Chevrolet Captiva EV começa a ser fabricado no Brasil ao lado do Spark EUV
Fábrica cearense cresce 50% no quadro de funcionários e planeja receber terceiro modelo ainda em 2026
A Chevrolet confirma que a Planta Automotiva do Ceará (PACE) começou a produzir o Captiva EV, SUV médio elétrico que até então chegava importado ao país. Com isso, o Brasil se torna o primeiro lugar fora da China a fabricar dois modelos elétricos da GM, o Spark EUV e agora o Captiva EV.
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A PACE abriu as portas em dezembro de 2025. Menos de seis meses depois, já tem dois veículos elétricos na linha de montagem, e um terceiro vem por aí.
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Até o final de 2026, a unidade deve receber uma nova linha para produzir um carro com uma tecnologia que a marca ainda não usou por aqui. O que seria? A GM não abriu o jogo ainda, mas é difícil não especular.
De zero a dois modelos em menos de um ano

Imagem: Divulgação
A expectativa é que a fabricante monte o Bingo Pro, que por aqui pode adotar o nome Celta EV, um hatch elétrico que teria na mira rivais como BYD Dolphin Mini e Geely EX2.
O novo hatch também é fabricado pela Wulling a mesma marca chinesa dos dois modelos que são montados no Ceará, o Spark EUV e o Captiva EV. A alta procura por hatches elétricos no Brasil ultimamente tem animado a GM a trazer o novo modelo ao Brasil, embora ainda não tenha confirmado.
Também existe a expectativa da GM começar a montar a versão híbrida plug-in do Captiva, o que tornaria possível concorrer com modelos bem aceitos hoje em dia no mercado brasileiro, como o GWM Haval H6 e BYD Song Pro.
Os números que convenceram a GM a apostar mais fichas

Imagem: Divulgação
Para entender por que a fabricante decidiu fazer todo esse movimento no Ceará, basta olhar para o desempenho dos modelos. O Spark EUV assumiu em maio a liderança entre os SUVs elétricos mais emplacados do Brasil.
Já o Captiva EV, mesmo na versão importada lançada em novembro, comandou o segmento de SUVs médios elétricos até o primeiro trimestre de 2026. Juntos, os dois garantiram à Chevrolet a liderança no segmento de SUVs elétricos no primeiro semestre do ano.
Com a produção local do Captiva, a tendência é que os números se sustentem ou melhorem, já que a fabricação no Brasil reduz a dependência de importações e torna o abastecimento mais estável.
Mais carros, mais empregos
A chegada do novo modelo à linha de produção gera novos empregos. A previsão é de um crescimento de cerca de 50% no quadro de funcionários da PACE.
Rodrigo Teixeira, vice-presidente da Comexport e acionista da PACE, afirma que numa futura fase de expansão a unidade poderá dobrar sua capacidade produtiva, chegando a até 50 mil veículos por ano.
