Opala Deluxo: o inacreditável sedã da GM igual a 0 km; saiba quanto vale
Clássico de 1971 tem só 51 mil km rodados e seu valor supera o de dois Onix novos
O Chevrolet Opala é bem lembrado até hoje como o primeiro carro de passeio da GM. Nessas mais de duas décadas, esta joia continua viva na memória dos apaixonados por carros clássicos.
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Em parte, isso se deve à longa história construída. Tendo Alfa Romeo 2300, Dodge Dart e Ford Maverick como rivais, o Opala foi o que ficou mais tempo em produção. De 1968 a 1992, foram mais de um milhão de unidades fabricadas, somando as configurações sedã, cupê e perua (Caravan).
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Este belo exemplar de Opala faz parte da safra de 1971. Trata-se de um Deluxe cuja pintura (verde sevilha metálica) permanece intacta nestes mais de 50 anos de história.
“O veículo pertenceu a apenas dois donos da mesma família, que sempre o mantiveram em estado excepcional; é totalmente original, com pintura de fábrica, com apenas pequenos retoques”, explica Sizenando Braga Coutinho, da Garagem Brasil Antigos.

Imagem: Garagem Brasil Antigos
A parte interna deste clássico da Chevrolet também impressiona pelo inigualável estado de conservação. Os bancos são individuais, uma configuração bastante rara nos sedãs e, com isso, o câmbio de quatro marchas manual está no assoalho.
Sob a regência dele, está o motor 2.5 de quatro cilindros, também 100% original e revisado para curtir a hora que quiser. Só esteja preparado sob os holofotes, pois o sucesso será garantido seja qual for o lugar que você for com ele.
Adquirido zero-quilômetro na concessionária Chevrolet Comercial de Veículos de Novo Hamburgo (RS), este Opala Deluxe 1971 está sendo oferecido por R$ 260 mil, quantia mais do que suficiente para ter na garagem dois Onix LTZ Turbo novos.

Imagem: Garagem Brasil Antigos
OPALA: PIONEIRO DA GM NO BRASIL

Imagem: Divulgação
A General Motors do Brasil, antiga Companhia Geral de Motores do Brasil S.A., que até então só era conhecida pela fabricação de caminhões, colocou no mercado o seu primeiro projeto de um automóvel espaçoso e de desenho ímpar, o Opala.
A General Motors do Brasil pensava na fabricação de um carro de passeio, o primeiro automóvel nacional fabricado por ela com os moldes de que o nosso mercado necessitava. O projeto tinha como parâmetro os carros fabricados pelo braço direito da General Motors, a Opel, situada na Alemanha.
O modelo escolhido para servir de base ao novo carro brasileiro foi o Rekord C, que teve suas linhas alteradas. O modelo da Opel foi lançado em 1966 e, desde então, provou ser um dos melhores carros de sua época.
O carro veio com mecânica confiável, suspensão macia e confortável e linhas que compreendiam um desenho elegante para a época, estilo este que seguia o padrão garrafa de Coca-Cola, uma tendência que se evidenciava nos carros de luxo daquela época. Foi assim que, em 1966, a então Companhia Geral de Motores do Brasil começou os trabalhos com o projeto 676.
ÚLTIMOS ANOS DE SUSPIRO DO OPALA

Imagem: Divulgação
O Opala estreava a linha 1991 com uma “roupagem nova”, com para-choques envolventes e janelas sem quebra-vento, rodas de aro 15, pneus calçando pneus 195/65. No conjunto mecânico, freios a disco nas quatro rodas e direção hidráulica Servotronic, de controle eletrônico, faziam parte da nova edição.
Com um milhão de unidades acumuladas em seus 23 anos de existência, o mito Opala se despedia da sua linha de montagem em São José dos Campos em 1992, mais precisamente no dia 16 de abril de 1992, sendo que os últimos deles foram um Opala Diplomata com transmissão automática e uma Caravan ambulância.
Para encerrar a linhagem, a GM lançou a série especial Collector ou Colecionador com apenas 200 unidades fabricadas, segundo estimativas. Junto da novidade, o comprador recebia uma fita de vídeo com a trajetória do veículo, mais um certificado e uma chave banhada a ouro.
Ao longo de seus 23 anos e 5 meses de produção contínua, passou por diversos aprimoramentos mecânicos e modificações estéticas, mas sempre mantendo a mesma robustez, valentia e principalmente o charme de suas linhas, as quais praticamente foram intocadas.
Essa era a receita de um nome mágico tal como o seu projeto, que durante sua produção conseguiu a marca de nada menos do que um milhão de unidades fabricadas entre 1968 e 1992, tornando-se um líder de vendas no segmento.
