Fiat Pulse híbrido: 5 motivos para comprar e 5 para fugir do eletrificado

Crossover é o pioneiro do segmento fabricado no Brasil a ter sistema híbrido leve
Fiat Pulse Bio-Hybrid

Fiat Pulse Bio-Hybrid | Imagem: Divulgação

A Fiat lançou o Pulse híbrido leve em novembro de 2024, saindo na frente entre os modelos do gênero fabricados no Brasil. Desenvolvido com a função de economizar combustível, o equipamento é formado por um pequeno gerador elétrico de 12V ligado ao virabrequim do motor a combustão, prometendo uma redução de 5% a 15 % no consumo, diz a fabricante.

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O mesmo sistema foi instalado no SUV com ares de cupê, o Fastback e há planos de adotá-lo em outros modelos da Stellantis, o que inclui carros da Peugeot e Citroën, entre os quais o hatch 208 e o SUV C3 Aircross.

A solução barata e simples, no entanto, não é unanimidade e há problemas alegados por clientes.

Por essa razão enumerados abaixo 5 motivos para comprar e outros 5 para fugir do Fiat Pulse Bio-Hybrid, como o carro é chamado pela Stellantis.

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5 razões para comprar

1 - É o híbrido mais em conta

Se quiser um modelo eletrificado nacional, o Pulse Impetus Turbo 200 Hybrid Flex 2025 é o modelo que tem o menor preço hoje em dia. Parte de R$ 144.990, com bancos revestidos de couro, central multimídia com tela de 10 polegadas, hastes para trocas de marchas no volante, carregador de celular por indução, entre outros itens.

Por este preço, o carro também vem com o GPS embutido na central multimídia, volante revestido de couro, computador de bordo, câmera de ré de alta definição e algumas assistências ao motorista, como alerta de mudança indevida de faixa e comutador de farol automático. 

2 - Não precisa de motor de arranque

Fiat Pulse Bio-Hybrid
Fiat Pulse Bio-Hybrid vem com cluster digital que monitora o funcionamento do sistema híbrido
Imagem: Divulgação

No sistema micro-híbrido da Stellantis, o motor elétrico que está acoplado ao virabrequim do motor a combustão  também funciona como motor de arranque. As partidas são mais fáceis e quase sem ruído.

Além disso, ele auxilia nas arrancadas e acelerações, dando um impulso adicional para aliviar o trabalho nos momentos de maior esforço, ajudando-o a consumir menos combustível e reduzir as emissões.

3 - Livre de rodízio em São Paulo

Na cidade de São Paulo é possível que eletrificados rodem todos os dias do rodízio municipal de veículos, sem restrição de placa. E ainda dá um desconto de 50% no IPVA, cuja a alíquota também é de 4%. 

4 - Menor nível de ruído

Com o sistema híbrido leve, o Pulse Bio-Hybrid consegue funcionar em uma faixa de giro mais baixa, o que também contribui com o menor nível de ruído. Além disso, o carro recebeu melhorias do isolamento acústico e vibrações. 

Portanto, os mais atentos e sensíveis podem notar que o Pulse Hybrid roda mais silencioso e vibra menos que seu equivalente exclusivamente a combustão.

5 - Bom desempenho

O motor 1.0 turboflex consegue dar boa agilidade ao Pulse Bio-Hybrid. De acordo com dados da fabricante, o carro é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos e atingir 189 km/h. Com o sistema hibrido-leve, o propulsor passa a trabalhar em uma faixa mais baixa de rotação, melhorando discretamente as respostas desde as primeiras marcações do contagiros.

5 razões para não comprar

1 - Possível falha no sistema híbrido

Fiat Pulse 2025
Fiat Pulse híbrido chega a ser 10,7% mais econômico que o a combustão, em média, conforme a fabricante
Imagem: Divulgação

Houve casos em que o sistema micro-híbrido ficou inoperante. Vários donos de Pulse híbrido se queixaram que, após uma nova partida, o recurso deixou de funcionar.

Inclusive, chegamos a constatar a irregularidade no Fastback Hybrid que testamos. Em nota, a Stellantis vai atualizar o sistema, mas diz que não se trata de um defeito.

2 - Pouca diferença em relação ao modelo apenas a combustão

Além da pequena diferença na melhora do consumo, que fica em 10,7% em média, com etanol ou gasolina, o desempenho no dia a dia é praticamente igual ao do modelo apenas a combustão, que também equipa do híbrido leve. 

Estamos falando do 1.0 turboflex, que rende até 130 cv e 20,4 kgfm de torque a 1.700 rpm, que funciona com câmbio automático CVT, capaz de simular até 7 marchas. 

3 - Custo benefício duvidoso

A versão Audace híbrida leva do Pulse custa R$ 6.000 a mais que a apenas a combustão (R$ 123.990 ante R$ 129.990). Para recuperar este dinheiro em economia de combustível é preciso rodar pelo menos 100 mil km, levando em conta dados de consumo do Inmetro e os preços médios dos combustíveis fornecidos pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). 

4 - Acabamento

Não são poucos os donos de Pulse que comentam na internet sobre problemas de acabamento, com plasticos de baixa qualidade, que acabam sendo danificados com facilidade, além de darem margem para o aparecimento de ruídos em rangidos que incomodam no dia a dia. 

5 - Autonomia 

Para um modelo híbrido, a autonomia é relativamente baixa. Pelos dados do Inmetro, é de 395 km na cidade e 479 km na estrada, com apenas etanol no tanque, que tem razoáveis 47 litros. Com gasolina, alcance chega a 569 km em trechos urbanos e 677 km em rodoviários.

Fiat Pulse 2025
Fiat Pulse 2025 tem apenas o logo na tampa do porta-malas que idenfica que se trata de um modelo híbrido leve
Imagem: Divulgação
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Carlos Guimarães

Jornalista há mais de 20 anos, já acelerou várias novidades, mas não dispensa seu clássico no final de semana