Fusca de 50 anos Azul Firenze brilha como joia; veja preço da raridade
Clássico com motor 1.300 L nunca restaurado tem todos os detalhes de fábrica originais
Idealizado por Ferdinand Porsche a pedido do líder nazista Adolf Hitler, o Volkswagen ‘Fusca’ (Typ I) foi lançado em 1935. No Brasil, foi produzido de 1959 a 1986, mas voltou em 1993, a pedido do então presidente Itamar Franco, e, três anos depois, saiu de linha, somando mais de 3,3 milhões de unidades.
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Um clássico como o Volkswagen Fusca tem se tornado um ativo cada vez mais valorizado no mundo todo, e, mesmo custando uma fortuna, para os poucos felizardos que têm a oportunidade de ter um na coleção, já é motivo de comemoração. Resgatado pela GG este belo exemplar 1300 L, que saiu de linha de montagem em 1976, é um exemplo.
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Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
O clássico nunca foi restaurado e, quando foi vendido, contava com só 8.300 km originais, os quais provavelmente se mantêm até hoje. A pintura Azul Firenze, novidade para a linha 1976 do Fusca e Brasilia, permanece com o mesmo brilho de quando estava no showroom da revendedora autorizada da VW.
Por dentro, o Fusca mantém o mesmo cuidado e a atenção aos detalhes externos. Os acabamentos em preto dos comandos, das manivelas, puxadores e dos bancos permanecem novos. Nem mesmo o teto branco, que é muito comum amarelar ou manchar, está como novo. Até o rádio Volkswagen funciona perfeitamente.
O motor boxer 1300 L, alimentado com a ajuda de um carburador, traz um funcionamento suave, sem engasgos, e garante modestos 46 cv. O câmbio de quatro marchas é de quatro velocidades e os engates são precisos e tradicionalmente longos, por ser um sistema de mecanismo acionado por varão. Pura nostalgia!

Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
“Este nosso exemplar de Fusca 1300 L foi de único dono até 2024, quando o anunciamos e, no mesmo ano, foi vendido a um colecionador de carros clássicos e raros, como essa pérola que deixou saudades aqui na GG”, comenta Alex Fabiano.
Segundo o youtuber e comerciante de veículos clássicos, uma pérola como essa, que nunca sofreu nenhuma intervenção, hoje pode valer tranquilamente R$ 100 mil, tendo em vista o grau de dificuldade de encontrar.
O Fusca

Imagem: Divulgação
O Fusca, criado pelo alemão Ferdinand Porsche a pedido de Adolf Hitler, foi lançado em 1935 com o nome de Typ I para ser um veículo popular e econômico. Graças à sua versatilidade, o modelo passou a ser utilizado com várias finalidades, como uso pelo correio e até veículo militar durante a guerra, em 1939.
Em 1950 vieram as primeiras unidades importadas do icônico Volkswagen ao Brasil, atendendo a uma seleta e endinheirada parcela que podia desfrutá-lo. Entre os clientes, havia personalidades ilustres, como o colecionador e empresário Eduardo Andrea Matarazzo — filho do conde Francisco Matarazzo Júnior.
Nos primeiros três anos, o carro foi um sucesso. Diante do feito memorável, em 1953, a Volkswagen resolveu alugar um pequeno galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O objetivo era começar a produzir as primeiras unidades e conseguir dar conta de atender à alta demanda.
Já no ano de 1957, era inaugurada a fábrica Anchieta, às margens da rodovia de mesmo nome na cidade de São Bernardo do Campo (SP), e, em 1959, o primeiro ‘Fusca’ nacional chegava para ser comercializado. Só no primeiro ano de lançamento, foram mais de 8 mil unidades vendidas.
Retorno inesperado

Imagem: Divulgação
A produção do Fusca foi até 1986, mas foi retomada em 1993, por meio da decisão conjunta do então presidente Itamar Franco e do presidente da Autolatina, Pierre-Alain de Smedt. Decisão tomada, o Fusca Itamar ganharia as ruas, mas dividindo opiniões daqueles que o consideravam antiquado.
No geral, a carroceria de estilo inconfundível era a mesma, mas ganhou novas cores, ignição eletrônica, catalisador, retrovisor do lado direito, pneus radiais, para-brisa laminado, bancos com novos desenhos, novos revestimentos de portas e volantes da família Gol.
Devido ao seu projeto ultrapassado em relação à concorrência e às poucas mudanças significativas ao longo dos anos, esta série do clássico Volks infelizmente não conseguiu se destacar, pois novos modelos populares com projetos mais promissores estavam entrando no mercado.
Com um investimento de 30 milhões pela volta do Fusca, o projeto rendeu pouco mais de 46 mil veículos comercializados até o final de sua produção, em junho de 1996. Atualmente, está entre os modelos mais valorizados, especialmente a série de despedida da Série Ouro.
O Volkswagen Fusca “Série Ouro”, diferentemente dos outros modelos convencionais, trazia alguns mimos, a exemplo dos faróis de neblina, adesivo comemorativo da edição e nova grafia “Fusca” em alto relevo colada na tampa traseira, além de acabamento mais luxuoso nos painéis de porta e bancos.
Realmente, o Fusca foi e continua sendo um sucesso que permanece até hoje, não só na mente de muitos entusiastas, mas também de muitos proprietários que um dia já desejaram tê-lo e só hoje puderam realizar o grande sonho.
