Chevrolet Prisma: veja 5 razões para comprar e 5 para desistir do sedã do Onix
Robusto, o modelo da GM herda qualidades do Corsa, mas ignora alguns pontos básicos
O Chevrolet Prisma nasceu do embrião do Celta, consagrado até hoje pela sua excelência em manutenção barata e motores econômicos. No entanto, o três-volumes nunca teve o mesmo sucesso, ainda que gozasse do bom porta-malas (439 litros). A saída veio em 2013 com a segunda geração, derivada do Onix.
VEJA TAMBÉM:
Na segunda fase, o Chevrolet Prisma ‘cresceu’ em design, espaço interno, segurança estrutural, desempenho e tecnologia a bordo, a exemplo do sistema MyLink com tela sensível ao toque, que ficou marcado pela popularização no segmento de entrada. O motor 1.4 também evoluiu com maior potência e economia de combustível.
Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.
Ainda que tenha evoluído, o sedã teimava em escorregar em alguns pontos. O desempenho limitado, por exemplo, era um deles, além da ausência do marcador de temperatura da água do motor, entre outros pontos inadmissíveis. Confira agora cinco vantagens e cinco desvantagens deste Chevrolet que deixou saudades.
5 RAZÕES PARA COMPRAR O PRISMA
1 - ESTILO
Até para os dias atuais, o visual do Chevrolet Prisma não parece obsoleto. Seu terceiro volume alinha-se tão bem com o resto da carroceria que, olhando de alguns ângulos, se parece como um notchback.
A estratégia das linhas fluidas está cada vez mais presente nos sedãs atuais, evitando o estilo ‘caixote’ dos antigos sedãs compactos.
2 - ECONOMIA

Imagem: Divulgação
O Chevrolet Prisma é um outro forte candidato para contornar a alta nos preços dos combustíveis. A tomada de decisão assertiva vem da opção 1.0 8V de quatro cilindros. Nesta configuração, o sedã derivado da primeira geração do Onix rende as potências de 80/78 cv. O câmbio, nesse caso, é o manual com seis marchas.
No consumo, dados do Inmetro revelam 11,2 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada com gasolina, mas com etanol cai para 7,6 km/l e 9,7 km/l, nessa sequência. Mesmo com a nova gasolina E32, os maiores números não devem cair tanto.
Já o 1.4 8V de quatro cilindros e transmissão mecânica faz 9,1 km/l no ciclo urbano e 14,3 km/l no rodoviário com o combustível derivado do petróleo e, com o vegetal, 8 km/l e 11 km/l, respectivamente.
3 - PORTA-MALAS
O Chevrolet Prisma 2013 oferece 500 litros de capacidade, um dos maiores volumes entre os sedãs compactos da época, ideal para famílias e viagens. Com isso, ele supera até o de modelos de segmentos superiores, como os do Honda Civic (449 l) e Toyota Corolla (470 l), tomando como parâmetro os mesmos anos de fabricação dos três sedãs.
4 - FACILIDADE DE REVENDA

Imagem: Divulgação
Por ser um sedã extremamente popular e derivado do sucesso do Onix, o Chevrolet Prisma tem alta procura no mercado de usados. Graças à sua popularidade por conta de seus vários predicados, a alta procura e, consequentemente, a facilidade de revenda costuma ser bem elogiada pelos vendedores.
5 - TECNOLOGIA AVANÇADA
As versões mais equipadas do Chevrolet Prisma, desde 2013, contavam com a central multimídia sensível ao toque MyLink 1 (2013–2016), considerada prática e intuitiva, detalhe que os concorrentes Volkswagen Voyage e Fiat Siena não vinham.
A partir de 2017 até 2019, o sistema era o MyLink 2, que adicionou botões físicos laterais, tela de melhor qualidade e suporte completo para Android Auto e Apple CarPlay.
5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR O PRISMA
1 - ACABAMENTO
O painel e as portas do Chevrolet Prisma da segunda geração abusam de plástico rígido que risca com facilidade e passa sensação de baixa qualidade, tal como acontece com a primeira geração do sedã.
Como os barulhos são inevitáveis, a dica é levar em oficinas especializadas, conhecidas como "papa-grilos". Elas utilizam mantas especiais de isolamento acústico e anti-vibração, como espumas injetadas e presilhas de fixação novas, para preencher espaços vazios e impedir o atrito entre peças plásticas.
2 - DESEMPENHO

Imagem: Divulgação
O motor 1.0 8V de quatro cilindros (80/78 cv) da versão Joy traz pontos positivos, como economia de combustível, é verdade, mas peca no desempenho. A situação é ainda pior com o carro cheio ou com o ar-condicionado ligado, exigindo constantes trocas de marcha.
Só como exemplo, dados da Chevrolet indicam um zero a 100 km/h em longos 13,4 segundos.
3 - VERSÃO AUTOMÁTICA
As versões com câmbio automático de seis marchas (até 2016) costumam apresentar consumo de combustível elevado na cidade. Junto ao motor 1.4, segundo dados do Inmetro, são apenas 7,7 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada com etanol e, com gasolina, 8,9 km/l e 13,3 km/l, nessa sequência.
4 - SEM TERMÔMETRO

Imagem: Divulgação
O painel do Chevrolet Prisma de segunda geração (compartilhado em grande parte com o Onix da mesma época) foi projetado com uma filosofia mais minimalista de instrumentos.
Em seu lugar, a GM optou por um alerta luminoso (uma luz espia no painel) que acende caso o motor atinja níveis críticos de superaquecimento. Nesse caso, o tradicional ponteiro ajuda mais, evitando problemas com o sistema de refrigeração do motor.
5 - VISIBILIDADE TRASEIRA
O Chevrolet Prisma de segunda geração tem excelente visibilidade para a frente e laterais, mas peca na traseira devido ao design da carroceria. A posição de dirigir elevada e os retrovisores bem dimensionados ajudam no dia a dia, porém manobras de ré exigem atenção redobrada.
