Volkswagen prepara 5 SUVs nacionais até 2030 e estreia de híbrido; saiba o que vem por aí

Plano inclui novos modelos, produção nacional do Taos e a chegada do primeiro híbrido pleno da marca
Volkswagen Nivus 2028

Volkswagen Nivus 2028 | Imagem: Projeções/ Kleber Silva

A Volkswagen vai mudar bastante a cara da sua linha de SUVs no Brasil. Até o fim da década, a marca alemã quer ter cinco modelos desse tipo produzidos aqui, um deles vem com tecnologia híbrida.

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Vamos começar pelo que já está mais definido. Na entrada da linha, o Tera fica no papel de porta de entrada da marca entre os SUVs Nivus e T-Cross, que já são conhecidos do público e vendem bem, continuam no mercado, mas passam por atualizações de visual e de equipamento.

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Aliás, é justamente o sucesso do T-Cross que ajuda a explicar uma decisão de bastidores, e já já chegamos nela.

Topo de linha

Volkswagen Nivus 2028
Volkswagen Nivus 2028 da nova geração será eletrificado e contará com novo motor 1.5 turbo
Imagem: Projeções/ Kleber Silva

No topo da linha chega um novo SUV compacto de posicionamento premium, batizado internamente de Projeto Saga (VW213), que tem inspiração no T-Roc vendido na Europa e trará um pacote de equipamentos mais completo.

Acima dele, a Volkswagen prepara a nova geração do Taos (codinome VW226), que vai substituir o modelo atual, hoje importado do México, e passa a ser fabricado no Brasil a partir de 2028.

E aqui entra a tal decisão que comentei acima, o novo Taos nasceu, na verdade, como um projeto para substituir o T-Cross, dentro da engenharia da marca ele chegou a ser chamado de "T-Cross NF".

Só que o T-Cross atual vende tão bem que a Volkswagen preferiu mantê-lo em linha e fazer esse novo projeto para a categoria acima, virando o próximo Taos. Uma bela jogada de xadrez para não mexer em time que está ganhando e, ao mesmo tempo, ainda entregar uma novidade.

Motor diferente

Volkswagen T-Cross 2027
Volkswagen T-Cross 2027 receberá uma série de mudanças e tereá versões híbridas
Imagem: Projeções/ Kleber Silva

A VW está investindo R$ 20 bilhões na América do Sul, e parte desse dinheiro vai para viabilizar seus primeiros híbridos plenos, os chamados HEV. Isso significa que o carro roda como se fosse elétrico na cidade, sem depender de tomada para recarregar, algo parecido com o que os híbridos plug-in fazem, mas de um jeito mais simples.

A base de tudo é o motor 1.5 TSI Evo2 Flex, de quatro cilindros, que já é conhecido. A diferença é que, na versão híbrida, ganhou uma engenharia bem diferente da que roda na Europa. Lá fora, esse motor economiza combustível desligando cilindros quando não precisa de toda a potência.

Aqui, esse recurso foi trocado por um conjunto no cárter com dois motores elétricos, um funcionando como gerador e outro puxando o carro, além de uma embreagem eletrônica que liga e desliga o motor a combustão conforme a necessidade. Toda essa engenhoca é alimentada por uma bateria de 1,6 kWh com refrigeração líquida, instalada embaixo do banco de trás.

Em velocidades de até 55 km/h por exemplo, o carro prioriza rodar só na bateria, sem acionar o motor a combustão, desde que a demanda de potência fique em torno de 20 cv.

Volkswagen T-Cross 2027
Volkswagen T-Cross 2027 terá a missão de manter o bom nível de vendas do modelo hoje em dia
Imagem: Projeções/ Kleber Silva

Se a bateria começar a descarregar ou o motorista pisar mais fundo, o motor 1.5 entra em ação, mas não para mover as rodas, e sim para funcionar como gerador e recarregar o sistema elétrico. É um vaivém inteligente entre elétrico e combustão que quem dirige praticamente nem percebe acontecendo.

A Volkswagen ainda planeja duas versões de potência para esse conjunto híbrido uma com 136 cv e 28,9 kgfm de torque, e outra mais forte, com 170 cv e 31,5 kgfm, que deve ser a primeira a chegar ao mercado. 

Pelo visto, a Volkswagen está disposta a enfrentar a forte concorrência, inclusive de marcas chinesas, para não perder participação no mercado brasileiro, onde já está há mais de 70 anos. 

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.