Menor que um subcompacto, somente um “Kei Car” japonês. Este é o nome do tradicional segmento de supercompactos à venda desde os anos 1960 no Japão, onde contam até com incentivos fiscais para viabilização por serem pequenos e consumirem pouco combustível. No entanto, apesar da longevidade do ramo, por incrível que pareça a Toyota, a maior fabricante de carros do país e do mundo, nunca se aventurou no ramo, que tem forte presença da Honda e Nissan. Mas a marca, enfim, seu rendeu ao nicho.

O primeiro representante da Toyota neste novo mercado é o Pixis Space, que acaba de ser lançado no Japão pelo equivalente a R$ 27.000. A expectativa da montadora, segundo divulgado em informe, é comercializar 60.000 unidades do carro por ano.

Com 3,39 metros de comprimento e 1,47 m de largura, o Pixis leva no máximo quatro ocupantes e a capacidade do porta-malas não passa de 100 litros. Essas medidas são justificadas pela função do veículo, que foi desenvolvido para circular majoritariamente em vias urbanas. Não é um carro apropriado para viagens mais extensas em rodovias.

A parte mecânica do carrinho também foi concebida para ser o eficiente na cidade. O conjunto é formato pelo motor de 660 cc de 64 cv associado a transmissão CVT, com relações continuamente variáveis. O Pixis é oferecido no Japão em oito opções de cores.

A criação do novo minicarro ainda teve ajuda da Daihatsu, outra marca japonesa bem-sucedida no ramo dos Kei Cars. O lançamento Toyota, aliás, é uma versão do Daihatsu Move Conte, mas com os logotipos e parte do visual alterados.

Thiago Vinholes

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