Nada de telona: Nissan explica porque não colocará ''tablets'' em seus carros

Conceito Ariya mostra a tendência da marca para painéis digitais nos modelos da marca
Acima o painel do conceito Ariya: Nissan privilegia a "sensação de horizonte"

Acima o painel do conceito Ariya: Nissan privilegia a "sensação de horizonte" | Imagem: Divulgação

Em um interessante manifesto divulgado nesta semana, a Nissan explica porque não vai adotar “telas volumosas”, para a central multimídia e painel digital, por exemplo, no interior de seus próximos modelos.

De acordo com a Nissan, embora esses displays grandes e que se assemelham a tablets possam chamar a atenção, as montadoras que trabalham para criar veículos também têm outras coisas a considerar ao tentar equilibrar design, tecnologia e utilidade.

"O olho humano naturalmente olha de um lado para o outro ao dirigir. As pessoas podem ver e absorver mais informações se estas forem dispostas horizontalmente. A visão periférica funciona dessa maneira também”, explica Tomomichi Uekuri, gerente sênior da equipe de engenharia da HMI, empresa fornecedora da Nissan.

É com base nessas constatações que a fabricante japonesa trabalhou a composição das interfaces presentes no conceito Ariya. Integrando o que seria o painel e a central multimídia, é aplicada uma tela curva em dois estágios que lembra uma onda. Essa solução, detalha a montadora japonesa, aumenta a sensação de "horizonte" em todo o carro e cria uma linha de visão mais próxima da estrada. Ao combinar essa estética, a tela única se torna uma parte perfeitamente integrada ao painel. A equipe de design da Nissan chama isso de "engawa" - o espaço indefinido entre onde você está e para onde está indo.

No caso do Ariya Concept, a tela posicionada logo a frente do motorista e dos passageiros mantém as informações de direção no local onde ficaria o painel de instrumentos em um carro tradicional, enquanto exibe informações de entretenimento, controles de conforto e status do sistema na tela central. Os responsáveis pela cabine do Ariya explicam que embora existam duas telas, as informações podem ser movidas ou passadas entre elas para criar a sensação de uma única exibição. Por exemplo, se você desejar as direções e o mapa da sua rota em frente ao volante, poderão aparecer ali também. É possível ainda movê-los para o centro ou tirá-los quando não forem mais necessários.

A estratégia da Nissan para seu novo conjunto de central multimídia e painel digital integrados também é encontrada nos carros mais recentes da Mercedes-Benz que utilizam a central multimídia MBUX. Ambas, contudo, mostram uma notável contraposição à Tesla, que opta por telas de grande porte no console central de seus elétricos.

Assine a newsletter semanal do AUTOO!