Mundo só quer SUVs? Europeus provam que (ainda) não

Estreias recentes comprovam que algumas marcas não abandonaram o investimento em modelos tradicionais
Volkswagen Golf R Estate

Volkswagen Golf R Estate | Imagem: Divulgação

Algumas estreias recentes no continente europeu ao longo dos últimos dias chamaram a atenção em especial por contemplarem produtos além do universo dos SUVs.

A BMW, por exemplo, provou que os monovolumes seguem interessantes e valorizados pelos europeus, tanto que investiu na nova geração do Série 2 Active Tourer por lá. No Brasil, o produto chegou a ser importado brevemente, entre 2016 e 2018, deixando de integrar a gama local da marca devido à procura quase inexistente.   

Rival do Mercedes-Benz Classe B, produto também renovado recentemente, o novo BMW Série 2 Active Tourer aposta na eficiência e esportividade de um conjunto híbrido plug-in, que pode superar 325 cv de potência máxima na configuração 230e xDrive, para cativar seus clientes. 

BMW 230e xDrive Active Tourer
BMW 230e xDrive Active Tourer
Imagem: Divulgação

Também tendo como premissa a performance elevada, a Volkswagen deu início à comercialização na Alemanha e demais países vizinhos da Golf R Estate, perua com 320 cv, tração integral e capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos.

Com iniciativas assim, fica claro que o mercado europeu ainda resiste bravamente ao avanço veloz dos SUVs na preferência do público, preservando espaço para carrocerias alternativas.

Prova disso é que Dacia Sandero e Volkswagen Golf seguem travando uma interessante batalha pelo posto de carro mais vendido no continente, acompanhados de perto por Toyota Yaris e Volkswagen Polo.

SUVs ganhando tração

Mesmo assim, segundo dados da JATO, empresa global especializada em informações do setor automotivo, em julho deste ano os SUVs já respondiam por 46% da totalidade das vendas do mercado europeu, mostrando que, mesmo assim, os utilitários esportivos ganham cada vez mais tração inclusive por lá.

Entretanto, ao contrário do que ocorreu nos EUA, por exemplo, em que sedãs e hatches foram massivamente substituídos por SUVs e picapes nos portfólios recentes das marcas, fica claro que o público europeu ainda é extremamente receptivo a mais tipos de modelos.

Mas por quais razões isso ocorre por lá? Confira mais detalhes em nossa vídeo-análise abaixo: