Fusca e 4 outros clássicos que mais marcaram a infância dos brasileiros; confira a lista
Modelo da Volkswagen fica no topo da lista, mas há outros da GM e Fiat também
Os carros antigos são mais do que um gosto, é um estilo de vida onde podemos regressar ao passado e relembrar os bons momentos de infância e adolescência. Modelos como o Volkswagen Fusca e Gol, agraciados como os populares do século, lideram a preferência dos brasileiros, assim como o elegante Chevrolet Opala, referência em conforto e status.
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Estes e outros clássicos lideraram o ranking na pesquisa da Webmotors quando o assunto são carros que marcaram a infância dos brasileiros. O Fusca liderou com 32,3% de participação, enquanto o Gol e o Opala ficaram com 13,2% e 10,3% entre os mais lembrados.
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O estudo ainda apontou que o maior vínculo emocional que os antiguinhos proporcionam tem a ver com viagens feitas com familiares e amigos. Em outras palavras, este sentimento de saudade dos entes queridos e das amizades cultivadas que já se foram, pode ser ‘aliviado’ com esses velhinhos.
Confira abaixo quais foram os cinco carros antigos mais lembrados pelos saudosistas.
1º - VOLKSWAGEN FUSCA - 32,3%

Imagem: Divulgação
O Fusca foi lançado em 1935 pelo alemão Ferdinand Porsche com o nome de Typ I para ser um veículo popular e econômico. Graças à sua versatilidade, o modelo passou a ser utilizado com várias finalidades, como uso pelo correio e até veículo militar durante a guerra, em 1939.
No Brasil, começou a ser produzido em 1959 com peças 100% nacionais. A produção do Fusca foi até 1986, mas foi retomada, em grande estilo, pelo ex-presidente Itamar Franco, em 1993, em São Bernardo do Campo (SP). No geral, a carroceria era a mesma, mas ganhou novas cores, ignição eletrônica, catalisador, pneus radiais, para-brisa laminado, bancos com novos desenhos, novos revestimentos de portas e volantes da família Gol.
Com projeto ultrapassado frente à concorrência e poucas mudanças significativas ao longo dos anos, esta série infelizmente acabou não vingando devido aos novos populares com projetos mais promissores que entravam no mercado. Com um investimento de 30 milhões pela volta do Fusca, o projeto rendeu pouco mais de 46 mil veículos comercializados até o final de sua produção, em junho de 1996.
2º - VOLKSWAGEN GOL - 13,2%

Imagem: Divulgação
O Volkswagen Gol surgiu em 1980 e só começou a deslanchar nas vendas mais tarde. O auge de sua carreira ocorreu de 1987 a 2013, quando, por 27 anos consecutivos, tornou-se o carro mais vendido do Brasil.
As fases que mais marcaram o Gol foram, sem dúvida, a injeção eletrônica de combustível, em 1988, para a versão esportiva GTi (Grand Touring Injection ou Gran Turismo Injeção). Isso deu ao Gol o mérito de ser o primeiro carro nacional com injeção eletrônica do Brasil.
Ah, não podemos esquecer que o Gol foi também o primeiro carro 1.0 16V, lançado em 1997, o famoso “Gol Bolinha”. Outro marco importante para o hatch mais popular da Volks surgiu em 2003, quando estreou a tecnologia flex, que roda com etanol, gasolina ou a mistura dos dois em um só tanque, sendo referência até para os híbridos atuais.
Outra evolução surgiu em 2000 com o motor 1.0 16V Turbo para o Gol e Parati, algo até então inédito para motores de baixa cilindrada e que se tornaram comuns hoje em dia.
Com uma carreira brilhante e inúmeros avanços tecnológicos, o Volkswagen Gol acumulou mais de 6 milhões de unidades comercializadas em 42 anos de produção.
3º - CHEVROLET OPALA - 10,3%

Imagem: Divulgação
Outra paixão nacional, o Chevrolet Opala foi o primeiro carro de passeio desenvolvido e fabricado pela General Motors do Brasil e sua produção foi de 1968 até 1992. Dele surgiu a perua Caravan, que foi um dos sonhos da família brasileira nos anos 1970, 1980 e 1990. Ambos tiveram as opções mais luxuosas como Comodoro e Diplomata, além da cobiçada SS, a versão esportiva que surgiu em 1970 com o Opala e foi estendida à perua, a partir de 1977.
Graças à sua robustez mecânica e de fácil manutenção, o Opala foi ‘adotado’ por várias frotas nacionais, servindo de viatura de Polícia Civil e Militar, até carro oficial da Presidência da República. Aliás, o modelo foi estrela nos cinemas e novelas como ‘A Próxima Vítima’.
Com um milhão de unidades acumuladas em seus 23 anos de existência, o mito Opala se despedia da sua linha de montagem em São José dos Campos em 1992, mais precisamente no dia 16 de abril de 1992, sendo que os últimos deles foram um Opala Diplomata com transmissão automática e uma Caravan ambulância.
4º - FIAT UNO - 9,1%

Imagem: Divulgação
O Uno surgiu em 1984 e a versão mais popular, a Mille, chegou no final de 1990, dando início à volta do conceito do carro popular com motor 1.0. Vale frisar que, nos anos 1960, o público consumia versões mais despojadas do Willys Dauphine (Teimoso), DKW Vemag (Pracinha), Volkswagen Fusca (Pé-de-boi), entre outros.
O ‘Fusca’ da Fiat já ganhou até memes engraçados graças à valentia e agilidade do compacto. Economia sempre foi a sua aliada. Por isso, a marca não parou de lançar derivações do Mille, como a Electronic, em 1992, que trouxe a ignição digital, substituindo o sistema arcaico do platinado.
Em 1994, a Fiat inovou com a luxuosa ELX. Considerado o primeiro nacional 1.0 a oferecer ar-condicionado, o novo popular ficou mais moderno com a nova frente, adotada na linha 1991 do Uno. Não podemos esquecer do Uno Turbo i.e., o primeiro carro nacional a ter motor turbinado e que fez bonito nas ruas e pistas com seu desempenho ímpar.
Mesmo com o lançamento do substituto Palio, o carisma e a personalidade do Uno, lançado no Brasil em 1984, fizeram com que ele continuasse a produção até 2021.
5º - CHEVROLET MONZA - 6,5%

Imagem: Divulgação
O Chevrolet Monza, juntamente com a dupla Opala e Caravan, estava entre os mais queridos da GM pelos brasileiros. Não é à toa que o sedã médio foi durante três anos consecutivos (1984, 1985 e 1986) o carro mais vendido do país.
O sucesso deu ao Monza o direito, em 1985, a uma versão pensada nos jovens, a S/R - só na carroceria hatch. Pintura em preto abaixo do friso, spoiler dianteiro com faróis de neblina, bancos Recaro, rodas de aro 14 com pneus 195/60 e faixas vermelhas nos para-choques e frisos laterais eram alguns dos destaques do esportivo.
A grande novidade para 1990 era o Monza Classic SE 500 EF (Emerson Fittipaldi), uma série especial de 5 mil unidades, que vinha equipada com a até então sofisticada injeção eletrônica de combustível, além de contar com computador de bordo e bancos de couro. Outra série limitada foi a Hi-Tech de 1994 - com tiragem de 500 exemplares - que trouxe painel digital, freios ABS de série e freio a disco nas quatro rodas.
Com um total de 857.810 unidades vendidas no mercado nacional entre 1982 e 1996, o Monza ficou eternizado e cada vez mais disputado por quem busca conforto e robustez mecânica.
