GAC GS4 se mostra uma grata surpresa no dia a dia; saiba como anda
SUV médio com motor da Toyota tem desenho arrojado, bom desempenho e preço atraente
Não é à toa que os carros chineses viraram assunto não apenas no setor automotivo, mas entre o público em geral. Chegaram ao Brasil em peso e causando boa impressão, o que se reflete no volume de vendas atuais. Então, cada vez mais fabricantes estreiam no país. Uma das mais recentes é a GAC (pronuncia-se gê-a-cê), que aposta no SUV médio híbrido GS4 para desbancar os rivais de marcas tradicionais.
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Pois é, meus amigos, depois de alguns dias ao volante do GAC GS4 já dá para dizer: alô Corolla Cross, Compass, Tiggo 7, Taos e companhia; tremei! O novo SUV híbrido vindo da China não vive apenas de aparências. O carro anda bem, gasta pouco e vem com um pacote interessante de itens de série, principalmente na versão Elite (R$ 209.900) avaliada.
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SUV arrojado

Imagem: Carlos Guimarães
Entre outros itens, o GS4 Elite tem bancos revestidos de couro com ajustes elétricos para motorista e passageiro, teto solar panorâmico, rodas de aro 19, porta-malas com abertura e fechamento motorizado, luz ambiente, head up display colorido (mostra até a distância do carro da frente em metros), câmera com visão de 360 graus e trava eletrônica para crianças no banco traseiro.
Mas nem tudo é positivo quando o assunto é equipamento. O GAC GS4 é mais um modelo sem limpador do vidro traseiro e vem com maçanetas escamoteáveis nas portas, que não foram consideradas seguras em caso de acidente e logo cairão em desuso. Além disso, ficam salientes de forma estranha quando destravadas.
Por dentro, o arrojo do desenho segue o padrão chamativo do lado de fora. Uma peculiaridade curiosa é o botão para ajustar o ar-condicionado. É literalmente um botão giratório gigante do lado do passageiro que sobe ou desce. Bom também é o acabamento de qualidade Pode-se dizer que está no mesmo nível dos carros japoneses, com a riqueza das texturas e a maciez dos painéis.
O que poderia mudar é o ajuste dos retrovisores. O que deveria ser algo simples e rápido de ser feito, por meio de botões próximos dos comandos dos vidros nas portas, está meio escondido nos submenus da central multimídia.
Em contrapartida, há bastante espaço para as pernas, cabeça e quadris. Pelo menos na área dos passageiros, o fato de o GS4 ser híbrido não comprometeu a habitabilidade. No entanto, o piso mais alto e a porta traseira inclinada podem dificultar um pouco o carregamento de itens mais altos. No porta-malas vão 638 litros, bem mais que os 440 litros do Corolla Cross.
Logo nos primeiros quilômetros ao volante do GAC GS4 é possível notar que o SUV tem bom fôlego. O motor é o 2.0 a gasolina, de ciclo Atkinson, de origem Toyota. Rende 140 cv e funciona junto com o elétrico de 182 cv e bons e imediatos 30,5 kgfm de torque, chegando a uma potência combinada de 235 cv. São números bem melhores que os de rivais, como o próprio Corolla Cross.
Como o motor elétrico tem bom rendimento, funciona boa parte do tempo tracionando as rodas. Pisando fundo no acelerador, consegue levar o GS4 de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos, ante 13 s do Corolla Cross híbrido. O nível de conforto ao rodar também agrada, com bancos macios e suspensão bem ajustada. Apenas por alguns momentos, quando o motor a combustão é ligado para carregar as baterias, o ruído aumenta um pouco.
O baixo consumo é outro ponto positivo do GAC GS4. De acordo com dados do Inmetro, o SUV pode fazer 14,1 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada, com gasolina, já que ainda não há versão flex. Neste aspecto, o Corolla Cross é um ligeiramente melhor, gastando menos (16,6 km/l e 14 km/l, respectivamente).Mesmo assim, a autonomia do GAC, ainda de acordo com o Inmetro, chega a consideráveis 705 km em trechos rodoviários e de 590 km em urbanos.
Veredicto

Imagem: Carlos Guimarães
Com boa relação entre custo e benefício, o GAC GS4 deverá dar certo trabalho aos atuais líderes do segmento de SUVs médios (Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e Caoa Chery Tiggo), conforme os números do ranking AUTOO.
Como híbrido full, não depende da rede elétrica para ter as baterias recarregadas e logo deverá ser anunciado como um dos modelos que serão montados no Brasil, provavelmente, na fábrica que a Toyota está desativando, em Indaiatuba (SP).
