Chevrolet Vectra tem legião de fãs, mas não escapa de defeitos; veja do que os donos reclamam

Fora de linha desde 2011, o modelo ainda é bem procurado no mercado de usados
Chevrolet Vectra 2011

Chevrolet Vectra 2011 | Imagem: Divulgação

Poucos carros carregam tanta história quanto o Chevrolet Vectra. Vendido por aqui entre 1993 e 2011. Ter o sedã médio da GM era sinônimo de status para vários motoristas o carro do “cheguei”, do gerente, do taxista de luxo e de quem queria mais conforto sem pagar o preço de um importado da época.

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Hoje, o Vectra vive só no mercado de usados, e é procurado justamente por isso, o preço baixo de entrada, espaço e aquele ar de sedã “grandão”.  O problema é que, com a idade estamos falando de carros que já passaram, no mínimo, dos 15 anos de fabricação, alguns defeitos se tornaram praticamente uma marca registrada do modelo entre os proprietários.

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A reportagem de Autoo fez um levantamento em um site de defesa do consumidor e selecionou três problemas que mais aparecem nos relatos de quem ainda roda com um Vectra. 

RECLAMAÇÕES DOS DONOS DE VECTRA

  • Barulho e desgaste na suspensão
    Chevrolet Vectra
    Chevrolet Vectra
    Imagem: Divulgação

Se tem um assunto que não sai da boca de quem tem ou já teve um Vectra, é a suspensão. Tanto na primeira geração (Vectra A/B, até 2005) quanto na segunda (Vectra C, de 2006 a 2011), os comentários sobre ruídos vindos do trem de rodagem são constantes, principalmente na suspensão traseira.

Segundo relatos de proprietários, o ponto mais citado são as buchas da barra estabilizadora traseira, cujo desgaste provoca barulhos e, em alguns casos, chega a comprometer o desgaste dos pneus e a estabilidade do carro em curva a ponto de a própria montadora ter promovido, no passado, um recall relacionado à bucha da suspensão traseira em parte da frota.

Um consumidor disse que precisou substituir parte da suspensão traseira do seu Vectra CD 2.2 16V automático, e que o barulho continuava incomodando mesmo após o serviço, descrevendo a situação como algo que o deixava desanimado mesmo sendo, em suas palavras, “um dos caras mais enjoados” com manutenção.

O mesmo dono também reclamou por lá sobre um problema no vidro elétrico do lado do motorista, que “bate e volta” ao subir automaticamente algo que, segundo outros consumidores, normalmente está ligado ao módulo de conforto ou ao sistema antitravamento do vidro.

“Comprei um Vectra Elite 2.0 2010 e percebi que o carro estava fazendo barulho e trepidação. Depois, descobri que havia buchas da suspensão estouradas. Gastei demais com ele.”, relata um segundo consumidor.

“Tenho um Chevrolet Vectra e troquei as duas bieletas da suspensão. Porém, cerca de quatro meses depois, o carro voltou com barulhos na suspensão. Ao retirar as peças, vi que havia dado problema de novo.” 

A Chevrolet, seguiu um padrão de resposta para essas reclamações, a montadora orientou os consumidores a levar o veículo a uma concessionária autorizada, informou que cada caso foi registrado sob número de protocolo.

  • Luz de injeção acesa e consumo de combustível acima do normal
    Chevrolet Vectra GT 2011
    Chevrolet Vectra
     Imagem: Divulgação

A segunda reclamações que notamos que mais aparece entre os relatos tem a ver com a parte eletrônica do motor, a famosa luz de injeção que acende no painel sem motivo aparente, geralmente acompanhada de aumento no consumo de combustível e perda de desempenho.

Em uma reclamação registrada, um proprietário de um Vectra Elite 2.4 16V contou que, cerca de três meses após ter comprado o carro, passou a apresentar o que ele chamou de “o famoso defeito da luz de injeção acessa”. Ele disse ter trocado a sonda lambda por indicação do scanner da concessionária, mas o problema não foi resolvido, e o consumo de combustível continuou acima do esperado, mesmo com o carro “ruim de funcionar”.

A Chevrolet respondeu à reclamação confirmando contato com o cliente e dizendo que era importante levar o veículo novamente à concessionária para uma nova avaliação da questão do combustível, afirmando que, assim que isso fosse feito, a equipe atuaria “com assertividade” para buscar o direcionamento adequado ao caso.

Outra caso é de um consumidor que passou duas vezes pela concessionária pelo mesmo problema e na última visita, o catalisador foi trocado para tentar resolver a luz de injeção que ficava acesa. Porém essa reclamação foi encerrada sem avaliação do consumidor.

Uma terceira reclamação também traz um caso parecido, onde mesmo após revisão e substituição de itens de ignição, a primeira marcha do câmbio automático voltou a “raspar” pouco tempo depois, levando o proprietário a suspeitar de uma relação entre a falha na injeção e o comportamento do câmbio, problema que nos leva ao próximo ponto da lista.

  • Câmbio automático com trancos
    Chevrolet Vectra
    Chevrolet Vectra
    Imagem: Divulgação

Fechando as três principais reckamações dos donos de Vectra, está um problema que costuma custar caro, falhas no câmbio automático, principalmente nas versões mais completas do Vectra, como a Elite e a CD.

Em uma reclamação publicada no site, um proprietário de Vectra Elite 2.4 automático falou ter pago por uma revisão do câmbio e, mesmo assim, continuava passando por problemas porque a marcha ré não funcionava direito logo após o serviço, e o carro começou a ter trancos ao ficar parado em semáforos.

Já em outra reclamação, um consumidor contou sobre a história que tem com a marca de mais de uma década e dessa vez comprou um Vectra e precisou arcar com retífica de motor e câmbio.

Um terceiro dono contou sobre tremores constantes ao frear em cruzamentos e sinais, mesmo após substituir velas, cabos, bicos injetores, filtros e o coxim do motor, com a suspeita recaindo sobre a embreagem interna do câmbio automático, que não estaria sendo acionada corretamente nas paradas.

As respostas da Chevrolet sobre esse assunto, seguiu a mesma linha para todos os casos. A marca informou que o atendimento foi registrado em protocolo, que a solicitação está em análise pelos departamentos internos responsáveis e que o cliente será contatado.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.