Muitas vezes os consumidores avaliam uma peça que foi substituída pelo mecânico e acham que ela poderia ser reparada, poupando gastos. Agora vamos explicar o motivo de algumas passarem pelo conserto e outras simplesmente serem trocadas.

Em uma batida alguns componentes têm sua estrutura afetada e precisam ser substituídos. Isso se deve à finalizada para a qual foi criada aquele componente e qual o seu papel durante a colisão. Existem alguns que possuem ponto fusíveis, também conhecidos como pontos de deformação programada. Essas regiões, ao serem afetadas, não são passíveis de reparação justamente pelo fato de serem programadas para se deformar. Caso reparadas, gerariam rigidez em uma nova batida, não cumprindo sua função.

Essas regiões existem para proteger outros componentes. Um deles é o capô. No caso de uma colisão, as regiões de deformação programada se dobram e evitam o efeito guilhotina, evitando que o capô seja projetado contra os ocupantes do veículo.

Nas longarinas essas partes também são importantes para absorver a energia de uma batida. Quando essas peças são reparadas elas perdem a sua capacidade, pondo em risco a segurança dos ocupantes. No caso de uma segunda colisão, esses pontos podem gerar resistência e fazer com que a absorção do impacto não seja tão eficiente, gerando uma deformação maior e provocando problemas no funcionamento de alguns componentes de segurança, como o airbag. No caso de uma estrutura mal reparada o airbag pode deflagrar sem necessidade e machucar os ocupantes do veículo, além de aumentar o prejuízo com o carro.

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Vinicius Montoia

Formado pela PUC-SP em jornalismo, Vinicius já atua no setor automobilístico desde 2013. É criador do canal Narração Esportiva do Youtube, projeto que conta a história dos maiores narradores esportivos do país

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