Criada pelo filho de Henry, Edsel Ford, para ser uma marca mais luxuosa que a que leva o nome da família, a Mercury encerra suas atividades após 71 anos de história. Segundo Mark Fields, presidente da Ford para as Américas, a descontinuação da marca ocorre após sucessivas quedas nas vendas, paralelamente a um crescimento progressivo da Ford no mercado norte-americano. Ruim para a história da indústria automotiva, bom para os negócios: “a decisão também permitirá investir 100% dos nossos recursos na Ford e na Lincoln”, explicou Fields.

Essa injeção de dinheiro agora concentrada em Ford e Lincoln permitirá que esta última, a mais luxuosa do grupo, ganhe sete novidades (produtos inéditos ou reestilizações) nos próximos anos. O primeiro deles seria um compacto construído a partir da plataforma do Focus, mas com o DNA da Lincoln.

Há 20 ou 30 anos, os norte-americanos talvez sentissem mais o fim da Mercury. Hoje, no entanto, talvez não percam muito, pois a fabricante só conta com quatro carros em sua gama – todos eles com um sósia na Ford. O Milan é o Fusion, o SUV’s Mariner e Mountaineer são, respectivamente, cópias de Escape e Explorer; enquanto o Grand Marquis é o Crown Victoria, já descontinuado pela Ford. O impacto financeiro ainda é amortecido pelo fato de que as 1.712 concessionárias que vendem Mercury nos EUA não são exclusivas da marca – os quatro modelos dividem espaço no showroom com carros da Ford ou da Lincoln, e em alguns casos com os veículos de ambas.

Conheça os carros mais vendidos do Brasil nos últimos 10 anos

Rodrigo Mora

|

Veja mais notícias da marca