Renault Sandero: além do hatch, veja outros 5 carros usados que mais ganharam ou perderam valor
Julho, agosto e setembro tiveram menor avanço na evolução dos preços de carros usados
Os meses de julho, agosto e setembro de 2026 tiveram o menor avanço desde o 1.º trimestre de 2025 na evolução dos preços de carros usados. Segundo o IBV Auto, o período registrou alta de 3,86%, abaixo dos 4,05% de 2025. Em 12 meses, a alta está em 5,12%, igual patamar registrado em agosto.
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“Após um período de fortes valorizações, a atividade mais moderada e a maior competição entre veículos novos, os últimos três meses apontam para uma desaceleração gradual das altas”, revelou Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.
De olho nesse cenário mais equilibrado, conheça as principais características dos dois carros usados que mais ganharam, além do Renault Sandero, e outros dois que mais perderam valor em agosto, fora o Toyota SW4, que foi o que mais desvalorizou no período.
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MODELOS QUE MAIS PERDERAM VALOR
1 - TOYOTA HILUX SW4

Imagem: Divulgação
A Toyota SW 4 está presente desde os primórdios das importações no Brasil, em 1992. De lá para cá, foram inúmeras gerações e evoluções, porém sempre mantendo a robustez e confiabilidade mecânica. A geração atual do SUV (lançada a partir de 2016 e reestilizada em anos seguintes) é a mais procurada.
Com maior liquidez no mercado de seminovos, as versões SRX (de 5 ou 7 lugares) e a intermediária Platinum concentram o maior volume de buscas por oferecerem tração 4x4 com reduzida e pacote de segurança avançado (Toyota Safety Sense nas mais recentes).
Seja qual for a combinação, o motor é sempre o 2.8 turbodiesel, que evoluiu de 177 cv para 204 cv a partir da linha 2021, acoplado ao câmbio automático de 6 marchas. O consumo, segundo o Inmetro, é de 9,8 km/l no perímetro urbano e de 11,2 km/l no rodoviário.
- Principais prós: robustez e espaço para sete lugares
- Principais contras: peças e manutenção caras
- Quanto caiu: 1,60%.
2 - HONDA HR-V

Imagem: Divulgação
O Honda HR-V foi lançado em 2015 em três versões de acabamento, todas equipadas com 1.8 flex de até 140 cv e 17,4 kgfm de torque, combinado ao câmbio manual de cinco marchas ou ainda com a caixa automatizada CVT — que simula sete velocidades.
Na lista de equipamentos de série, desde a mais simples LX, já trazia direção elétrica, controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, entre outros itens. Já as rodas de liga leve de 17 polegadas, ar digital, airbags laterais e bancos em couro, por exemplo, faziam parte da EX e EXL.
Na segunda geração, fora o visual atualizado, o propulsor turbo 1.5 passou a ser flex, garantindo 177 cv, seja no etanol ou gasolina, e torque de 24,5 kgfm com o combustível vegetal ou com o derivado do petróleo. No consumo, são 11,5 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada, na gasolina, e, no etanol, 8,1 km/l e 9,1 km/l, nessa ordem.
- Principais prós: robustez e versatilidade.
- Principais contras: custo das manutenções e porta-malas reduzido (354 litros contra 437 l da geração anterior).
- Quanto caiu: 1,19%.
3 - VOLKSWAGEN POLO

Imagem: Divulgação
O Polo vem assumindo com maestria a posição do Gol entre os líderes de vendas. O sucessor traz vantagens como porta-malas de 300 litros, além do fascinante aproveitamento de espaço interno e motores econômicos.
O destaque é o motor turbo 170 TSI e câmbio manual, de cinco marchas. São 116 cv de potência e torque bruto de 16,8 kgfm. No consumo da gasolina, são 14 km/l no uso urbano e 16,4 km/l na estrada, segundo o Inmetro.
Na 170 TSI, há airbags laterais, faróis de LED, cluster digital de 8 polegadas, vidros elétricos nas quatro portas, retrovisores elétricos, sensor de estacionamento traseiro, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, comandos de som no volante e sistema de monitoramento de pressão dos pneus.
- Principais prós: bom porta-malas e ampla rede de autorizadas.
- Principais contras: acabamento simples e suspensão dura.
- Quanto caiu: 0,97%.
MODELOS QUE MAIS GANHARAM VALOR
1 - RENAULT SANDERO

Imagem: Divulgação
Lançado em 2007, um dos atributos do Sandero está no indiscutível aproveitamento de espaço interno, já que ele compartilha a mesma base B0 do sedã Logan. Em 2014, o hatch chegou em sua segunda geração, com nova plataforma M0, que permitiu uma cabine mais espaçosa, mantendo o porta-malas de 320 litros.
Entre os motores, a linha tinha o 1.0 16V (80/77 cv), 1.6 8V (106/98 cv) e câmbio manual. Em 2015 veio a esportiva RS 2.0 (150/145 cv) e, em 2017, entraram o 1.0 SCe 1.0 12V de três cilindros (82/79 cv) e o 1.6 de quatro cilindros (118/115 cv). Na linha 2019 reestilizada, a caixa CVT substituiu a EasyR.
Em termos de consumo, a usina de força 1.0 tricilíndrica é, sem dúvida, a melhor. Ela rende 9,5 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol e, com gasolina, 14,2 km/l e 14,1 km/l, de acordo com o Inmetro.
- Principais prós: robustez e porta-malas.
- Principais contras: acabamento e desempenho do 1.0 SCe.
- Quanto aumentou: 1,88%.
2- VOLKSWAGEN GOL

Imagem: Divulgação
O Volkswagen Gol foi um fenômeno de vendas e foi além, com seus mais de 6 milhões de unidades comercializadas em 42 anos de produção. Mesmo após o seu fim, no final de 2022, o hatch aparece na liderança entre os carros usados mais vendidos.
Em 1988, o hatch da Volkswagen estreou no Brasil a injeção eletrônica de combustível (GTi). Outro fato marcante ocorreu em 1997, como o primeiro motor 1.0 16V do Brasil e, no ano 2000, o primeiro 1.0 16V Turbo. Em 2003, estreou a tecnologia flex (que roda com etanol, gasolina ou a mistura dos dois em um só tanque) no Brasil.
Na questão da economia, as versões mais novas com motor 1.0 de três cilindros chegam a fazer até 13,3 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada com gasolina, de acordo com o Inmetro.
- Principais prós: robustez e motor econômico.
- Principais contras: bastante visado e acabamento.
- Quanto aumentou: 1,51%.
3 - HYUNDAI CRETA

Imagem: Divulgação
Lançado em 2017, o Hyundai Creta chegou com motor Gamma 1.6 16V (130/123 cv) — o mesmo do HB20 — e câmbio manual ou automático de seis marchas. Havia também o 2.0 (130/123 cv), só com câmbio automático. No entanto, as com os melhores custo-benefício sempre recaem para a primeira variante.
Com preço convidativo, o SUV da Hyundai, dotado de propulsor 1.6 e transmissão mecânica, percorre 7 km/l no ciclo urbano e 8,2 km/l no rodoviário com etanol e 10 km/l e 11,4 km/l, nessa ordem, com gasolina.
Bem equipada, o Creta já tem direção elétrica, monitoramento de pressão de pneus, start-stop, entre outros itens. Já controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas e sensor de estacionamento, só vistos na intermediária. A mais completa incluía seis airbags, ar digital, banco ventilado e multimídia com GPS.
- Principais prós: equipamentos e porta-malas.
- Principais contras: estilo controverso e desempenho.
- Quanto aumentou: 1,39%.
