Famosa pelos esportivos, Lotus vai para a mão dos chineses

Chinesa Geely anuncia negociação e promete dar vida nova para a Lotus
Lotus Exige Sport 350

Lotus Exige Sport 350 | Imagem: Divulgação

“Nós queremos liberar o pleno potencial da Lotus”. Foi com essa frase que Daniel Donghui Li, CFO da Geely, resumiu a estratégia que a fabricante chinesa vai adotar para a marca britânica nos próximos anos.

A Geely anunciou na última terça-feira (24) a compra de 49,9% das ações da Proton, fabricante que é um dos símbolos da industrialização na Malásia e atualmente encontrava-se com pouco fôego financeiro para tocar suas atividades e novos projetos. Ela era a atual detentora da Lotus, que, na negociação, passa a ter 51% de seu controle acionário nas mãos da Geely.

Vale destacar que a Geely atualmente é a dona da Volvo e, além de se beneficiar com a tecnologia e o amplo know-how da marca sueca, foi graças à Geely que a Volvo conseguiu se re-erguer nos últimos anos. A ideia é que a Geely ofereça o mesmo suporte financeiro para a Lotus e, em troca, tenha acesso à tecnologia de construção de modelos com baixo peso, algo em que a montadora inglesa se especializou há vários anos.

Com a aquisição por parte da Geely, é bem possível que a Lotus ganhe condições de renovar sua linha de produtos e, quem sabe, até mesmo investir no desenvolvimento de um SUV. A Geely também ajudará a Lotus no desenvolvimento de novas tecnologias.

Os 49% restantes das ações da Lotus serão de propriedade da Etika Automotive, empresa que pertence à DRB-Hicom, a atual controladora da Proton. Segundo a DRB-Hicom, a Geely pagou 100 milhões de libras para obter o controle acionário da Lotus.

A injeção de capital na Lotus por parte dos chineses também tem como objetivo ajudar em uma maior internacionalização da marca, algo que a Geely também tem nos planos para a malaia Proton.

No Brasil 

A chinesa Geely até chegou a operar no Brasil pela mãos do mesmo grupo responsável pela Kia no Brasil, porém a marca não "vingou" por aqui. A baixa procura pelos modelos e a crise política e econômica fez os empresários suspenderem as vendas dos carros da Geely por aqui em 2016, apenas dois anos depois da estreia da marca no país. Eram comercializados o sedã EC7 e o simpático subcompacto GC2. Se o panoramo econômico melhorar, é bem possível que as atividades da Geely por aqui sejam reativadas.  

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