Uma reunião nesta sexta-feira no Ministério Público em Brasília selou o acordo entre Toyota e o Ministério da Justiça para seja feito o recall do tapete do Corolla. Relatos de problemas com seu deslocamento que afetam o acelerador foram colhidos pelo Ministério Público de Minas Gerais nas últimas semanas e acabaram motivando a suspensão das vendas do modelo no Estado.

Durante a investigação, a Toyota argumentou que os problemas eram isolados e envolviam tapetes mal fixados ou de terceiros, que não seguiam suas normas de qualidade. Mas o MP não ficou convencido e determinou que o carro deixasse de ser vendido até que a fabricante apresentasse uma solução.

O caso acabou chegando a outros estados e ao governo federal que ratificou a decisão mineira. A Toyota, no entanto, continua a negar o problema, assim como fez a Fiat no caso do Stilo. A empresa concordou em realizar o recall assim que levantar a quantidade de carros envolvidos e chegar a uma solução para o suposto defeito.

O problema do tapete é semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos e que provocou um dos maiores recalls da história. Lá, a marca também optou por negar o fato por muito tempo antes que ficasse clara a necessidade de correção do veículo.

Com isso, já são três os casos de recalls determinados pelo governo e que não foram aceitos pelas montadoras. O primeiro envolveu a Volkswagen e o defeito no sistema de rebatimento dos bancos do Fox. No começo deste ano, a Fiat teve de promover a troca do cubo da roda do Stilo depois que o Ministério da Justiça concluiu que o componente seria inadequado para o carro. Em ambos, o desgaste das montadoras foi muito maior do que o imaginado.

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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/