Nissan Leaf vira primeiro táxi elétrico de São Paulo

Modelo será usado para avaliar a viabilidade do uso de carros elétricos no transporte público na capital paulista

Nissan Leaf táxi rodará em São Paulo | Imagem: Divulgação

A Nissan entregou nesta terça-feira (05) os dois primeiros exemplares do modelo elétrico Leaf que serão usados como táxi na cidade de São Paulo. Eles fazem parte do programa piloto que vai avaliar a viabilidade do uso de carros elétricos no transporte público na cidade de São Paulo. Essa é a primeira etapa do acordo de intenções assinado entre a Prefeitura de São Paulo, a aliança Renault-Nissan e a AES Eletropaulo. Até o final do ano, outros oito modelos serão utilizados no projeto, uma quantidade ínfima se comparada à frota de 30 mil veículos da capital paulista.

Os Nissan Leaf começarão a rodar a partir do dia 11 de junho apenas em locais da região central da cidade de São Paulo. Para recarregar as baterias do automóvel, foram instalados pela companhia de energia paulistana 15 pontos de recarga em locais estratégicos, sendo cinco deles de carregamento rápido.

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Para contornar o custo proibitivo do modelo, de cerca R$ 200 mil, a Nissan ofereceu o Leaf em regime de comodato para as companhias de táxi pioneiras em sua utilização.

Legislação ultrapassada

A experiência da Nissan tem um objetivo claro: mostrar as virtudes do veículo elétrico, apesar de seu alto custo de produção. Em outros países existem incentivos fiscais que facilitam sua aquisição e até mesmo isenções de estacionamento e outros vantagens. No Brasil, a situação é oposta. Um automóvel como o Leaf, 100% elétrico, é enquadrado como exceção e paga a mais elevada alíquota de imposto.

A Prefeitura de São Paulo já havia demonstrado interesse em utilizar o Nissan em sua frota, originalmente com as cores da CET, a companhia de engenharia de trânsito da cidade, mas até hoje não houve avanços para sua adoção.

O Leaf se diferencia dos modelos híbridos por dispensar um motor auxiliar a gasolina como o Prius, da Toyota, e o Volt, da Chevrolet. Seu projeto privilegia uma área maior para as baterias que, em tese, permitem que o modelo possa rodar 160 km sem recarga. Os passageiros de táxi de São Paulo descobrirão em breve se isso é realmente possível.

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