Perto do investimento anunciado por Volkswagen e Ford, o bilhão de dólares que a Renault investirá nos próximos anos no país parece pequeno, mas a montadora francesa não precisa ampliar sua linha de montagem, hoje com certa folga. E mais: como lançou muitos modelos nos últimos anos, não há assim tantas novidades a apresentar.

Por isso, embora o presidente da empresa no Brasil, Jean-Michel Jalinier, não tenha revelado quais modelos serão lançados além do Duster, o jipinho recentemente apresentado na Europa, parte do investimento servirá para reestilizar alguns modelos como o Logan que já não vende tanto quanto antes.

Sobre o Duster, Jalinier disse que a versão brasileira terá visual e até nome próprio, contrariando a filosofia da marca que manteve os nomes Logan e Sandero em todos os países onde eles são vendidos – não importando se com a marca Renault ou Dacia.

Ao mesmo tempo as chances de termos o novo sedã médio Fluence se reduziram. O modelo, baseado no novo Mégane europeu, mas de concepção mais simples, deverá ser produzido na Argentina. Com isso o Mégane II, fabricado em São José dos Pinhais deverá sair de cena nos próximos anos.

Como a Nissan, sua parceria, produzirá nesta fábrica seu novo compacto mundial, o sucessor do Micra nas versões hatch e sedã, tudo leva a crer que o braço japonês da empresa, cada vez mais, passará a ter uma posição de destaque no mercado brasileiro.

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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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