Honda Super-ONE: o microcarro elétrico que estreia em 2026 e faz o Kwid parecer grande

Revelado em 2025, o Honda Super-ONE aposta em porte de kei car, modo Boost com 7 marchas simuladas e estreia comercial em 2026 para mercados que já convivem com elétricos compactos
Honda Super-ONE Prototype

Honda Super-ONE Prototype | Imagem: Honda

A Honda decidiu brincar em um território que o Brasil ainda conhece pouco: o dos microcarros elétricos urbanos. Revelado em 2025 como Super-ONE Prototype, ou Super-N no Reino Unido, o modelo antecipa um elétrico que chega às lojas em 2026, mirando quem quer mobilidade diária com tamanho mínimo e proposta divertida.

A curiosidade começa pelo porte. O Super-ONE nasce sobre a plataforma mais leve da linha N Series, os chamados kei cars japoneses. Pela legislação do Japão, esse tipo de carro costuma ter até 3,40 m de comprimento, 1,48 m de largura e cerca de 2,00 m de entre-eixos.

A Honda ainda não divulgou as medidas finais do Super-ONE, mas ele precisa respeitar esses limites para seguir na categoria. Para efeito de comparação, um Renault Kwid E-Tech vendido no Brasil mede 3,73 m de comprimento, 1,58 m de largura e 2,42 m de entre-eixos, ou seja, já é visivelmente maior.

Honda Super-ONE Prototype
Honda Super-ONE Prototype Imagem: Honda

Potência contida, foco urbano e modo Boost

Nos números de desempenho, a Honda também não confirmou dados finais. Ainda assim, o conceito indica uma proposta típica de kei EV: potência estimada entre 47 kW e 64 kW, algo entre 64 cv e 87 cv, suficiente para uso urbano. Em comparação, o Kwid elétrico brasileiro entrega 65 cv e 11,5 kgfm, com aceleração de 0 a 50 km/h em aproximadamente 5 segundos.

O diferencial do Super-ONE está no Boost Mode, que aumenta a entrega de potência e simula uma transmissão de 7 marchas, algo inexistente em elétricos compactos vendidos no Brasil.

O sistema usa Active Sound Control para criar som artificial sincronizado com aceleração e frenagem, tentando reproduzir a sensação de um carro esportivo a combustão, mesmo com velocidade máxima estimada ao redor de 120 km/h, patamar comum entre micro elétricos urbanos.

Honda Super-ONE Prototype
Honda Super-ONE Prototype Imagem: Honda

Autonomia e uso diário

A Honda ainda não divulgou a capacidade da bateria nem a autonomia oficial. Em kei cars elétricos atuais, os números costumam variar entre 180 km e 250 km no ciclo japonês WLTC. No Brasil, para comparação direta, o Kwid E-Tech anuncia 298 km de autonomia no ciclo WLTP com bateria de 26,8 kWh. O Super-ONE, por ser menor e mais leve, deve trabalhar com algo abaixo de 30 kWh, priorizando recarga rápida e baixo consumo no trânsito urbano.

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Porta-malas pequeno, proposta clara

Outro ponto ainda não confirmado é o porta-malas. Em modelos desse segmento, a capacidade geralmente fica entre 100 e 200 litros, bem abaixo dos 290 litros do Kwid brasileiro. A ideia não é viajar, mas rodar sozinho ou com mais um passageiro, em trajetos curtos, com custo operacional mínimo.

Honda Super-ONE Prototype
Honda Super-ONE Prototype Imagem: Honda

O lançamento está confirmado para 2026 no Japão, seguido por Reino Unido e países da Ásia, mercados onde elétricos compactos já fazem parte da rotina. No Japão, ele será posicionado como carro urbano de entrada, voltado a jovens motoristas, moradores de grandes cidades e frotistas. No Reino Unido, o foco é quem hoje compra hatchbacks elétricos pequenos.

Para o Brasil, não há qualquer confirmação. Ainda assim, o Super-ONE ajuda a mostrar o tamanho da lacuna: enquanto nosso elétrico “popular” mede quase 3,75 m, a Honda aposta em algo perto de 3,40 m, com menos peso, menos bateria e preço potencialmente mais baixo. Se chegar por aqui algum dia, não vai competir com SUVs elétricos. Vai competir com a ideia de que carro elétrico precisa ser grande.

Honda Super-ONE Prototype
Honda Super-ONE Prototype Imagem: Honda

Ricardo Meier

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