Volkswagen T-Cross Extreme 1.4 tem bom fôlego e detalhes exclusivos

SUV topo de linha mais vendido atualmente vem com motor turbo, de 150 cv
Volkswagen T-Cross Extreme

Volkswagen T-Cross Extreme | Imagem: Carlos Guimarães

São poucos os modelos compactos da Volkswagen que continuam com o bem conhecido motor 1.4 turboflex, que já equipou o Polo GTS e hoje está apenas no Nivus GTS, Virtus Exclusive e, também, no T-Cross Extreme (R$ 198.490), que avaliamos durante uma semana no dia a dia, tanto na cidade quanto na estrada.

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Logo de cara, o fôlego extra do motor de 150 cv é o que mais chama atenção no Volkswagen T-Cross Extreme, versão topo de linha do SUV campeão de vendas da marca alemã e líder do segmento de janeiro a outubro de 2025, conforme o ranking AUTOO, com 73.105 unidades, na frente do Hyundai Creta (60.319) e do Honda HR-V (51.870).

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O ajuste do câmbio automático de seis marchas é mais voltado para a redução do consumo, procurando manter o nível de giro do motor o mais baixo possível. Mas basta reduzir uma ou duas marchas pelas hastes atrás do volante para o SUV ganhar boa dose de ânimo nas retomadas. E para acelerar de 0 a 100 km/h são necessário apenas 8,6 segundos, conforme dados da fabricante.

Ágil e bem equipado

Volkswagen T-Cross Extreme 2026
Volkswagen T-Cross Extreme 2026 tem revestimento de couro com costuras aparentes e detalhes aparanjados nas saídas de ar
Imagem: Divulgação

Também ficou claro que ajuste da suspensão do T-Cross Extreme favorece a estabilidade nas curvas, mas pode causar alguns solavancos em piso irregular, o que não é difícil de se encontrar mesmo na capital paulista, cheia de buracos, obstáculos, lombadas e valetas. Além disso, baixo nível de ruído é elogiável.

Quanto ao consumo, esta versão 1.4 turboflex do T-Cross tem números razoáveis, de acordo com o Inmetro.  Portanto, vale mais usar gasolina, quando o carro pode fazer 11,8 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada. Se mudar para etanol, conforme a mesma fonte, os números passam para 8,2 km/l e 9,9 km/l, respectivamente.

Equipado até os dentes, o T-Cross Extreme vem com vários itens de série e apenas dois opcionais: o teto solart panorâmico com luz de leitura na frente (R$ 7.790) e o pacotes ADAS (R$ 4.240), que inclui assistentes de condução e de estacionamento,  câmera multifuncional, detector de ponto cego e volante multiufuincional revestido de couro com hastes para trocas de marchas sequenciais.

As rodas são de aro 17 montadas em pneus 205/55R, mas na unidade avaliada vieram apenas pintadas de cinza grafite. Para um carro que beira os R$ 200 mil, bem que poderiam, ter acabamento diamantado, não? Ainda sobre o visual, os logos escurecidos cairam bem, mas há quem torça o nariz paras detalhes alaranjados no para-choque. E a famosa pintura fosca é um opcional de R$ 1.750. Está disponível na cor Cinza Ascot, diferente da unidade avaliada, pintada de Cinza Oliver. 

De resto, não há do que reclamar. Faróis e lanternas são de LED, com a barra luminosa na traseira e acabamento fumê. Bom também é que os retrovisores são rebatíveis eletricamente e o vão livre do solo é de plausíveis 19 cm, o que ajuda a superar obstáculos pelo caminho.

No interior, o que chama atenção é o revestimento dos bancos com costura aparente e com mais detalhes alaranjados nas saídas de ar nas extremidades do painel. Há sistema de ar-condicionado digital, com comandos sensíveis ao toque. Mas a central multimídia ainda não tem a IA da Volkswagen, batizada de Otto, que passou a estar disponível no Tera.

Quem vai sentado no banco traseiro tem saídas de ar e duas entradas USB-C, para carregar o celular. Além disso, nesta versão mais equipada, existe um discreto filede de LED que funciona como luz ambiente, o que é agravável à noite.

Veredicto

Volkswagen T-Cross Extreme
Volkswagen T-Cross Extreme tem porta-malas de 373 litros e logos escurecidos entre os destaques
Imagem: Carlos Guimarães

O Volkswagen T-Cross Extreme agrada pelo bom desempenho e pela segurança que transmite no dia a dia em qualquer situação. Mas na faixa dos R$ 200 mil terá que enfrentar fortes novos rivais, inclusive, o Toyota Yaris Cross híbrido que acaba de chegar. 

Pelo que já foi divulgado até agora, a atual geração do SUV da marca alemã não terá nenhum tipo de eletrificação, que ficará para a próxima, que vai aposentar o motor 1.4 turboflex, passando a ter o 1.5 EVo2, mas apenas a partir de 2028.

Carlos Guimarães

Jornalista há mais de 20 anos, já acelerou várias novidades, mas não dispensa seu clássico no final de semana

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