Honda Civic híbrido 2026 é caro, mas vale a pena; confira avaliação
Sedã é um dos mais competentes em aliar baixo consumo com bom desempenho no mercado
Fazia um bom tempo que não andava em um Honda Civic, digo, dos mais civilizados, com o perdão do trocadilho. Sim, porque a versão esportiva Type R é outra história. Bem, não é que me impressionei com a competência deste sedã híbrido, da linha 2026, que recebeu alguns novos detalhes no visual e multimídia com sistema do Google entre as principais novidades?
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Em se tratando de híbridos, o sistema do Civic é de longe um dos mais impressionantes. Todo o conjunto transmite uma sensação esportiva e responsiva, fazendo jus ao nome. Partindo da imobilidade e em baixas velocidades, o carro utiliza o motor elétrico de 184 cv e 32,1 kgfm e a bateria híbrida para fornecer potência instantânea.
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Anda bem e gasta pouco

Imagem: Divulgação
Ao acelerar um pouco mais, o motor a combustão (2.0, ciclo Atkinson, de 143 cv e 19,1 kgfm a 4.500 rpm) entra em ação. Mesmo assim, a transição é suave e imperceptível. A aceleração é feita sem esforço. Um leve ruído do motor coça de leve seus ouvidos, especialmente quando o sistema entra em modo gerador, mas é suficientemente abafado para não incomodar aqueles que são exigentes em relação a ruídos, vibrações e aspereza.
O câmbio automático é do tipo CVT, mas ao contrário do sistema de polias e correias que roubam potência, o E-CVT tem como objetivo principal acionar os dois motores para propulsão e geração de energia. Na maior parte do tempo, o sistema funciona como um híbrido em série, onde o motor elétrico aciona as rodas e o motor a gasolina atua como gerador para carregar a bateria.
Em determinadas circunstâncias, como em velocidade de cruzeiro constante, alterna para uma operação em paralelo, com o motor a gasolina impulsionando as rodas dianteiras por meio de uma embreagem que engata uma caixa de câmbio de velocidade única. Há um modo de freio (ou modo B), bem como borboletas no volante, mas estes apenas aumentam a regeneração de energia.
No geral, os resultados falam por si. O Civic híbrido da linha 2026 não só é rápido, mas bastante econômico. Dados da fabricante dizem que a aceleração de 0 a 100 km/h pode ser feita em apenas 7,8 segundos e, conforme o Inmetro, o consumo urbano é de 18,4 km/l, passando para 15,9 km/l na estrada. É melhor de dois mundos, um carro rápido e que gasta muito pouco combustível.
Além do conjunto mecânico e da eficiência energética, outro dstaque do Civic híbrido da linha 2026 é novo sistema de infoentretenimento, que integra os serviços do Google pela primeira vez. Isso permite que os passageiros acessem recursos como o Google Maps e o Google Assistente, que pode ajustar certas configurações do veículo, como a temperatura, por meio de comandos de voz.
Você pode até mesmo pedir para verificar a previsão do tempo ou, se tiver configurado, permitir que faça chamadas ou responda a mensagens. Também dá acesso à Google Play Store para baixar aplicativos como o Spotify. Infelizmente, sem um SIM integrado, você ainda precisará usar um celular para acessar a internet, o que anula qualquer uma dessas vantagens
Dito isso, o sistema atualizado oferece respostas mais rápidas e uma experiência de espelhamento de celular mais fluida, pelo menos ao usar o Apple CarPlay. Bom também é que permite a criação de perfis de usuário, que salvam certas preferências do veículo.
Some a tudo isso uma ergonomia exemplar, com nível de acabamento, porta-malas de 495 litros e uma lista de equipamentos bem completa, que inclui até cancelamento eletrônico de ruídos e terá um dos melhores carros para a famíia que temos hoje no mercado, sem o risco de sujar a barra da calça nas soleiras das portas de um SUV...
Veredicto

Imagem: Carlos Guimarães
Tudo bem que o preço sugerido de R$ 265.900 pode assustar, mas não existe hoje em dia no mercado brasileiro um sedã médio tão competente quando o Honda Civic híbrido da linha 2026. É uma obra-prima da engenharia, sem medo de exagerar nos elogios.
Só tenho uma ressalva: a câmera que é acionada toda vez que o pisca é ligado. Um sensor de ponto cego funcionaria muito melhor. Então, Dona Honda, vamos pensar no assunto?
