Volkswagen prepara 5 SUVs nacionais até 2030 e estreia de híbrido; saiba o que vem por aí
Plano inclui novos modelos, produção nacional do Taos e a chegada do primeiro híbrido pleno da marca
A Volkswagen vai mudar bastante a cara da sua linha de SUVs no Brasil. Até o fim da década, a marca alemã quer ter cinco modelos desse tipo produzidos aqui, um deles vem com tecnologia híbrida.
VEJA TAMBÉM:
Vamos começar pelo que já está mais definido. Na entrada da linha, o Tera fica no papel de porta de entrada da marca entre os SUVs Nivus e T-Cross, que já são conhecidos do público e vendem bem, continuam no mercado, mas passam por atualizações de visual e de equipamento.
Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.
Aliás, é justamente o sucesso do T-Cross que ajuda a explicar uma decisão de bastidores, e já já chegamos nela.
Topo de linha

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
No topo da linha chega um novo SUV compacto de posicionamento premium, batizado internamente de Projeto Saga (VW213), que tem inspiração no T-Roc vendido na Europa e trará um pacote de equipamentos mais completo.
Acima dele, a Volkswagen prepara a nova geração do Taos (codinome VW226), que vai substituir o modelo atual, hoje importado do México, e passa a ser fabricado no Brasil a partir de 2028.
E aqui entra a tal decisão que comentei acima, o novo Taos nasceu, na verdade, como um projeto para substituir o T-Cross, dentro da engenharia da marca ele chegou a ser chamado de "T-Cross NF".
Só que o T-Cross atual vende tão bem que a Volkswagen preferiu mantê-lo em linha e fazer esse novo projeto para a categoria acima, virando o próximo Taos. Uma bela jogada de xadrez para não mexer em time que está ganhando e, ao mesmo tempo, ainda entregar uma novidade.
Motor diferente

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
A VW está investindo R$ 20 bilhões na América do Sul, e parte desse dinheiro vai para viabilizar seus primeiros híbridos plenos, os chamados HEV. Isso significa que o carro roda como se fosse elétrico na cidade, sem depender de tomada para recarregar, algo parecido com o que os híbridos plug-in fazem, mas de um jeito mais simples.
A base de tudo é o motor 1.5 TSI Evo2 Flex, de quatro cilindros, que já é conhecido. A diferença é que, na versão híbrida, ganhou uma engenharia bem diferente da que roda na Europa. Lá fora, esse motor economiza combustível desligando cilindros quando não precisa de toda a potência.
Aqui, esse recurso foi trocado por um conjunto no cárter com dois motores elétricos, um funcionando como gerador e outro puxando o carro, além de uma embreagem eletrônica que liga e desliga o motor a combustão conforme a necessidade. Toda essa engenhoca é alimentada por uma bateria de 1,6 kWh com refrigeração líquida, instalada embaixo do banco de trás.
Em velocidades de até 55 km/h por exemplo, o carro prioriza rodar só na bateria, sem acionar o motor a combustão, desde que a demanda de potência fique em torno de 20 cv.

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
Se a bateria começar a descarregar ou o motorista pisar mais fundo, o motor 1.5 entra em ação, mas não para mover as rodas, e sim para funcionar como gerador e recarregar o sistema elétrico. É um vaivém inteligente entre elétrico e combustão que quem dirige praticamente nem percebe acontecendo.
A Volkswagen ainda planeja duas versões de potência para esse conjunto híbrido uma com 136 cv e 28,9 kgfm de torque, e outra mais forte, com 170 cv e 31,5 kgfm, que deve ser a primeira a chegar ao mercado.
Pelo visto, a Volkswagen está disposta a enfrentar a forte concorrência, inclusive de marcas chinesas, para não perder participação no mercado brasileiro, onde já está há mais de 70 anos.
