Geely e outras 4 marcas chinesas que acabam de chegar; saiba o que vem por aí
Marcas apostam em design moderno, muita tecnologia embarcada e preços competitivos
Você já se acostumou com BYD e GWM nas ruas do Brasil? Pois saiba que o movimento das marcas chinesas no nosso mercado está só começando. E quando você pensa que já conhece todas as marcas chinesas por aqui, vem mais novidade: selecionamos cinco fabricantes que estão chegando ao país.
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Mas o que elas têm de diferente? Além do foco quase total em modelos elétricos e híbridos, essas marcas apostam em design moderno, muita tecnologia embarcada e preços competitivos.
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1. Geely / Zeekr / Lynk & Co

Imagem: Divulgação
A primeira da lista é a Geely, que talvez você ainda não reconheça pelas ruas brasileiras, mas que é uma das gigantes globais da mobilidade.
Com sede em Hangzhou, na China, a Geely é um conglomerado com múltiplas frentes de atuação. A empresa detém e gerencia marcas mundialmente conhecidas, como Volvo Cars, Lotus, Polestar, Geometry, Zeekr e Lynk & Co, além da própria Geely Auto.
O grupo investe em tecnologia de ponta, mobilidade inteligente, veículos comerciais, serviços financeiros e até sistemas aeroespaciais. No Brasil, o grupo já deu início à operação da Zeekr, sua marca de veículos elétricos premium, criada em 2021. O Zeekr 001, primeiro modelo da marca, inclusive foi originalmente projetado para a Lynk & Co, mas acabou inaugurando a nova submarca elétrica com um estilo próprio.
E falando em Lynk & Co, a Geely já confirmou que essa outra marca do grupo também está a caminho do Brasil. Voltada para um público jovem e urbano, a Lynk & Co oferece modelos híbridos.
A proposta vai além de vender carros: a empresa opera com “clubes de membros”, lojas-conceito e até assinaturas mensais. A previsão é que a Lynk & Co inicie suas operações no Brasil a partir de 2026, vendendo seus modelos em espaços dentro das concessionárias Zeekr, como parte de uma estratégia integrada do grupo.
2. Leapmotor (em parceria com a Stellantis)

Imagem: Divulgação
Outra marca que chega com fôlego e reforço internacional é a Leapmotor, com sede também em Hangzhou. Ela será a principal aposta do grupo Stellantis para se posicionar no segmento de carros elétricos acessíveis.
A marca está prestes a desembarcar no Brasil e já tem data marcada: até o fim de 2025. A chinesa escolheu o SUV C10 como seu cartão de visitas para a região, com lançamentos previstos tanto no Brasil quanto no Chile.
O modelo será oferecido em duas versões: uma 100% elétrica (BEV) e outra com tecnologia EREV (Veículo Elétrico com Extensor de Autonomia), que combina bateria e um pequeno motor a combustão para ampliar o alcance em viagens mais longas.
Embora a estreia esteja confirmada, ainda não há definição sobre qual das versões será a primeira a chegar às concessionárias brasileiras, nem mesmo a faixa de preço foi revelada até o momento.
3. Omoda & Jaecoo (Grupo Chery)

Imagem: Carlos Guimarães
Já o grupo Chery, que você conhece pelos modelos Tiggo, está trazendo duas marcas com nomes um tanto diferentes: Omoda e Jaecoo.
Ambas chegam com visual moderno e muita tecnologia, mas com propostas distintas. O Omoda 5, por exemplo, é um SUV elétrico de linhas ousadas, cheio de LEDs e com interior dominado por telas.
Já o Jaecoo 7 tem um estilo mais aventureiro, com tração inteligente e motorização híbrida plug-in. E os nomes também têm significado: “Omoda” vem de “modernidade” e “moda”; “Jaecoo” remete a natureza e robustez.
4. GAC Motor

Imagem: Divulgação
A quarta marca da nossa lista é a GAC Motor, sigla para Guangzhou Automobile Group. É uma das maiores fabricantes de carros da China, com parcerias comerciais com Toyota, Honda e Mitsubishi.
O Brasil está recebendo a GAC de forma independente, sem intermediários, com um plano ambicioso: lançar sete modelos eletrificados entre 2025 e 2026, começando por SUVs e um sedã.
Um dos principais modelos cotados para o mercado brasileiro é o Aion Y Plus, um SUV 100% elétrico com autonomia acima dos 500 km e preço competitivo.
5. Neta Auto

Imagem: Divulgação
Por fim, temos a Neta Auto, ou Hozon Auto, uma startup com DNA tecnológico que já está se movimentando no Brasil. A marca estreou com o SUV elétrico Neta V, que entrou em pré-venda com preços na faixa dos R$ 129 mil.
Porém a situação da Neta no Brasil está delicada e o fim da operação local parece ser apenas uma questão de tempo. Após encarar um conturbado processo de falência na China, a marca vem acumulando resultados fracos por aqui: foram apenas 59 unidades vendidas em 2025, segundo dados da ABVE.
Hoje, a presença da Neta no país se resume a uma única concessionária, enquanto a empresa tenta esvaziar seu estoque de cerca de 700 veículos enviando unidades para mercados vizinhos. Por aqui, estima-se que ainda restem em torno de 300 carros disponíveis.
Por que tantas marcas chinesas estão vindo?
O Brasil virou um dos principais alvos da indústria automotiva da China e há bons motivos pra isso. Primeiro, porque o mercado brasileiro é grande e ainda tem muito espaço para crescer, principalmente quando o assunto é carro elétrico ou híbrido.
Enquanto na China esses modelos já são populares, por aqui ainda engatinhamos e as marcas chinesas enxergaram nisso uma grande oportunidade de sair na frente.
Outro fator é o momento de transição que o setor vive. Montadoras tradicionais estão demorando mais para popularizar seus modelos eletrificados, seja por preço, seja por falta de oferta. Aí surgem as chinesas com carros mais modernos, cheios de tecnologia, e o mais importante, com preços competitivos.
Além disso, o Brasil também tem papel estratégico: é uma porta de entrada para o resto da América do Sul. Produzir ou vender aqui ajuda a abrir caminho para outros mercados da região.
