Ram confirma que picape Dakota estará no Salão do Automóvel 2025

Picape volta ao Brasil sob a marca Ram, mas sua história começou com a Dodge
Ram Dakota

Ram Dakota | Imagem: Divulgação

A nova Ram Dakota estará no Salão do Automóvel desse ano, que acontece entre os dias 22 e 30 de novembro, em São Paulo. Produzida no Polo Industrial de Córdoba, na Argentina, a Dakota já está em linha de montagem e divide a base estrutural com a Fiat Titano, também integrante do grupo Stellantis.

VEJA TAMBÉM:

No entanto, a Ram faz questão de destacar que o modelo não é apenas uma “irmã gêmea”: a Dakota trará toques próprios da marca norte-americana, com acabamento refinado, visual exclusivo e recursos tecnológicos.

Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.

A picape foi revelada no mês passado na versão Warlock, durante o evento que marcou o início oficial de sua produção. Antes disso, o nome Dakota já havia sido confirmado em agosto, na apresentação do conceito Nightfall, que antecipou parte do design e da proposta do modelo definitivo.

Fortes rivais

Ram Dakota
Ram Dakota na linha de montagem na Argentina, de onde virá para o Brasil a partir do ano que vem
Imagem: Divulgação

A nova Ram Dakota não guarda segredos. O conjunto mecânico será o mesmo da Titano: motor 2.2 turbodiesel Pratola Serra, de 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque disponíveis a 1.500 rpm, associado a um câmbio automático de nove marchas e tração 4x4 com reduzida, fornecida pela Borg Warner. 

Por dentro, a Dakota promete um interior mais moderno e tecnológico que o da Titano, com telas integradas e visual atualizado. O objetivo da Ram é preencher a lacuna entre a Rampage, de carroceria monobloco e proposta mais urbana, e a Ram 1500, já posicionada em um patamar superior de tamanho e preço.

Em termos de posicionamento, a Dakota chega para disputar espaço com Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10 e Mitsubishi L200 Triton. O desafio não será pequeno, mas o momento é favorável, o segmento de picapes médias segue aquecido, respondendo por mais de 20% das vendas de veículos novos no país.

Deve ficar abaixo dos R$ 300 mil

Ram Dakota
Ram Dakota terá elementos diferenciados em relação à Fiat Titano, com a qual compatilha alguns itens
Imagem: Divulgação

Em relação aos preços, a expectativa é que a nova picape da Ram fique abaixo dos R$ 300 mil, mesmo nas versões mais completas, uma faixa que deve torná-la mais competitiva que rivais como S10 e Triton. Para referência, as versões automáticas da Fiat Titano custam entre R$ 263.990 e R$ 285.990, e a Dakota deve se posicionar um pouco acima.

A autonomia também é destaque: com tanque de 80 litros, a Dakota pode rodar até 792 km na cidade, superando as rivais diretas, como a S10 (676 km) e a Triton (722 km), de acordo com dados do Inmetro.

História da picape no Brasil começou com a Dodge Dakota

Detalhe da Dodge Dakota nacional em sua rara configuração cabine dupla
Detalhe da Dodge Dakota nacional em sua rara configuração cabine dupla
Imagem: Divulgação

A história da nova Ram Dakota, que chegará aqui ano que vem, começa bem antes, mais precisamente nos anos 1990, quando o nome Dakota já estampava as concessionárias brasileiras, ainda sob o emblema da Dodge. A nova geração, resgata um nome que ficou guardado na memória de muitos apaixonados por picapes.

Lá atrás, a Dodge Dakota foi uma das grandes apostas da Chrysler do Brasil. A marca queria ampliar sua presença por aqui e, para isso, investiu na produção local da picape, que começou a ser montada em Campo Largo (PR) a partir de 1998.

Era um momento em que o mercado de picapes médias estava em expansão e nomes como Toyota Hilux já faziam sucesso entre quem precisava de robustez para o trabalho, mas também buscava conforto e estilo.

No início, a Dakota nacional chegou somente na configuração de cabine simples, equipada com motor 2.5 a gasolina de 121 cv ou o mais potente V6 3.9 Magnum, que entregava 177 cv. Apesar do bom desempenho, o público brasileiro rapidamente cobrou o que toda boa picape precisa ter, que era uma versão a diesel. A resposta veio em 1999, com a adoção do motor 2.5 turbodiesel de 155 cv, que colocou a Dakota em pé de igualdade com suas principais rivais.

Mas o auge da ousadia viria em 2000, quando a Dodge decidiu apostar na esportividade. Surgia então a versão R/T, equipada com o lendário motor V8 5.2 Magnum, o mesmo que havia impulsionado o Dodge Dart nas décadas anteriores. Com isso, a Dakota R/T entrou para a história como a picape com o maior motor já produzido no Brasil, um ícone para os entusiastas.

O último capítulo da Dakota nacional foi em 2001, quando a linha ganhou, enfim, uma versão de cabine dupla, uma configuração muito aguardada pelos consumidores, mas que teve vida curta.

Foram produzidas cerca de 1.000 unidades antes de a Chrysler encerrar a fabricação no país e desativar a planta de Campo Largo, marcando o fim de uma era. Mais de duas décadas depois, o nome Dakota retorna agora sob o emblema da Ram, com nova proposta e foco renovado no público sul-americano. 

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.