 14,1 km/l, segundo o Inmetro;

2 - FORD FIESTA

Ford Fiesta 2000
Ford Fiesta de 1996 também é outro hatch compacto que poderá receber placa preta em 2026
Imagem: Divulgação

O Ford Fiesta foi lançado em maio de 1996, que, ao contrário da geração anterior importada da Espanha, passou a ser produzido na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). 

Mais preparado para peitar Chevrolet Corsa, Volkswagen Gol e Fiat Palio, todos atualizados, o Ford Fiesta ainda assumiria o desafio de tirar a paz do Fiat Uno, que apesar da idade de seu desenho, ainda vendia muito bem. Trouxe motor Endura-E 1.0 EFI (de um bico só) de apenas 51,5 cv, inferior ao do Corsa com 60 cv e Palio com 61 cv na versão básica. 

Quando o assunto é economia de combustível, a 1.3 é que se destaca das outras, fazendo 12 km/l na cidade e 16,8 km/l na estrada, segundo dados do Inmetro.

Na intermediária CLX, havia a opção do propulsor 1.3 de 60 cv ou ainda o 1.4 16V com 89 cv, sempre com câmbio manual, de cinco marchas. Todos estavam disponíveis tanto com três ou cinco portas e cores vibrantes como o verde Jamaica.

3 - VOLKSWAGEN POLO CLASSIC

Volkswagen Polo Classic
Volkswagen Polo Classic de 1996 poderá ter placa preta por ter mais de 30 anos, contanto que esteja pelo menos 80% original
Imagem: Divulgação

O Volkswagen Polo Classic chegou importado da Argentina em outubro de 1996, já como linha 1997, como substituto da dupla Logus e Pointer. Foi também uma tentativa frustrada de substituir o consagrado Voyage, que pertencia à mesma família do Gol antes de ser reestilizado, em 1994. 

O modelo nada mais era do que um clone do Seat Córdoba, importado da Espanha no início de 1995, mas com um toque mais simplificado no sedã argentino.

Na lista de equipamentos, trazia a direção hidráulica de série, porém o ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos eram vendidos como opcionais.

O Polo Classic ainda que tenha durado pouco no Brasil e não ter feito o mesmo sucesso da versão sedã do Gol, trazia seus truques. É um carro honesto e barato para se ter como primeiro carro ou mesmo colocar a cobiçada placa preta.

O motor era o mesmo da linha Santana, o confiável 1.8 MI (AP 1.800 - Alta Performance), que mostra respostas rápidas quando exigido. No consumo, conforme o Inmetro, o carro pode fazer 9,1 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada.

Mas o melhor mesmo é o porta-malas. Contando com generosos 455 litros, supera o dos concorrentes diretos, como o Chevrolet Corsa Sedan, que comporta apenas 390 l.

4 - CHEVROLET VECTRA 

Chevrolet Vectra
Chevrolet Vectra da segunda geração também é outro modelo que terá mais de 30 anos em 2026 e poderá ter placa preta
Imagem: Divulgação

O Chevrolet Vectra da segunda geração ou Vectra chegou em fevereiro de 1996 nas versões GLS, equipada com motor 2.0 de oito válvulas de 110 cv e a topo de gama CD, que traz um 2.0 16V de 141 cv. Ambas estavam disponíveis tanto caixa manual de cinco marchas quanto automática de quatro trocas. 

Na configuração mais econômica, o Vectra garantia, segundo dados do Inmetro, 9,3 km/l na cidade e 12 km/l na estrada, lembrando que só pode ser abastecido com gasolina.

O destaque deste clássico sedan da GM era o estilo inconfundível, com linhas elegantes e ousadas. Quem não se lembra das linhas do capô com vincos se estendiam a capa dos retrovisores externos?

Além de bonito, o modelo da Chevrolet trata muito bem seus ocupantes, graças às dimensões muito bem distribuídas. O sedã médio conta com 4,44 m de comprimento, 1,70 m de largura, 1,41 m de altura e 2,64 m de distância de entre-eixos.

Além de tudo isso, o Vectra  foi o primeiro carro produzido no país a contar com airbags frontais, controle de tração, ajuste de áudio no volante e suspensão traseira multilink.


5 - HONDA CIVIC 

Honda Civic 1994
Honda Civic de mais de 30 anos atrás tinha versão hatch, sedã e cupê e poderá ter placa preta de carro de coleção
Imagem: Divulgação

A sexta geração do Honda Civic foi importada no Brasil em 1996, ainda importada dos Estados Unidos, e vendida nas carrocerias sedã (LX e EX), cupê (EX) e hatch (LX), inicialmente só com câmbio automático de quatro marchas. No ano seguinte e último de importação, passou a vir como opção a transmissão mecânica de cinco velocidades.

No modelo de entrada LX, o Civic vinha com motor 16V SOHC de 1.6 litro, com quatro cilindros em linha, de 106 cv, enquanto que na EX, o propulsor trazia o então exclusivo recurso do VTEC — um sistema de variação da abertura de válvulas eletronicamente controladas que na prática garantia bons 127 cv.

Além de ágil e extremamente confortável por conta da suspensão independente (atrás do tipo Wishbone), esta geração do Civic também é conhecida pelo bom consumo. Faz 10,2 km/l no uso na cidade e 12 km/l no rodoviário. Em outubro de 1997, o Civic passou de geração e foi o primeiro veículo da Honda fabricado no Brasil, mais precisamente em Sumaré (SP).

Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.