Novo SUV da Chevrolet, Equinox chegará ao Brasil a partir de outubro

Bem equipado e com três opções de motores, utilitário esportivo mira no novo CR-V, mas pode atrair clientes do Compass
Chevrolet Equinox 2018

Chevrolet Equinox 2018 | Imagem: AUTOO

Para ilustrar de forma convincente a reorganização pela qual passou na América do Sul e que uniu os times do Brasil e Argentina, por exemplo, a General Motors realizou a primeira apresentação do seu novo SUV, o Equinox, na América do Sul.

O evento, que reuniu jornalistas da região e também concessionários e clientes corporativos, ocorreu na véspera do Salão de Bueno Aires que abre nesta sexta-feira e terá o SUV como uma das suas atrações.

O Equinox, como dissemos no começo do ano, é o sucessor do Captiva, o primeiro SUV médio da marca e que chegou ao Brasil há quase uma década. Assim como ele, o novo utilitário esportivo também é fabricado no México, o que facilita e barateia sua importação, mas os planos da Chevrolet soam ambiciosos, mesmo que o carro possa custar por volta de R$ 150 mil na inédita versão Premiere, que passa a ser a topo de linha da marca.

Automação e potência

O Equinox é mais um veículo projetado com olhos globais. Suas linhas musculosas se integram ao estilo adotado pelo Cruze e outros modelos da marca a fim de criar a assinatura da Chevrolet atual. É um veículo imponente pessoalmente e que lembra um Trailblazer mais esguio e elegante.

Uma das versões utiliza o motor 1.5 Ecotec turbo com cerca de 170 cv e que é da mesma família do 1.4 Ecotec flex usado no Cruze e no Tracker. Mas a GM anunciou mais duas motorizações para o SUV, uma diesel e outra turbo a gasolina, no caso o 2.0 Ecotec, um propulsor com nada menos que 262 cv de potência: “é o SUV mais potente da sua categoria”, anunciou com orgulho o CEO da GM Mercosul, Carlos Zarlenga. 

Essa versão, mostrada nas imagens do evento, também traz uma transmissão automática de nove velocidades, algo novo na linha – as demais utilizam um câmbio de seis marchas. A Premiere tem ainda tração integral, controle de descida em rampa e sistemas ativos de segurança como o que provoca vibrações no banco em caso de iminência de um choque – o Equinox também freia o carro até uma certa velocidade.

Conforto “americano”

Por dentro, o Equinox traz aquilo que se espera de um SUV nessa faixa de preço. Há ar-condicionado digital, central multimídia MyLink 2, freio de estacionamento elétrico, assim como os ajustes dos bancos com memória. O teto é panorâmico e o porta-malas pode ser aberto por botão ou passando o pé por baixo da carroceria. No entanto, ele oferece cinco lugares cuja fileira traseira pode ser rebatida por meio de alanvancas no bagageiro.

A versão que será vendida no Brasil terá algumas diferenças em relação ao americano como retrovisores na cor do veículo em vez de cromado e interior em tons de cinza. A GM não revela quais versões chegarão ao país, mas o Equinox diesel está descartado por enquanto.

O rivali direto do Equinox é o novo CR-V, que também chega ao mercado este ano. No entanto, é possível que ele atraia clientes que hoje têm levado do Compass para casa em versões mais caras – o Jeep é menor do que o Chevrolet.

A chegada do Equinox deve ocorrer entre outubro e novembro e ele pode se aproveitar em 2018 de um novo cenário em que existam menos restrições à importação – hoje os carros mexicanos têm um limite em valores para as montadoras que têm produção no país. Como o Tracker também é mexicano, isso reduz as chances de dar conta da demanda caso o modelo agrade, o que não parece uma tarefa muito difícil. 

 

*Atualização: no dia seguinte à publicação da notícia, a GM confirmou que o Equinox que será inicialmente oferecido no Brasil com o motor 2.0 16V turbo. Segundo o comunicado da marca, ele vai trabalhar apenas com gasolina e potência na casa de 260 cv. O torque vai girar em torno de 37 kgfm, sendo que 90% dessa força estará disponível a partir de 2.000 rpm, uma característica de motores sobrealimentados. O Chevrolet Equinox, que chega ainda neste ano ao Brasil como conferimos na notícia acima, contará com tração integral e sua transmissão automática de 9 marchas traz uma construção do tipo selectable one-way clutch, que "compacta em um único componente as embreagens de travamento de direção e de ré, a ponto da transmissão ter dimensões comparáveis à de 6 marchas", explica a Chevrolet.  

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