VW Gol GTi Branco Pérola, uma joia em seu estado bruto; saiba quanto vale
Raridade rodou pouco e nunca foi "lapidada" em 31 anos de existência
O Volkswagen Gol GTi (Grand Touring Injection ou Gran Turismo Injeção) é um daqueles clássicos que encanta qualquer geração de admiradores e potenciais compradores de esportivos nacionais.
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Digo potenciais, pois é sabido que essa sigla mágica que estampa a traseira do Gol vem tomando proporções exorbitantes. Se for alguma das poucas unidades sem nunca terem sido restauradas então, esqueça. Não são para pobres mortais como eu ou para a maioria que desejaria tê-los um dia na garagem.
Nós encontramos um raríssimo exemplar do Gol GTi 1994 na sugestiva cor Branca Pérola, que oficialmente é chamada de Branca Nacar. Trata-se de uma joia em seu estado natural, sem nunca ter sido restaurada.
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A pintura, por exemplo, ainda brilha como nova e nesses mais de 30 anos, sequer foi retocada. Consultamos o Alex Fabiano da GG World Premium Classic Cars e o preço que ele nos repassou foi de R$ 400 mil, quantia suficiente para levar quatro unidades do Polo 0 km nas versões Robust ou Track.
Nunca restaurado

Imagem: Agência HKCD
Incrivelmente imaculado, o Gol GTi possui outro chamariz para quem aprecia esse universo do antigomobilismo que é a baixa quilometragem. São apenas 43 mil km, ou seja, pouco mais de 1.300 km percorridos, em média, por ano.
A parte interna faz justiça ao pouco uso do carro. Os bancos Recaro não tem nenhum detalhe e os acabamentos laterais de portas resistiram bem ao tempo, sem descolamentos ou marcas.
O volante que originalmente vinha com uma napa - um material sintético semelhante ao couro - preservou a sua integridade. A manopla e a coifa do câmbio também estão em perfeito estado.
Se a esportividade de seu conjunto era levada a sério, o luxo também prevalecia com mimos como ar-condicionado, vidros e retrovisores com acionamento elétrico e direção hidráulica.
Esportividade por todos os lados

Imagem: Agência HKCD
No conjunto motriz, o GTi usava o famoso motor AP-2000, estreado na primeira geração da linha Santana/Quantum, porém no Gol com a tecnologia da injeção eletrônica de combustível. Diga-se de passagem, foi o primeiro nacional vendido em série no Brasil a contar com o recurso.
Batizado de LE-Jetronic, este sistema de alimentação multiponto fornecido pela Bosch dava ao GTi 120 cavalos de potência e 18,4 kgfm de torque, o bastante para levá-lo de 0 a 100 km/h em menos de 9,5 segundos.
Esse motor estava associado a uma transmissão manual de cinco marchas. Acrescido da respeitável velocidade final de respeitáveis 185 km/h, o hatch tornou-se uma lenda entre os esportivos nacionais fazendo Ford Escort XR3 e Chevrolet Kadett GSi comerem poeira.
O Gol GTi ganhou importantes evoluções durante as duas gerações seguintes, a exemplo do computador de bordo multifunção, dois airbags (motorista e passageiro), freio a disco ventilado nas 4 rodas com ABS, entre outras melhorias.
Porém, nem com tudo isso, foi suficiente para a Volkswagen o tirá-lo de linha no início da década 2000. Era o fim do capítulo do hatch esportivo nacional mais desejado do Brasil.

Imagem: Agência HKCD
