Kombi e mais 4 carros clássicos que superam R$ 200 mil hoje em dia; veja lista

Exemplares originais e preservados podem valer uma pequena fortuna com a alta valorização no mercado atual
Volkswagen Kombi 2014

Volkswagen Kombi 2014 | Imagem: Divulgação

Carros antigos e, principalmente, os clássicos que ajudaram inúmeras famílias no seu ganha-pão, como a Volkswagen Kombi, estão entre os mais valorizados do Brasil, cujos preços podem ultrapassar facilmente os R$ 200 mil. A Last Edition, a série de despedida da van mais popular do mundo, é um exemplo.

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Na ala dos esportivos, o Opala SS6 e o Maverick GT estão entre os ativos que mais subiram de valor nos últimos anos. Ah, não podemos esquecer do Charger R/T, que já foi o carro mais rápido de sua época, além de ter virado estrela de televisão. Quer saber mais curiosidades? Veja abaixo 5 clássicos entre os mais valiosos do Brasil atualmente.

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1 - VOLKSWAGEN KOMBI

VW Kombi está na Garagem VW e foi um dos primeiros clássicos da marca a ter o Certificado da fábrica
VW Kombi está na Garagem VW e foi um dos primeiros clássicos da marca a ter o Certificado da fábrica
Imagem: Divulgação

Em 1957, a Volkswagen Kombi foi o primeiro veículo fabricado no Brasil pela Volkswagen e com produção mais longa até então. Produzido até 2013, foram 56 anos de fabricação ininterrupta e mais de 1,56 milhão de unidades produzidas. Bastante querida no mundo inteiro, o Brasil foi o último país a fabricá-la, em 2013.

Nestes 56 anos de fabricação, a Kombi evoluiu pouco, sendo que a mudança mais significativa veio em 2006, quando trocou o motor boxer arrefecido a ar pelo de quatro em linha a água. A transição, inclusive, deu origem à Kombi Série Prata, com tiragem de 200 exemplares, para a despedida do propulsor a ar.

Mantendo o mesmo estilo, a van da Volkswagen passou a usar o mesmo propulsor 1.4 litro da família EA111 do Polo e Fox ‘exportação’, mas adaptada para cá com a tecnologia flexível que dava até 80 cv de potência. Em 2013, a Kombi nos deixou e a série de despedida Last Edition, limitada a 1.200 unidades, é uma das mais cobiçadas. 

2 - DODGE CHARGER R/T

Dodge Charger R/T
Dodge Charger R/T pode superar fácilmente a marca dos R$ 200 mil se tiver original e e bom estado de conservação
Imagem: Divulgação

O Dodge Charger R/T (Road and Track, ou estrada e pista) foi lançado pela Chrysler, que acabara de chegar ao Brasil. O ano era 1970, época em que a gasolina era distinguida pela azul, equivalente à premium que conhecemos hoje, de maior octanagem, e pela amarela, comum e mais barata. 

Com um poderoso propulsor V8 de 5,2 litros e mais de 200 cv, o cupê da Chrysler já foi o carro mais veloz do Brasil, superando modelos respeitados do naipe de Opala SS-6 e Maverick GT V8. O Charger fazia de zero a 100 km/h em 9,5 s, contra 13,5 s do esportivo da Chevrolet e 10,8 s do cupê da Ford.

A fama do bólido da Chrysler rendeu até o papel de ator coadjuvante no filme brasileiro “Roberto Carlos a 300 km/h”, lançado no final de 1971, considerado o longa-metragem mais assistido do ano no Brasil. Em várias cenas, é possível ver o Dodge Charger R/T.

3 - FORD MAVERICK GT

Ford Maverick GT
Ford Maverick GT é a versão esportiva do cupê com motor V8 302 e teve poucas unidades fabricadas no Brasil
Imagem: Divulgação

Lançado em 1969 como uma opção ao Ford Mustang nos Estados Unidos, o Ford Maverick só chegaria ao Brasil em 1973 em resposta ao Chevrolet Opala e Dodge Charger. Durante sua trajetória, chegou a ter algumas versões que ficaram eternizadas, como a GT, e, sem dúvida, é a mais cobiçada do muscle car brasileiro.

Equipado com motor 4.9 V8 de 197 cv e torque de 39,5 kgfm a 2.400 rpm, emprestado do ‘primo rico’ Mustang, o Ford Maverick GT foi um dos carros nacionais mais velozes de sua época. O esportivo fazia de zero a 100 km/h em 10,8 segundos, 1,6 segundos mais rápido que o fora-de-série Puma GTB.

Sem muito o que fazer diante de uma combinação de fatores econômicos e de mercado, o Ford Maverick teve sua fabricação encerrada em 1979, concluindo mais um capítulo importante para a história da indústria automobilística nacional, somando 108 mil unidades produzidas.

4 - CHEVROLET OPALA SS6

Chevrolet Opala SS
Chevrolet Opala SS restaurado pela GM foi vendido por R$ 500 mil em leilão de clássicos
Imagem: Divulgação

Outra paixão nacional, o Chevrolet Opala foi o primeiro carro de passeio desenvolvido e fabricado pela GM, e sua produção se deu entre 1968 e 1992. Com carrocerias sedã de quatro portas e cupê de duas portas, em 1975 surgiu a versão perua, a Caravan, outro dos maiores sonhos da família brasileira.

Tanto o Opala quanto a Caravan tiveram as opções mais luxuosas, como Comodoro e Diplomata, além da esportiva SS6, um dos mais requisitados no antigomobilismo por ter motor 4.1L (250-S) de seis cilindros em linha que chegou a entregar até 171 cv de potência.

Graças à sua robustez mecânica e de fácil manutenção, o modelo da GM foi adotado por várias frotas nacionais, servindo de viatura de Polícia Civil e Militar, até carro oficial da Presidência da República. Nos cinemas e telenovelas, o clássico tornou-se a estrela principal. Uma das mais conhecidas foi na trama ‘A Próxima Vítima’, de 1995.

5 - WILLYS INTERLAGOS

Willys Interlagos
Willys Interlagos é um dos mais raros e valorizados esportivos nacionais e vale facilmente mais de R$ 250 mil se tiver perfeito
Imagem: Divulgação

Desenvolvido a partir do Renault Alpine A 108, sob licença da companhia francesa, o Willys Interlagos surgiu em 1962, por meio da Willys Overland do Brasil, instalada no Brasil em 1952.  Entrou para a história como um dos esportivos nacionais mais lembrados por entusiastas e colecionadores de carros clássicos.

O Interlagos foi uma homenagem do autódromo paulistano por sugestão do jornalista e publicitário Mauro Salles, quem recebeu o primeiro esportivo a sair da linha de montagem, que se estendeu até o ano de 1966 com um total de apenas 822 unidades produzidas, divididas entre as versões Berlineta, Cupê e Conversível.

Considerado o primeiro carro esportivo do Brasil, o Interlagos contava com cinco opções de motores que iam desde o 845 cc (Tipo 845) até o 1093 (o mesmo do Renault 1093), responsável por melhor desempenho. Em testes de época, a média registrada foi de 20 segundos na prova de zero a 100 km/h, atingindo a velocidade final de 140 km/h, nas versões de rua.

Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.