Leapmotor B10 híbrido: SUV quer desafiar T-Cross, Creta e outros; confira avaliação
Utilitário esportivo da marca chinesa ligada à Stellantis será fabricado no Brasil com motor flex no final de 2027
Quem não faz de muita questão de um SUV compacto raiz, para entrar em trechos de terra à vontade e passar por obstáculos sem medo tem no Leapmotor B10 híbrido (R$ 179.900) uma das opções mais interessantes hoje em dia no Brasil. O carro tem aval da Stellantis e quer brigar com modelos tracionais no mercado como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta, Chevrolet Tracker e outros.
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Já está decidido, inclusive, que o Leapmotor B10 híbrido será fabricado em Goiana (PE), com motor 1.5 flex, até o final de 2027. Antes disso, o SUV chega importado e movido apenas a gasolina, como a unidade que avaliamos.
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SUV moderno

Imagem: Divulgação
Digo que não é um utilitário esportivo raiz primeiro porque é bem moderno e depois pelo razoável vão livre do solo de 17 cm, o que chega a exigir certa cautela ao passar por valetas e lombadas pelo caminho. Tanto no T-Cross quando no Creta essa distância fica em 19 cm.
De qualquer forma, estamos falando de um SUV equipado com motor elétrico de 218 cv montado na traseira e que rende bons 24,5 kgfm de torque, forma disponível desde o momento em que você encosta o pé no acelerador. Com tração traseira, as rodas da frente ficam livres de interferências indesejáveis, o que também contribui com o conforto e dirigibilidade.
Pode acelerar que o B10 híbrido anda bem e a frente "passarinhando". Com relação entre peso e potência de 8,5 kg/cv, o SUV tem bom fôlego para acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,8 segundos, mais rápido que um T-Cross 1.4 turbo (8,6 s) e o mesmo tempo do Creta 1.6 turbinado. A máxima, conforme a fabricante, fica em 170 km/h.
Se de um lado o vão livre do solo mediano não é dos melhores para superar obstáculos pelo caminho, de outro contribui com a estabilidade por ter um centro de gravidade mais baixo. Junto com os pneus 225/50R 18 (Hankook na unidade avaliada), o SUV consegue transmitir bom nível de segurança nas curvas.
Os freios a disco nas quatro rodas também funcionam a contento, bem com o a direção com assistência elétrica. Mas a posição de dirigir não é das mais esportivas, um pouco mais alto que o ideal, mesmo ajustando o volante de dois raios e o banco macio com regulagens elétricas e ventilação.
Econômico e bem equipado

Imagem: Divulgação
Ah, sim, claro, o consumo. No B10 híbrido, o motor 1.5 a gasolina é de ciclo Atkinson, movido apenas a gasolina, com meros 88 cv e 12,7 kgfm de torque a 4.500 rpm, mas funciona apenas como gerador de energia para as baterias. Pelos dados do Inmetro, o SUV da Leapmotor pode fazer 13,5 km/l na cidade e 12,3 km/l na cidade.
Nada extraordinário, mas melhor em trechos urbanos do que consegue fazer o T-Cross T200 TSI com o novo câmbio de 8 marchas (12 km/l) e o Creta 1.0 turbinado (12 km/l)ou ainda o Chevrolet Tracker básico (11,5 km/l).
Com tanque de 50 litros, o Leapmotor B10 híbrido tem uma autonomia teórica de bons 615 km na estrada e 675 km na cidade, também levando em conta os dados do Inmetro. Pelo computador de bordo do carro, há como passar com folga dos 700 km se ficar apenas na cidade.
Também não há do que reclamar da lista de equipamentos do B10 híbrido, também conhecido como REEV (Range-Extended Electric Vehicle, ou veículo elétrico de autonomia estendida, em português).
Entre os itens principais temos carregador de celular por indução, multimídia conectada com tela de 14,6 polegadas, subwoofer, teto solar panorâmico, pacote ADAS de assistências ao motorista. câmera com visão de 360 graus, retrovisores rebatíveis eletricamente, saídas de ar para os passageiros do banco traseiro, entre vários outros equipamentos.
Veredicto

Imagem: Carlos Guimarães
O Leapmotor B10 híbrido é uma das opções mais interessantes no terreno dos SUVs compactos hoje em dia no Brasil. Não tem a mesma pegada raiz de Jeep Renegade e outros, mas é um carro bem moderno, econômico e que mostra bom desempenho.
A lista de equipamentos é bem interessante, assim como o conforto a bordo. Vale lembrar que será fabricado no Brasil com motor flex até o final do ano que vem. E que vários comandos do carro estão concentrados na central multimídia, o que atrapalha um pouco na ergonomia.
