Uso do celular ao dirigir é visto como principal risco no trânsito; confira o ranking
Pesquisa aponta quais são os causadores de acidentes nas ruas do Brasil hoje em dia
Você já reparou quantas vezes vê alguém olhando para o celular enquanto dirige? Pois é, e você não está sozinho nessa percepção. Uma pesquisa realizada pela Continental Pneus durante o Maio Amarelo mostrou que os brasileiros elegeram o uso do smartphone ao volante como o principal risco nas ruas e estradas do país, na frente até do excesso de velocidade.
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O levantamento foi feito entre abril e maio deste ano com 463 participantes no site da marca. Quando perguntados sobre a maior ameaça à segurança no trânsito, 35% apontaram o celular como vilão número um.
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A falta de atenção ficou em segundo lugar, com 19%, seguida pelo excesso de velocidade (17%) e pelo comportamento dos outros motoristas (15%). Apenas 4% mencionaram as condições dos veículos como fator de risco, o que indica que muita gente ainda não leva tão a sério a manutenção preventiva do carro.
93% se consideram motoristas seguros

Imagem: Reprodução internet
Mas aqui mora uma contradição bem brasileira, apesar de reconhecerem o perigo do celular ao volante, 93% dos entrevistados se consideram motoristas seguros ou muito seguros. Ou seja, o problema é sempre do outro, né? Esse comportamento é comum e conhecido entre especialistas em trânsito: enxergamos o risco nos outros, mas raramente em si mesmo.
O perfil de quem respondeu à pesquisa é de quem passa bastante tempo atrás do volante. Seis em cada dez participantes disseram dirigir mais de 200 quilômetros por semana, e 61% rodam mais de 10 mil quilômetros por ano.
A maioria conduz carros de passeio (66%), mas SUVs e picapes também aparecem com força, representando 29% dos respondentes. Em relação à idade, o grupo que mais apareceu é o de motoristas acima de 55 anos (39%), seguido pela faixa dos 45 aos 54 anos (29%).
Pneus também são imporantes para segurança

Imagem: Divulgação
Outro dado da pesquisa diz respeito aos pneus. Na hora de trocar, segurança e desempenho são os critérios mais valorizados, mencionados por 42% dos participantes. Qualidade e durabilidade aparecem logo atrás, com 39%.
Já o preço, que muita gente imagina que seria o fator decisivo, foi citado por apenas 8%. Bom sinal, parece que quando o assunto é pneu, o brasileiro já entende que barato pode sair caro.
Por falar em pneus, já que o tema veio à tona, alguns cuidados básicos fazem toda a diferença na segurança do dia a dia. Manter a calibragem correta melhora a estabilidade e a frenagem. Em dias de chuva, pneus desgastados aumentam muito o risco de aquaplanagem, aquele momento em que o carro “flutua” sobre a água e perde a aderência.
Freadas e arrancadas bruscas, além de perigosas, aceleram o desgaste dos pneus. Alinhamento e balanceamento em dia evitam que o veículo puxe para os lados. E pneu “careca” tambpem significa perigo pois aumenta a distância de frenagem e compromete o controle do carro.
Considerando tudo isso, fica uma pergunta no ar: será que na próxima vez que o celular vibrar dentro do carro, a gente consegue resistir?
