O que mais incomoda no Tiggo 5X? Veja reclamações dos donos do SUV
Modelo da Caoa Chery agrada no pacote de equipamentos, mas tem defeitos, segundo alguns proprietários
Se o Tiggo 5x está na sua lista de possíveis SUVs, antes de bater o martelo é importante entender tanto os acertos do modelo quanto os pontos que mais geram queixa entre os donos. O utilitário esportivo da Caoa Chery, produzido no Brasil desde o início da parceria entre as marcas em 2017, rapidamente ganhou destaque.
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De início, o que chamou atenção do público foi o pacote de equipamentos generoso aliado a um motor 1.5 turboflex. São 150 cv e 21,4 kgfm, acompanhados de câmbio automático hoje, um CVT com nove marchas simuladas, mais suave e confiável. Vale lembrar que nas primeiras unidades o SUV usava uma transmissão de dupla embreagem de seis marchas, e é justamente aí que começam muitas das reclamações.
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No Reclame Aqui, boa parte das críticas parte de proprietários que enfrentaram problemas considerados “crônicos”. A lista inclui falhas no câmbio das primeiras linhas, direção elétrica com ruídos ou mau funcionamento e queixas pontuais de componentes eletrônicos. É por isso que a equipe do Autoo reuniu as principais queixas para ajudar quem está pesquisando o modelo.
Por outro lado, o Tiggo 5x também ganhou espaço no mercado por entregar um bom nível de acabamento, interior confortável e um design moderno que conversa bem com o público brasileiro. O SUV traz de série controles de estabilidade e tração, freio de estacionamento eletrônico, câmera de ré, chave presencial, rodas de 17’’ e central multimídia de 9 polegadas.
O que dizem os proprietários do Tiggo 5x sobre o câmbio

Imagem: Divulgação
Embora a Caoa Chery mantenha uma boa nota nas plataformas de atendimento ao consumidor e costume responder à maior parte das queixas, muitas delas com retorno positivo dos clientes dizendo que o problema foi resolvido, alguns relatos chamam atenção pela recorrência, principalmente no que diz respeito ao câmbio das primeiras unidades do Tiggo 5x.
Encontramos a reclamação de uma proprietária que fala sobre seu Tiggo 5x que apresentou um defeito com menos de um ano de uso.
“Menos de um ano de carro e já tive um problema gravíssimo no câmbio”, relata. Ela explica que o veículo foi enviado à concessionária, que precisou desmontar a transmissão e enviar a peça para avaliação da montadora. “Nem sei quanto tempo ficarei sem carro. E o pior: a marca não quis me dar veículo reserva. Fiquei completamente frustrada e arrependida. Antes tive Hyundai por anos, sem um problema sequer.”
A Caoa Cheru informou que o atendimento da consumidora foi registrado sob o protocolo. A empresa agradeceu o contato realizado pela plataforma e afirmou estar continuamente empenhada em aprimorar seus processos e atendimentos para oferecer a melhor experiência possível aos clientes.
Outro caso, registrado alguns meses atrás, envolve um Tiggo 5x 2021/2022 com cerca de 37 mil km, ainda dentro do período de garantia contratual, pelo menos segundo o dono. Ele relata falhas no câmbio DCT que, segundo ele, comprometiam segurança e dirigibilidade. O consumidor cita até mesmo o Código de Defesa do Consumidor, apontando vício oculto no componente e pedindo reparo integral sem custos, ou até substituição do carro.
A resposta da fabricante, foi que, o câmbio tem garantia de 36 meses, e como a venda havia sido registrada em 09/2021, o prazo se encerrou em 09/2024. A solução indicada pela Caoa Chery foi a aprovação de orçamento para substituição da peça.
Já um terceiro proprietário fala em tom de desabafo sobre um Tiggo 5x 2021/2022 que começou a fazer barulhos no câmbio ao engatar a marcha à ré e também nas trocas de marcha. Ele afirma que sempre reclamou na concessionária, mas ouviu repetidamente que “o barulho é normal do carro”. O ruído teria surgido após cerca de um ano de uso.
Agora, convive com o ruído no câmbio e teme que a estratégia se repita: “Pelo jeito, estão empurrando até sair da garantia”, afirma.
A Caoa Chery informou que, conforme descrito no manual do veículo (Capítulo 10, página 10-4), a peça questionada possui garantia de 36 meses a partir da data de venda registrada no sistema que, neste caso, ocorreu em setembro de 2021. Por isso, a empresa esclareceu que a garantia do componente se encerrou em setembro de 2024, impossibilitando o atendimento gratuito. A fabricante acrescentou que, para realizar a substituição da peça, é necessária a aprovação de orçamento junto à rede autorizada.
Pane elétrica

Imagem: Divulgação
Se as queixas sobre câmbio são as campeãs entre donos do Tiggo 5x, logo atrás vem um problema que preocupa ainda mais pelo risco envolvido, a pane elétrica em movimento.
Uma proprietária de um Tiggo 5x híbrido 2023 conta que dirigia a cerca de 60 km/h quando o painel acendeu várias luzes e o carro começou a desligar. “Recebi a mensagem de falha no sistema híbrido, o ar parou de funcionar e até o pisca-alerta deixou de acender. Entrei em pânico porque a direção endureceu e eu não conseguia avisar os carros atrás.”
Ela conseguiu manobrar até o estacionamento de um prédio abandonado em uma região perigosa e chamou o seguro. O carro já havia trocado a bateria meses antes, em garantia, e para ela essa segunda pane foi a gota d’água. “Minha vida ficou em risco duas vezes e, mesmo assim, saí da concessionária sem respostas claras.”
A montadora afirmou que lamenta qualquer transtorno causado e informou que sua rede Premium realizou a avaliação do veículo e prestou o atendimento necessário. Na consideração final registrada na plataforma, a empresa comunicou que a reclamação foi encerrada sem avaliação, pois a consumidora não retornou para opinar sobre o atendimento recebido.
Em outro caso, um dono que havia acabado de tirar seu Tiggo 5x da concessionária relata que o carro simplesmente parou no dia 1º de novembro, cinco dias após a compra.
“O painel dava várias falhas e não conseguíamos nem colocar no modo de direção. Tivemos que desligar o fusível da bomba de combustível.” O carro foi guinchado, mas o consumidor se revoltou com a demora: “Pedi carro reserva e disseram que o prazo era de 48 horas, depois 72. Tínhamos viagem marcada e dependíamos apenas desse veículo.”
A Caoa Chery informou que, conforme o último contato realizado em 14/11, todos os esclarecimentos relativos à manifestação do consumidor foram repassados e devidamente registrados no protocolo da empresa.
Há também relatos envolvendo modelos mais antigos. Um dono diz que conviveu por anos com consumo alto, luzes acendendo no painel e problemas elétricos repetitivos. “O carro começou a morrer em movimento. Fiquei sem freio e sem direção duas vezes em dois dias. Quase sofri um acidente.”
Após várias idas à concessionária, trocas de peças e até atualizações de módulo, o problema sempre voltava. “Quando busquei o carro, até os pneus estavam murchos. E ainda me disseram que acidente eu poderia sofrer por qualquer motivo. Foi a pior resposta que ouvi de uma assistência técnica.”
Consumo excessivo

Imagem: Divulgação
Um terceiro assunto que aparece com frequência entre os proprietários do Tiggo 5x, é o consumo acima do esperado. Em uma reclamação recente, um dono de um Tiggo 5x Pro 2025/2026 zero km diz ter se assustado com os números.
“Meu carro faz 6,5 km/l na gasolina, mesmo dirigindo leve e até rodando sem ar-condicionado. Completei 47 litros e rodei só 305 km. O vendedor falou 9,9 km/l e o selo também. Isso parece propaganda enganosa.” A resposta da marca foi que, como há grande variação de uso, o manual não informa médias de consumo.
Em resposta, a Caoa Chery informa que todos os esclarecimentos já foram registrados no protocolo e destaca que a montadora não divulga média oficial de consumo no manual, pois o resultado varia conforme o uso e as condições de condução.
A montadora reforçou as orientações de amaciamento do motor nos primeiros 3.000 km e apresenta uma série de recomendações para melhorar a economia de combustível, como manter pneus calibrados, evitar cargas excessivas, dirigir de forma suave, evitar marcha lenta prolongada e manter o veículo bem alinhado e revisado. Também alerta para os efeitos negativos de combustível de má qualidade.
Outro proprietário relata que retirou seu Tiggo 5x Sport após meses de espera e percebeu que o consumo simplesmente não fazia sentido para um carro novo. Em suas palavras: “Na estrada, faz 5,5 km/l com gasolina. Abasteci R$ 200 de etanol e rodei 200 km. O carro marca 3,8 km/l. Tenho viagem de 2 mil km e estou com medo de pane seca.”
O atendimento ao consumidor da Caoa Chery informou que, para prosseguir com a análise técnica, o veículo precisa ser levado a uma concessionária autorizada e permanecer imobilizado no local. Eles disserm que solicitaram previamente que a concessionária entrasse em contato para agendar a visita, mas não conseguiram falar com o cliente. Por isso, pedem que ele verifique uma data disponível e faça diretamente o agendamento com a autorizada de sua preferência.
