Nissan revela nova Frontier com jeito do Mitsubishi Triton antes de chegar ao Brasil

Picape apresentada conta com vários itens vindos da marca conterrânea e passará a ser feita no México
Nissan Frontier

Nissan Frontier | Imagem: Divulgação

A nova Nissan Frontier apresentada na Austrália é praticamente uma “gêmea” da Mitsubishi Triton. Mas, apesar da plataforma e de vários componentes serem compartilhados, a marca japonesa garante que ao volante, a história muda.

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A conexão com a Triton aparece em detalhes como a grade com barras horizontais e o formato dos faróis, que seguem uma proposta semelhante, embora com assinatura própria da Nissan. Na traseira, a picape exibe personalidade ao ostentar o nome da picape em alto-relevo na tampa da caçamba e lanternas com desenho exclusivo.

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Já no interior, fica mais difícil disfarçar o parentesco, a central multimídia, painel e boa parte do layout entregam que a base é a mesma utilizada pela Mitsubishi.

Conjunto mecânico

Nissan Navara
Nissan Frontier da nova geração terá novo cluster, mas sem poder ser totalmente digital e configurável
Imagem: Divulgação

A Nissan apostou no motor 2.4 turbodiesel de 203 cv e 47,9 kgfm, ligado ao câmbio automático de seis marchas e tração 4x4. As versões apresentadas na Austrália foram ST-X e PRO-4X, ambas com cabine dupla. Curiosamente, na China a Frontier aposta até em versões híbridas plug-in e opções a gasolina, um cenário bem diferente do australiano.

Quando o assunto é comportamento dinâmico, entra em cena um trabalho feito pela Premcar,  a mesma equipe responsável pelos modelos Warrior.

A Nissan deu liberdade total para que os engenheiros australianos modificassem a suspensão, mas eles descobriram que a base era sólida, geometria, curso de suspensão e centros de rolagem já eram muito bem resolvidos. O que realmente precisava de atenção era o amortecimento.

Segundo Bernie Quinn, CEO e diretor de engenharia da Premcar, a grande transformação veio com novos amortecedores de maior diâmetro e com mola de retorno interna no eixo dianteiro.

Robustez


Nissan Frontier
Nissan Frontier segue as linhas da Mitsibishi Triton, da qual será derivada
Imagem: Divulgação

A mudança, simples na teoria, foi o suficiente para conferir à Navara um comportamento próprio, mais firme, previsível e alinhado ao que a marca chama de “DNA Navara”. Em vez de reinventar a picape, os engenheiros preferiram lapidar elementos que já funcionavam.

Antes de iniciar a calibragem, a Premcar trabalhou com a Nissan para definir o perfil do motorista que usa a picape na Austrália, onde ela roda, de que forma enfrenta o terreno e que tipo de resposta espera da direção.

Para validar esse acerto, a Navara enfrentou uma verdadeira maratona: mais de 13 mil km percorridos entre Victoria, Austrália do Sul, Queensland e o Território do Norte. Foram avaliados 837 códigos diferentes de amortecedores e mais de 550 combinações internas de lâminas.

Não por acaso, a Nissan escolheu amortecedores twin-tube, embora o monotubo tenha maior volume, basta uma pedrada para deformar a carcaça e travar o pistão. 

Além da nova dinâmica, a nova Frontier traz Apple CarPlay e Android Auto sem fio, conexão remota via MyNissan e um conjunto ADAS completo, incluindo frenagem autônoma de emergência, alerta de ponto cego com assistente de mudança de faixa, monitor de fadiga, reconhecimento de placas e alerta de tráfego cruzado dianteiro e traseiro. 

Por enquanto, ainda não há confirmação sobre chegada, preços ou prazo para o Brasil.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.