Hyundai HB20 lidera vendas na primeira quinzena de outubro; veja ranking

Hatch compacto terá linha 2028 com versão mais em conta e completará 15 anos em produção no Brasil no ano que vem
Hyundai HB20

Hyundai HB20 | Imagem: Divulgação

O Hyundai HB20 completará 15 anos em produção em Piracicaba (SP) em outubro de 2027. O hatch foi desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro e logo de tornou um sucesso. Depois da fabricante ter confirmado que o carro terá linha 2028 com uma versão mais em conta, abaixo dos R$ 100 mil, vem a notícia de que as vendas da primeira quizena do modelo foram animadoras.

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De acordo com o balanço da consultoria Bright Consulting, o Hyundai HB20 liderou as vendas de automóveis nos primeiros 15 dias de outubro, com 5.580 unidades, ficando atrás apenas da Fiat Strada (6.958), que é um comercial leve. Depois do hatch da marca coreana aparece o BYD Dolphin Mini (3.840) e em terceiro lugar o SUV Volkswagen T-Cross (3.594).

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Enquanto o Hyundai HB20 continuar vendendo bem continuará no mercado mesmo com a chegada do i20, que foi bem em agosto, de acordo com ranking AUTOO, com 3.042 unidades, mas caiu bastante em setembro (1.404) e soma apenas 7.790 unidades desde junho, quando começaram as vendas. É bem menos que as 70.648 do VW Tera, o líder do segmento. Porém, o desempenho animador do HB20 hatch não se repete no caso do sedã HB20S, que irá dar lugar ao SUV Bayon em 2027. 

Ainda entre os principais destaques do sobe e desce dos 10 modelos mais vendidos na primeira quinzena de outubro podemos destacar a queda do Polo (3.297) para quinto lugar entre os automóveis e a subida do SUV Toyota Yaris Cross (3.079) que vai se tornando o modelo mais vendido da marca japonesa no Brasil. 

No cômputo geral, os emplacamentos de veículos leves totalizaram 103.184 unidades na primeira quinzena de outubro de 2026. O resultado representa uma queda de 5,8% em relação ao mesmo período de setembro, quando foram registrados 109.528 veículos, e de 5,7% na comparação com a primeira metade de outubro de 2025, que teve 109.388 unidades.

Após vários meses de resultados superiores aos do ano passado, o desempenho de outubro levanta dúvidas sobre a continuidade desse movimento. Ainda assim, será necessário aguardar o fechamento do mês para avaliar se houve uma mudança de tendência. A redução temporária dos estoques de modelos eletrificados mais baratos, sem reposição suficiente, também pode ter contribuído para o resultado.

Apesar da retração na primeira quinzena, o mercado mantém saldo positivo em 2026. Entre janeiro e a metade de outubro, foram emplacados 2.251.923 veículos leves, volume 17,7% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, quando o total chegou a 1.913.068 unidades.

Confira abaixo como ficou o ranking dos 10 automóveis e comerciais leves mais vendidos na primeira quinzena de outubro, de acordo com dados da consultoria Bright Consulting

1 - Fiat Strada: 6.958

2 -Hyundai HB20: 5.580

3 - BYD Dolphin Mini: 3.840

4 - VW T-Cross: 3.594

5 - VW Tera: 3.394

6 - VW Polo: 3.297

7 - Toyota Yaris Cross: 3.074

8 - Fiat Toro: 2.742

9 - VW Saveiro: 2.742

10- Fiat Argo: 2.729

Calendário ajuda a explicar a queda

A primeira quinzena de outubro deste ano contou com dez dias úteis, o mesmo número observado em setembro, mas um a menos que em outubro de 2025, quando houve 11 dias úteis.

Considerando a média diária, foram emplacados 10.318 veículos em outubro, ante 10.953 em setembro, uma retração de 5,8%. Na comparação anual, porém, a média passou de 9.944 para 10.318 unidades por dia útil, crescimento de 3,8%.

Isso significa que parte da queda observada no volume total está relacionada ao calendário mais curto. Quando os resultados são ajustados pelo número de dias úteis, o mercado apresenta avanço em relação à primeira quinzena de outubro do ano passado.

No acumulado de 2026, foram contabilizados 198 dias úteis, um a menos que no mesmo período de 2025. Mesmo com essa diferença, o crescimento acumulado de 17,7% continua expressivo.

Eletrificados quase dobram volume em um ano

Carregador para carros elétricos
Vendas de veículos eletrificados subiram em torno de 95% em 2026 na comparação com o ano passado
Imagem: Divulgação

Os veículos eletrificados somaram 23.287 emplacamentos na primeira quinzena de outubro, o equivalente a 22,6% do mercado total. A participação ficou abaixo dos 23,7% registrados em setembro, movimento que pode estar relacionado à disponibilidade limitada de modelos eletrificados mais acessíveis.

Na comparação com outubro de 2025, entretanto, o avanço foi significativo. Naquela ocasião, foram emplacadas 11.918 unidades, correspondentes a 10,9% do mercado. O volume atual representa crescimento de aproximadamente 95% em um ano, reforçando o avanço dessas tecnologias no Brasil.

Entre os veículos 100% elétricos (BEVs), a BYD ampliou sua participação para 67,4%, indicando uma concentração elevada das vendas em torno da fabricante chinesa. Nos híbridos plug-in (PHEVs), a marca também lidera, com 43,5% do segmento.

Na disputa entre modelos PHEV, o GWM Haval H6 registrou 1.156 unidades, muito próximo das 1.183 do BYD Song Pro. A diferença reduzida mostra que a disputa pela liderança entre os híbridos plug-in está acirrada.

A Toyota retomou a primeira posição entre os híbridos convencionais (HEVs), com 44,1% de participação. Já a Jeep ampliou sua liderança nos híbridos leves (MHEVs), alcançando 48,5%, com o Avenger na posição de modelo mais vendido da categoria.

Elétricos ganham espaço entre os eletrificados

BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini se mantém como modelo eletrificado mais vendido no Brasil de janeiro até a primeira quinzena de outubro
Imagem: Divulgação

A composição das vendas também revela mudanças na preferência dos consumidores. Os elétricos a bateria ampliaram sua participação no conjunto dos eletrificados de 28,5% para 37,6%, enquanto os veículos elétricos com extensor de autonomia (REEVs) passaram a aparecer no mercado, partindo de participação nula no período de comparação.

Os híbridos convencionais tiveram crescimento marginal de participação. Em contrapartida, os híbridos leves perderam quase dez pontos percentuais, passando de 22,6% para 13,4%. Os híbridos plug-in também recuaram, de 34,5% para 29,7%.

Os números apontam para uma expansão mais forte dos modelos totalmente elétricos dentro do mercado eletrificado. Ainda assim, os híbridos plug-in mantêm participação relevante, enquanto as demais tecnologias seguem disputando espaço conforme a oferta de veículos, os preços e as necessidades dos consumidores.

Marcas chinesas mantêm participação acima de 20%

Liderança Chinesa: 51,5 dos automóveis elétricos brasileiros importados são dos orientais
Marcas chinesas ficaram com 20,6% dos emplacamentos de veículos leves na primeira quinzena de outubro
Imagem: Reprodução

As fabricantes chinesas responderam por 20,6% dos emplacamentos de veículos leves na primeira quinzena de outubro. O resultado representa uma redução em relação aos 22,7% registrados em setembro e marca o segundo mês consecutivo de recuo após o pico observado no verão.

Entre as marcas, BYD, Geely e Chery perderam participação, com quedas de 0,7, 1,1 e 0,4 ponto percentual, respectivamente. GWM, Omoda e Jaecoo também apresentaram pequenas retrações.

Na comparação anual, porém, a expansão continua expressiva. Na primeira quinzena de outubro de 2025, as marcas chinesas somaram 10.548 unidades, equivalentes a 9,6% do mercado. No mesmo período de 2026, chegaram a 21.230 veículos e alcançaram 20,6% de participação.

Assim, as fabricantes chinesas praticamente dobraram o volume de emplacamentos em doze meses e ampliaram sua fatia de mercado em cerca de 11 pontos percentuais. Mesmo com a perda recente de participação, a presença dessas marcas acima de 20% indica que elas consolidaram uma posição relevante no mercado brasileiro.

Carlos Guimarães

Jornalista há mais de 20 anos, já acelerou várias novidades, mas não dispensa seu clássico no final de semana