Toyota RAV4 2027: SUV faz até 15,3 km/l, mas não é só elogios; confira avaliação
Modelo ganha visual mais arrojado e se mostra confortável, porém, tem fortes rivais no mercado
No terreno dos SUVs médios sofisticados também não faltam opções no mercado brasileiro, inclusive, considerando os eletrificados. Um dos mais vendidos do segmento é o BYD Song Plus, que tem versão plug-in. O Jeep Commander também está entre os mais procurados nas lojas e acaba de ganhar versões híbridas leves com sistema de 48 Volts.
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Para entrar nessa briga, a Toyota começa a trazer a nova geração do RAV4, bom de vendas em vários mercados, mas que no Brasil ainda não deslanchou. De acordo com o ranking AUTOO, o SUV teve apenas 1.289 unidades no primeiro semestre de 2026, ante 13.741 do rival da BYD e 8.224 do concorrente da Jeep.
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Não é para menos, uma vez que o RAV4 SX que avaliamos tem preço sugerido de R$ 349.290 como híbrido full, sem sistema plug-in, ante R$ 299.800 do Song Plus Premium e R$ 283.790 do Commander Overland. No dia a dia, a principal qualidade do modelo da marca japonesa é a economia de combustível, mas é bom lembrar que o SUV aceita apenas gasolina e da E25, que é mais recomendável neste modelo importado.
SUV gasta pouco

Imagem: Divulgação
De acordo com o Inmetro, o RAV4 é capaz de fazer 15,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada, ante 12,2 km/l e 10,1 km/l do Song Plus. E mesmo com tanque de 55 litros consegue tem a maior autonomia na estrada, chegando a 776 km ante 576 km do BYD e 768km do Caoa Chery Tiggo 8 Pro PHEV, outro forte rival.
Além de gastar menos combustível, o RAV4 também mostra um rodar confortável no dia a dia, absorvendo bem as irregularidades do piso e ainda com rodas de aro 20 com pneus 235/50 maiores que dos principais rivais, que contam com aro de 19 polegadas de diâmetro. Mas as principais qualidades do Toyota ficam por aí.
Também dá para considerar o bom vão livre do solo de 20 cm, o que ajuda a superar obstáculos pelo caminho, inclusive valetas e lombadas e o sistema de tração integral que funciona de acordo com vários tipos de piso. Tudo é acionado por botões bem posicionados e fáceis de serem acionados no console central.
Porém, o motor 2.5 de ciclo Atkinson ronca forte ao acelerar um pouco mais quando é preciso, aumentando bem o nível de ruído. Funciona em conjunto com outros três motores elétricos, sendo um deles responsável por tracionar as rodas traseiras e chegando a uma potência combinada de 236 cv e 27,9 kgfm de torque combinado, o que é bem menos que os 56,1 kgfm do rivalda BYD e dos 37,2 kgfm do Tiggo 8.
Com isso, de acordo com dados da fabricante, o RAV4 pode acelerar de 0 a 100 km/h em 8,1 s, praticamente igual ao Tiggo 8 (8,2 s), mas longe dos 5,2 s do Song PLls Premium. Além disso, na hora de manobrar este SUV da Toyota de 4,6 metros de comprimento por 1,86 m de largura, o raio de giro não é dos melhores, de 11,8 metros, conta 11 m do BYD.
Faltam equipamentos

Imagem: Divulgação
Outro ponto que incomodou no dia a dia no RAV4 foi o pareamento do iPhone apenas por cabo. Ou seja, não foi possível parear sem fio. Além disso, o sistema multimídia não utilitiza o sistema mais prático do Google como em alguns rivais, como o Song Plus, sem mostrar informações do trânsito em tempo real.
Também não há comandos do veículo por aplicativom internet a bordo, porta-luvas climatizado, nem chamada de assistência de emergência, esta última disponível no Commander, por exemplo. São itens que fazem falta em um SUV que beira os R$ 350 mil e que tem alguns detalhes como ter que ficar segurando o botão do farol por dois segundos para desligá-lo e a ausência de contagiros.
Na hora de viajar com a família, nesta versão SX topo de linha a porta-malas leva apenas razoáveis 489 litros, um dos menores do segmento, bem atrás de 582 litros do BYD, 661 litros do Jeep e cavernosos 889 litros do Caoa Chery.
A distância entre-eixos de 2,69 m do Toyota é suficiente para um bom espaço para quem vai no banco traseiro, mas é menor que os 2,77 m do Song Plus, 2,71 m do Tiggo 8 e dos 2,80 m do Commander. Também vale lembrar que o RAV4 tem apenas 5 lugares e o Caoa Chery e o Jeep contam com 7.
Veredicto

Imagem: Carlos Guimarães
Pois é, a nova geração do Toyota RAV4 chegou ao Brasil apenas na versão HEV e com cnco lugares por um preço acima dos principais rivais, menor espaço no porta-malas, faltando alguns equipamentos para sua faixa de preço e com nível de ruído acima do ideal quando o motor a combustão é acionado.
Então, mesmo sendo um dos mais econômicos do segmento deverá continuar mais atrás no ranking de vendas. Até por ser movido apenas a gasolina, enquanto a concorrência já tem nos planos lançar versões flex.
