Chevrolet Spin: 5 razões para comprar e 5 para fugir da minivan
Rival de Citroën Aircross tem truques como líder, mas desliza nos pontos fracos
O Chevrolet Spin tentou subir de cargo em 2025 após as reestilizações, passando de minivan para ‘SUV’. Parece exagero, mas é assim que a GM trata um de seus carros mais vendidos, embora o modelo sempre tenha sido e continue sendo uma minivan.
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De acordo com o ranking AUTOO, foram 1.906 unidades vendidas do Spin, ao passo que o Aircross somou apenas 17 vendas. No acumulado do ranking, foram 15.990 do modelo da Chevrolet e 4.157 do Citroën.
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O modelo da Chevrolet está disponível em quatro versões:
1.8 AT (câmbio automático de seis marchas): R$ 119.990
LT com câmbio manual de seis marchas: R$ 133.690;
LT AT (câmbio automático de seis marchas): R$ 139.390;
LTZ AT (câmbio automático de seis marchas): R$ 150.790
Premier AT (câmbio automático de seis marchas): R$ 160.390
A Chevrolet lançou o Spin 2026 em maio de 2025, cuja principal novidade foi a inclusão da versão de entrada 1.8 AT, que tem foco no público PcD (Pessoas com Deficiência).
Lançada em 2012 como substituta das minivans Meriva e Zafira, a Spin mostra que tem se saído bem. Em parte, isso se deve à confiabilidade e versatilidade.
No entanto, alguns pontos negativos insistem em trair a sua imagem. Confira, com base na opinião de seus donos, 5 pontos positivos e 5 negativos do Spin 2026.
5 RAZÕES PARA COMPRAR
1 - ESPAÇO INTERNO
O Chevrolet Spin é considerado um veículo com bom aproveitamento de espaço interno. No comprimento são 4.420 mm, e de largura, 1.768 mm, e na altura, 1.698 mm. Na distância entre-eixos, são 2.620 mm.
2 - PORTA-MALAS

Imagem: Divulgação
O generoso porta-malas tem inacreditáveis 710 litros na configuração para cinco ocupantes. Com esse volume, podemos afirmar que é o maior da categoria, superando até SUVs médios como o Jeep Commander, que tem 661 l.
3 - EQUIPAMENTOS
Desde a versão de entrada do Spin, o consumidor tem à sua disposição itens de conforto e segurança. Quer alguns exemplos? Traz câmbio automático de seis marchas (a LT, mais cara, tem também a manual), volante multifuncional que favorece a ergonomia, painel digital configurável. Outro recurso interessante é o Wi-Fi nativo com sistema OnStar, que oferece serviços de segurança, assistência e comandos remotos por meio do aplicativo (myChevrolet).
4 - SEGURANÇA
Desde o Spin de entrada, já conta com indispensáveis recursos de segurança. Para começar, são seis airbags, sendo dois frontais, dois laterais e mais dois do tipo cortina. Há ainda sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré digital, sensor de chuva com ajuste automático de intensidade etc. A topo de linha Premiere adicionou sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), como alerta de colisão, frenagem automática de emergência e alerta de ponto cego.
5 - REDE

Imagem: Divulgação
A Chevrolet conta com cerca de 600 lojas que trazem não só serviços de compra e venda de veículos, mas também uma equipe especializada pronta para atender no pós-venda. Isso é um fator que traz mais comodidade e confiança em uma marca que já está estabelecida no país há 10 décadas.
5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR
1 - CONSUMO
O Spin usa motor 1.8 de quatro cilindros em linha, aspirado, com potência de 111 cv com etanol e 106 cv com gasolina e torque de 17,7 kgfm (e) e 16,8 kgfm (g). O câmbio pode ser manual de seis marchas (LT) ou automático (opcional na LT e de série na 1.8 AT, LTZ e Premier), também com seis trocas, dependendo da versão. O porém é o seu consumo.
Na versão mais ‘econômica’, a LT com caixa manual de seis marchas, o Spin faz 7,7 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada com etanol, de acordo com o Inmetro.
2 - DESEMPENHO

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O desempenho é um dos entraves do Spin. Nas unidades com câmbio mecânico, de zero a 100 km/h são feitos em longos 10,2 segundos, sendo que a velocidade final declarada é de 170 km/h. Nas versões com transmissão automática, o comportamento é ainda mais lento. Os 0-100 km/h são cumpridos em intermináveis 11 s com a mesma velocidade máxima das outras configurações.
3 - MECÂNICA
O Spin traz muitas vantagens, é verdade, que convencem quem vai comprá-lo, mas peca no desempenho e consumo de combustível. Uma opção turbinada à linha faria mais sentido para contornar a situação. Vale ressaltar que o rival Citroën Aircross traz o propulsor com sobrealimentação desde os modelos mais simples.
4 - ISOLAMENTO ACÚSTICO

Imagem: Divulgação
Alguns donos relatam insatisfação com o fraco isolamento acústico do Spin e com a falta de manta fonoabsorvente na parte interna do capô. O resultado é o barulho do motor que invade sem dó a cabine, trazendo desconforto aos seus passageiros.
5 - PROJETO ANTIGO
O Spin chegou em 2012 e, em mais de uma década, o carro é exatamente o mesmo, ainda que tenha passado por algumas reformulações estéticas e de nível de equipamentos. A plataforma GSV (Global Smart Vehicle) ainda é a mesma, com a qual o estreante Cobalt era compartilhado.
