BYD Yuan Pro: saiba as principais reclamações dos donos do SUV rival de Creta e outros
Relatos apontam limitações na autonomia, ruídos no porta-malas e ausência de sistemas de assistência
A BYD colocou o Yuan Pro no jogo em 2024 e justamente no segmento mais disputado do país, com o intuito de entregar um elétrico “acessível” dentro da categoria. Mesmo custando R$ 182.800 na versão única GS, o SUV elétrico consegue encostar e até ficar abaixo de SUVs compactos a combustão em versões mais completas.
Quem dirige o Yuan Pro diz que é daqueles carros “fáceis de gostar”. A condução é suave, bem acertada e confortável para longos trajetos sem cansar. Mas aí entra o principal ponto de atenção, a autonomia. Com cerca de 250 km pelo Inmetro, acaba sendo o fator que mais limita o uso em viagens mais longas.
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Em dimensões, o SUV elétrico segue a cartilha do segmento com 4,31 m de comprimento, 2,62 m de entre-eixos, 1,83 m de largura e 1,67 m de altura. Espaço interno adequado, portanto, dentro do esperado. Já o porta-malas… aí a história muda. São apenas 265 litros, um número que decepciona até quando comparado a hatches compactos.
Parte disso vem da solução adotada pela BYD, manter um estepe, ainda que temporário, ocupando espaço no assoalho, uma escolha mais prática que o kit de reparo, mas que cobra seu preço em capacidade.
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E nem tudo são acertos. Além do porta-malas limitado e da autonomia contida, o modelo também deixa a desejar na oferta de sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), algo que muitos concorrentes já começam a oferecer com mais consistência. Confira a seguir do que os donos do BYD Yuan Pro tem mais reclamado em sites de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui.
Reclamações dos donos de BYD Yuan Pro
Porta malas

Imagem: Divulgação
Entre os donos, o porta-malas do Yuan Pro não incomoda apenas pelo tamanho reduzido. As reclamações mais frequentes envolvem ruídos vindos da traseira, ajustes mal resolvidos e até desalinhamento da tampa.
Em um dos relatos publicados, um proprietário afirma ter identificado ruídos vindos da traseira do Yuan Pro poucos dias após a compra. Segundo ele, o problema estaria relacionado ao conjunto do porta-malas, incluindo a fechadura. Mesmo após a substituição de peças e diversos ajustes realizados pela concessionária, o barulho persistiu.
Outro proprietário afirma que procurou a concessionária por conta de ruídos no porta-malas, mas aproveitou a mesma reclamação para destacar outro ponto que já o incomodava no dia a dia, o tamanho reduzido do compartimento.
Segundo ele, além da capacidade limitada, o porta-malas apresenta ajustes mal resolvidos, o que teria provocado barulhos constantes durante a rodagem. O caso ainda envolveu idas repetidas à concessionária.
Em outro um terceiro caso registrado no site de defesa do consumidor, o foco principal de uma queixa era a autonomia do veículo mas o porta-malas também entrou como um dos pontos de insatisfação. O proprietário relatou uma experiência abaixo do esperado e aproveitou o espaço da reclamação para ampliar a crítica ao carro como um todo. Segundo o dono, a sua insatisfação também se estendia ao espaço interno e ao porta-malas.
Em resposta às reclamações, a BYD adotou o mesmo posicionamento nos três casos. Informaram que o atendimento foi registrado por meio de protocolo e que a solicitação dos clientes segue em análise interna.
A BYD também destacou ainda que as demandas estão sendo tratadas por seus departamentos responsáveis e que um retorno será feito assim que houver um esclarecimento mais conclusivo. Por fim, orientou os consumidores a não encerrarem a reclamação até a finalização do atendimento, a fim de garantir que todas as questões sejam devidamente acompanhadas e resolvidas.
ADAS

Imagem: Divulgação
“Após a compra, comecei a questionar o carro como um todo. Ele não entrega os recursos de segurança que eu esperava, tem limitações tecnológicas e não conta com sistemas avançados de assistência ao motorista. Estou decepcionado com o carro, não atendeu minhas expectativas em relação ao nível de tecnologia.”
Em mais um dos relatos, um consumidor afirma que o Yuan Pro chegou a apresentar frenagens bruscas inesperadas, mesmo sem contar com um pacote completo de assistências à condução.
Em resposta à reclamação, uma analista da BYD informou ao consumidor que é a responsável pelo acompanhamento do caso e que está monitorando a situação de perto para buscar a melhor solução possível.
Segundo a BYD, todas as informações fornecidas já foram registradas em protocolo, e a equipe segue em contato com a concessionária envolvida para levantar os detalhes necessários. A marca também destacou que o cliente será atualizado assim que houver novas informações sobre o andamento do caso.
Autonomia

Imagem: Divulgação
Em umas das reclamações sobre a autonomia do Yuan Pro, a consumidora diz o seguinte: “Autonomia abaixo do esperado e bateria inadequada. Esse negócio de 250 km pelo Inmetro? Fala sério… isso matou o carro que seria a minha escolha. Se viesse com uma bateria de 78 kWh, seria um sucesso estrondoso.”
Em resposta à manifestação, a empresa esclareceu que o alcance elétrico e o consumo de energia do BYD Yuan Pro podem variar de acordo com diferentes fatores. Entre eles, estão o estilo de condução, a velocidade do veículo, as condições ambientais, a temperatura externa e o tipo de trajeto percorrido.
“Estou extremamente insatisfeito com a autonomia real do meu BYD Yuan Pro. Na minha primeira viagem, de apenas 120 km, o carro indicava quase 300 km de autonomia, o que parecia mais do que suficiente. Mas, ao chegar ao destino, a bateria já estava praticamente no fim, o que me deixou sem ter como voltar.
Fiquei preso na cidade, sem ponto de recarga, e tive que improvisar uma solução para conseguir seguir viagem no dia seguinte. Mesmo com carga parcial e autonomia indicada suficiente, o carro novamente não entregou o prometido e percorreu menos da metade do esperado, mesmo em condições normais de uso.”
A BYD respondeu que o uso de sistemas auxiliares como ar-condicionado, aquecimento dos bancos e sistema de som pode impactar diretamente a autonomia. Dessa forma, os números reais de uso podem apresentar variações em relação aos dados obtidos em testes padronizados.
