O que esperar do Chevrolet Equinox, o sucessor do Captiva no Brasil

Bem equipado e com conjunto mecânico moderno, saiba o que o Equinox entregará por aqui
Chevrolet Equinox 2018

Chevrolet Equinox 2018 | Imagem: Divulgação

Ainda foi na década passada, em agosto de 2008, que o Chevrolet Captiva chegou ao mercado brasileiro dando o que falar. Com um projeto bem moderno para a época, o Captiva ainda conquistou vários fãs na época graças a oferta de um vigoroso, porém beberrão, motor V6. Pouco tempo depois, em fevereiro de 2009, chegaria a opção de entrada 2.4 com um conjunto mais racional, mesmo assim mantendo o porte e o bom acabamento que consagrou o modelo.

Se na época o Chevrolet Captiva tinha poucos e discretos rivais, com destaque para o Honda CR-V e o Volkswagen Tiguan, quando entramos nessa década o segmento começou a fervilhar com a estreia do Hyundai ix35, Kia Sportage e tantos outros. Com isso, ao longo do tempo, o desbravador Captiva foi perdendo espaço para os concorrentes mais modernos e levando mais consumidores às concessionárias em grande parte graças ao “fator novidade”.

Colocando os números na mesa, basta dizer que em 2009 o Captiva encerrou o ano com 13.584 unidades vendidas, número que lhe conferia quase 9% de participação no segmento ainda incipiente de SUVs, o qual estava longe de possuir a força que tem atualmente. É interessante destacar que 2009 também foi um ano bom para a indústria automotiva, com 3.009.094 unidades vendidas entre veículos de passeio e comerciais leves. Já em 2016, ano que apenas 1.986.362 unidades ganharam as ruas, as vendas do Captiva seguiram o mesmo rumo, tendo registrado somente 1.110 emplacamentos ao longo de todo ano.

A GM, fabricante que tem uma forte reputação no campo dos utilitários esportivos e sedãs por aqui, sabe que não pode perder tanta participação no segmento e vai recorrer a sua ampla linha de SUVs oferecida nos EUA para reverter esse cenário.

Apesar de ainda desconversar quando questionados diretamente, os executivos da marca deixam transparecer que de fato o Chevrolet Equinox chegará ao Brasil ainda neste ano para resgatar o mesmo “efeito Captiva” de quase 10 anos atrás.

A demora do pessoal da Chevrolet até que pode ser compreendida uma vez que a nova geração do Equinox foi lançada em setembro de 2016 logo não faria sentido antecipar a chegada do modelo por aqui. Bem mais moderno, a nova geração do Equinox ainda traz melhorias de projeto e estruturais consideráveis, como a redução de 180 kg (!) no peso. O conjunto de suspensão independente nas quatro rodas, do tipo multibraço na traseira, deve conferir ao modelo um bom controle dinâmico. O Equinox pode receber rodas de liga leve aro 17”, 18” ou 19” dependendo da versão e sai de fábrica com os controles de tração e estabilidade.

Em termos de tamanho, o Equinox conta com 4,65 m de comprimento, 1,84 m de largura e 1,66 m de altura. Apenas como comparação, o Captiva 2.4 atual conta, respectivamente, com 4,57 m, 1,85 m e 1,70 m, portanto dimensões próximas. Um dos pontos positivos do Equinox, contudo, vai para seu excelente porta-malas. A capacidade declarada é de 846 litros, sendo que o Equinox consegue armazenar até 1.798 litros de bagagem com os bancos traseiros rebatidos. 

Outro ponto forte do Equinox diz respeito à eficiência do conjunto mecânico. Ele é oferecido nos EUA com três opções de motor. A gasolina ele traz os propulsores 1.5 e 2.0, ambos com turbo e injeção direta de combustível, capazes de entregar 170 e 252 cv, respectivamente. Além deles, também existe a opção do 1.6 turbodiesel com 137 cv.

Enquanto o 1.5 a gasolina turbo e o 1.6 a diesel trabalham em conjunto com o câmbio automático de 6 marchas, o 2.0 turbo recebe a transmissão automática de 9 velocidades, o que deve ajudar em muito na redução do consumo. O Equinox oferece sistema de tração integral, o que, teoricamente, permitiria a venda da versão a diesel por aqui. Seguramente seria um diferencial interessante na categoria, uma vez que existe um grande público consumidor para SUVs com esse tipo de motorização por aqui e ainda não existem muitas opções de porte médio. Um dos rivais poderia ser o Jeep Compass Trailhawk, por exemplo.

Importado do México e sem outros modelos da GM para dividir a cota de importação, o Equinox deverá ter preço competitivo por aqui. Se ele chegar apenas na versão 2.0 turbo a gasolina, podemos esperar um valor girando em torno de R$ 140.000. Vale destacar que, talvez ainda neste ano, a quinta geração do Honda CR-V chegue por aqui com uma proposta bem semelhante ao do Equinox, com destaque para a motorização 1.5 turbo, a mesma presente no Honda Civic Touring. Sem dúvida nenhuma, o segmento dos SUVs médios ficará bem interessante ao longo de 2017! 

Chevrolet Equinox 2018

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