Novo Corsa esportivo agora é elétrico e tem a mesma base do Peugeot e-208 GTI
Hatch da Opel ganha versão GSE acelera de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos, diz a fabricante
O novo Corsa GSE, recém-apresentado pela marca alemã, usa a mesma plataforma, o mesmo motor e a mesma configuração de chassi do Peugeot 208 GTI elétrico e ainda assim entrega uma aceleração melhor. Sim, a Opel bateu a Peugeot com o próprio conjunto mecânico da marca francesa.
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O Corsa elétrico vai de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos no modo Sport. O e-208 GTI, com a mesma mecânica, faz o mesmo trajeto em 5,7 segundos. Para ter uma ideia do que isso representa, o Mini Cooper JCW elétrico, considerado um dos mais divertidos da categoria, faz em 5,9 segundos.
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O Corsa GSE bate os dois. E ainda deixa para trás o VW ID. Polo GTI, que chega ao mercado em breve com 223 cv e deve cravar cerca de 6 segundos e meio, enquanto o GSE já estaciona na garagem com 276 cv e 35,2 kgfm de torque no modo Sport.
E tem mais, o Mokka GSE, irmão crossover mecanicamente idêntico, só que 47 kg mais pesado, faz 5,9 segundos. Ou seja, o Corsa é mais ágil justamente por ser mais leve e compacto. Faz sentido.
O que vem no corsa elétrico

Imagem: Divulgação
O GSE vem com suspensão mais rígida e rebaixada, freios com pinças de quatro pistões e pneus Michelin Pilot Sport 4S no tamanho 215/40 R18, montados em rodas de liga leve com design de três raios que homenageiam o Corsa GSE dos anos 1980. A história se repete, mas agora com cabo de carregamento.
A direção e a resposta dos pedais também foram trabalhadas para parecerem mais vivas do que o habitual nos elétricos.
O interior do Corsa GSE é uma espécie de viagem no tempo só que com Wi-Fi. Os bancos esportivos trazem detalhes xadrez no centro, o carro também oferece acabamento em Alcantara, pedais de alumínio, detalhes em amarelo espalhados pelo interior e um painel digital que exibe dados de aceleração e leituras de força G em tempo real.
O calcanhar de Aquiles: autonomia

Imagem: Divulgação
Tudo muito bonito, mas é aqui que a conversa fica mais honesta. O GSE usa a bateria de 51 kWh aproveitável, a mesma de outros modelos Stellantis construídos na plataforma CMP.
Com base no e-208 GTI que entrega cerca de 349 km de autonomia, o Corsa deve ficar em um número parecido. Para o uso do dia a dia, resolve bem. Para uma viagem longa, teria que planejar as paradas. Já o VW ID. Polo GTI promete passar dos 418 km com uma carga.
História do Corsa no Brasil

Imagem: Divulgação
O Chevrolet Corsa chegou por aqui em 1994 e logo se tornou um dos carros mais queridos do país. Produzido na fábrica de São José dos Campos, em São Paulo, o modelo foi apresentado numa época em que o mercado nacional ainda engatinhava na abertura às importações e os consumidores brasileiros mal tinham acesso a carros modernos e bem equipados.
O Corsa mudou isso de vez. Com um visual europeu, mecânica que trazia um segurança e preço acessível, ele caiu no gosto dos brasileiros de um jeito que poucos modelos conseguiram antes ou depois.Ao longo dos anos, o Corsa ganhou várias versões que marcaram gerações. O Corsa Wind era a opção popular, o Choice veio como intermediário, mas foi o Corsa GSi que fez os olhos dos entusiastas brilharem.
Com motor 1.6 de 16 válvulas e visual mais esportivo, o GSi mostrou que um carro acessível também podia ser divertido de dirigir e abriu caminho para uma cultura de hatches esportivos no Brasil que perdura até hoje. Mais tarde, versões como o Corsa Sedan e o Corsa Wagon aumentaram o encanto do modelo para famílias.

Imagem: Divulgação
A segunda geração, batizada de Novo Corsa no Brasil, chegou em 2002 e trouxe um design mais moderno, com linhas que rivalizavam com o que havia de melhor na Europa naquele momento.
O modelo foi bem recebido pelo público, mas foi o lançamento do Corsa Maxx e do Corsa SS que aumentou a chama esportiva da linha. O SS, em especial, com motor 1.8 Flexpower e detalhes visuais agressivos, passou a ser desejado entre jovens pois era acessível, personalizado e tinha personalidade.
A produção do Corsa no Brasil chegou ao fim em 2012, mas o carro nunca saiu da nossa memória. Há muitos brasieliro que tem histórias com um corsinha, ele já atravessou quase duas décadas de estradas, há quem já atravessou enchentes com eles, subidas íngremes e quilômetros de rodovias. Hoje, unidades bem conservadas ainda circulam pelas cidades e são vendidasno mercado de usados.
