Ford abre pré-venda da Transit City elétrica no Brasil em 9 de novembro
Novo utilitário tem porte semelhante a Citroën Jumpy, Peugeot Expert e Fiat Scudo, três configurações e autonomia de até 186 km pelo Inmetro
A Ford vai abrir em 9 de novembro a pré-venda da Transit City, seu novo utilitário elétrico no Brasil. O modelo tem porte semelhante ao de Citroën Jumpy, Peugeot Expert e Fiat Scudo e será oferecido em três configurações. O preço será revelado no mesmo dia, durante a Fenatran, em São Paulo, onde a Transit City fará sua primeira aparição pública no país.
Com carrocerias de 4,99 m ou 5,29 m de comprimento, a Transit City fica abaixo da Transit tradicional em porte e se encaixa na faixa dos furgões médios usados principalmente em entregas e serviços urbanos.
A linha terá os furgões L1H1, de comprimento curto e teto baixo, e L2H2, mais longo e com teto alto, além do chassi-cabine L2H1, preparado para receber diferentes tipos de implemento.
No primeiro, o compartimento de carga tem 6,4 m³ e a capacidade é de até 1.085 kg. O L2H2 aumenta esses números para 8,5 m³ e 1.275 kg, respectivamente. Já o chassi-cabine suporta até 1.600 kg e pode receber implementos com até 14 m³ de volume.

Motor elétrico de 150 cv
A Transit City usa um motor elétrico de 150 cv e 260 Nm de torque, alimentado por uma bateria de 56 kWh com células LFP. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 186 km.
A Ford também divulga os números obtidos pelo ciclo europeu WLTP: são 254 km no percurso combinado e até 381 km no ciclo exclusivamente urbano. A diferença ocorre porque veículos elétricos tendem a ser mais eficientes em velocidades menores e recuperam energia com maior frequência nas desacelerações.
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A bateria aceita recarga rápida em corrente contínua de até 115 kW. Segundo a Ford, é possível passar de 20% a 80% em cerca de 33 minutos. Em corrente alternada, a potência máxima é de 11,5 kW e a carga de 20% a 100% leva aproximadamente cinco horas.
Há três modos de condução, normal, econômico e escorregadio, além da função One Pedal Drive, que aumenta a regeneração de energia e permite controlar boa parte das acelerações e desacelerações apenas pelo pedal do acelerador.

Origem chinesa
Apesar do nome Transit, a City não é simplesmente uma versão menor da van já vendida pela Ford no Brasil. O utilitário foi desenvolvido em parceria com a JMC, fabricante chinesa com a qual a Ford mantém uma joint venture há décadas.
O projeto envolveu equipes da Ford na China e de outras regiões, além da JMC, e a produção é feita em Nanchang. O Brasil será um dos mercados de exportação do modelo, que também terá outros destinos.
A Transit City passou ainda por um programa de validação da engenharia brasileira. Segundo a Ford, foram 2.400 horas de calibração do conjunto elétrico, 20 mil horas de engenharia e outras mil horas de testes de acústica para adequar o veículo às condições de uso da América do Sul.

Equipamentos e manutenção
A cabine traz painel de instrumentos digital de 7 polegadas e central multimídia de 12,3 polegadas, com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Há ainda câmera de ré, partida sem chave, monitoramento da pressão dos pneus e banco do motorista com aquecimento.
Entre os equipamentos de assistência estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e monitor de fadiga. Dois airbags são de série.
A Ford estabeleceu intervalos de manutenção de dois anos ou 40 mil km. A garantia do veículo será de três anos sem limite de quilometragem, enquanto a bateria terá cobertura de oito anos ou 160 mil km.
A fabricante estima que os gastos com manutenção sejam 40% menores que os de um utilitário equivalente a diesel. Segundo a Ford, o conjunto elétrico tem 86% menos peças móveis, o que reduz a quantidade de componentes sujeitos a desgaste.
