Novo Toyota RAV4 tem banco de trás como ponto fraco em teste de colisão; veja vídeo do SUV

Faróis, estrutura e assistentes de condução são elogiados, mas cintos traseiros decepcionam no utilitário esportivo
Toyota RAv4

Toyota RAv4 | Imagem: Divulgação

O Toyota RAV4 é um SUV é seguro mas quem costuma levar gente no banco de trás precisa conhecer um detalhe que apareceu nos testes do IIHS, o Instituto de Seguros para Segurança Rodoviária dos Estados Unidos.

VEJA TAMBÉM:

O instituto é conhecido por avaliações bem exigentes, e foi justamente a proteção dos passageiros da segunda fileira que impediu o modelo 2026 de alcançar um boletim impecável.

Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.

Onde o RAV4 brilhou

Toyota RAV4 2027
Toyota RAV4
 Imagem: Divulgação

No geral, o crossover híbrido compacto da Toyota mostrou serviço. A estrutura que protege os ocupantes, chamada de célula de segurança, se comportou bem na maioria dos impactos.

Os sistemas de assistência ao motorista que vêm de série funcionaram como deveriam, e os faróis receberam nota “boa” em todos os critérios.

A lista de notas máximas continua. O RAV4 foi classificado como “bom” na tecnologia que ajuda a evitar colisões frontais, no alerta de cinto de segurança e no sistema que serve para prender cadeirinhas infantis. O teste de impacto lateral, que passou recentemente por atualização, também terminou com resultado “bom”.

Outro ponto positivo veio no teste de colisão frontal com pequena sobreposição. Nele, só 25% da frente do carro atinge uma barreira totalmente rígida, com borda arredondada de aço. É um tipo de batida difícil para qualquer veículo, porque a força se concentra numa área pequena, e o RAV4 passou com nota “boa”.

Tropeço no banco de trás

Toyota RAV4 2027
Toyota RAV4
Imagem: Divulgação

O problema apareceu na colisão frontal com sobreposição moderada. Aqui, 40% da largura do carro bate contra uma barreira coberta por uma camada deformável de alumínio em formato de colmeia, que simula o choque contra outro veículo. A velocidade é a mesma do teste de pequena sobreposição, mas reproduz uma das batidas mais comuns do dia a dia.

A versão atualizada dessa avaliação dá muito peso à segurança de quem viaja atrás. E foi aí que a nota caiu para “aceitável”.

Para o motorista, tudo certo, proteção contra lesões, estrutura e célula de segurança receberam nota “boa”. Já no banco traseiro, o boneco de testes mostrou resultados mais fracos. Cabeça e pescoço ficaram com “aceitável”, assim como tórax, movimentação do manequim e o desempenho dos cintos. Só a proteção das coxas levou “bom”.

As imagens do teste ajudam a entender o motivo. A faixa do cinto que passa pelo ombro subiu além do ideal, o que reduz a eficiência da retenção. Em compensação, a parte abdominal do cinto ficou no lugar certo, apoiada sobre a pélvis. Se ela tivesse escorregado para a barriga, a punição do IIHS seria ainda maior.

RAV4 híbrido plug-in

E foi exatamente isso que aconteceu com o RAV4 PHEV, o híbrido plug-in, aquele que pode ser recarregado na tomada. Nos demais testes, ele repetiu os bons resultados do híbrido convencional. No moderado, porém, levou nota “marginal”, um degrau abaixo.

A única diferença entre os dois está no cinto abdominal do passageiro traseiro. No plug-in, ele saiu da pélvis e foi parar na parte baixa do abdômen. Parece pouco, mas não é. Na desaceleração brusca de uma batida, o corpo é jogado para a frente com muita força, e o cinto nessa posição pressiona os órgãos internos contra a coluna. Além da compressão, existe risco de rompimento de vasos sanguíneos.

Nada disso faz do RAV4 um carro inseguro. Na frente, ele protege muito bem, e o pacote de tecnologia é completo. No entanto, a Toyota poderia ter caprichado um pouco mais no projeto e na calibração dos cintos traseiros.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.