Volkswagen Taos é outro argentino a se despedir em 2025
SUV deixará de ser produzido no país vizinho para abrir espaço para a nova geração da picape Amarok. Brasil terá o Taos mexicano
Segundo maior produtor de veículos da América do Sul, a Argentina vai perder mais um modelo, o SUV Taos, da Volkswagen.
Essa possibilidade já era aventada há algum tempo, mas acabou confirmada em meio a um anúncio importante, o investimento de US$ 580 milhões na fábrica de Pacheco, para produzir a nova geração da picape Amarok.
O utilitário esportivo, que estreou em 2020 no Brasil, vai dar lugar à nova picape média que, segundo relatos, precisará que a fábrica seja redesenhada e ampliada para comportar a linha de montagem.
Com isso, o Taos deixará de ser produzido em julho de 2025, ou seja, apenas cinco anos após chegar ao mercado.
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Como se sabe, tanto os brasileiros quanto os argentinos não deixarão de ter o modelo à venda, já que a Volks decidiu importar a versão produzida no México e que recebeu uma atualização estética e mecânica.
Trata-se de uma estratégia parecida com a da Nissan em relação à Frontier, picape que sairá de linha na Argentina no final deste ano. Assim como a VW, a marca japonesa passará a importar a Frontier do México, em nova geração também.

Boas e más notícias
A despedida do Taos argentino mostra que o segmento de SUVs médios é bastante difícil para um modelo de fora do Brasil. Os nacionais Jeep Compass e Toyota Corolla Cross têm dominado as vendas, com uma variedade de opções maior, a despeito do bom pacote técnico do Volkswagen.
O SUV mexicano está mais atraente com a reestilização, ganhou uma nova central multimídia e será equipado com uma transmissão automática de 8 velocidades mais eficiente.
Mas por vir do México não se esperam grandes volumes de emplacamentos. A montadora alemã, pelo jeito, está mais focada em fazer do pequeno SUV Tera seu novo Gol em matéria de vendas.
Por outro lado, o anúncio de uma segunda geração para a Amarok é um alívio após 16 anos de inércia no comando da fabricante alemã.

Sua primeira picape média estreou em 2010 trazendo um pacote técnico que fez a concorrência se mexer.
Se nunca foi um fenômeno de vendas, a Amarok cumpriu seu papel de desbravadora no segmento, com mais de 770 mil unidades produzidas.
Mas era chegada a hora de renová-la e com uma receita própria, não a "Amaranger" que foi lançada no exterior usando a base da rival da Ford.
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