Volkswagen Tiguan e outros 4 SUVs que saíram de linha, mas valem a pena; veja lista

Por menos do valor do Citroën C3 0 km, lista tem modelos bons de mercado
Volkswagen Tiguan Allspace 2018

Volkswagen Tiguan Allspace 2018 | Imagem: Divulgação

É notório como o mercado de SUVs cresceu nos últimos anos. O problema é o preço, que sempre acaba impactando no orçamento de muitos de nós. E que tal um dos cinco modelos descontinuados, mas que ainda valem a pena?

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Um deles é o Volkswagen Tiguan, cuja nova geração começará a vir do México a partir de 2026 com uma série de novidades e mais espaçoso  medindo 4,73 metros de comprimento, o que contribui para um porta-malas maior, com capacidade para 652 litros. Mesmo assim, a antiga geração ainda vale a pena.

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O Jeep Renegade, na versão com motor 1.8 flex, é outro exemplo de SUV descontinuado — encerrou seu ciclo em 2021, mas tem boa relação entre custo e benefício. Compacto e muito bem equipado, seu truque está no conforto a bordo, acabamento primoroso e bastante seguro.

Ficou animado? Então confira cada um dos outros modelos que custam menos que um Citroën C3 zero-quilômetro, o carro mais barato do Brasil. 

1 - RENAULT CAPTUR CVT

Renault Captur 2018
Renault Captur é fabricado com a mesma base do Duster, mas fuja das versões com câmbio automático de 4 marchas
 Imagem: Divulgação

O Renault Captur chegou em 2017, inicialmente com duas opções de motores flex. A primeira era a 1.6 de até 120 cv associada ao câmbio manual de cinco marchas destinada à versão Zen, e a outra, a 2.0, acoplada à transmissão automática de quatro velocidades e disponibilizada na topo de linha Intense. Ambas eram as mesmas oferecidas na linha Duster.

Ambas as configurações vinham completas com ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, travas e vidros elétricos, cluster com velocímetro digital, botão de partida e chave ‘cartão’, retrovisores com rebatimento elétrico, entre outros itens.

Na segurança, havia quatro airbags (dois frontais e dois laterais), assistente de partida em rampa, controles de tração e estabilidade, luzes diurnas de LED, e por aí vai. Mais tarde, o modelo ganhou a caixa automatizada CVT, com simulação de seis trocas.

Em 2021, o SUV da Renault foi reestilizado e também passou a contar com a opção 1.3 TCe (170/162 cv) e câmbio CVT que simula oito marchas. A nova motorização trouxe como destaque a agilidade capaz de acelerar de zero a 100 km/h em 9,2 segundos e alcançar 190 km/h de velocidade máxima. 

O consumo também melhorou, fazendo 7,7 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada com etanol e 10,9 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada com gasolina, de acordo com o Inmetro. 

  • Preço médio: R$ 55 mil

2 - JEEP RENEGADE 1.8 16V FLEX

Jeep Renegade 2017
Jeep Renegade com motor 1.8 flex já não é mais fabricado, mas pode ter boa relação entre custo e benefício entre os usados  Imagem: Divulgação

O Jeep Renegade é considerado o primeiro Jeep produzido na fábrica do grupo FCA em Goiana (PE). Foi introduzido no mercado brasileiro em 2015 e uma das versões que hoje foi descontinuada é a 1.8 16V bicombustível de até 132 cv, podendo vir com câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades, sempre com tração 4x2.

No consumo, o Renegade fazia 6,7 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada com etanol e, com gasolina, 9,6 km/l e 10,7 km/l, respectivamente. Se for automático, os números caem para 6,5 km/l, 7,2 km/l na cidade e estrada no etanol e na gasolina, 9,4 km/l e 10,5 km/l, nessa sequência.

A mais simples Sport já traz de série: direção elétrica, trio elétrico, freio de estacionamento com assistência elétrica, controle eletrônico de estabilidade (ESC), airbags frontais, freios ABS, distribuição eletrônica de frenagem (EBD), sistema de assistência à frenagem (BAS), sistema anticapotamento (ERM), auxílio de partida em rampas (HSA), entre outros itens.

Já a Longitude inclui: ar-condicionado digital automático de duas zonas, sistema multimídia com tela sensível ao toque de 5″, GPS Bluetooth, USB, comandos por voz, racks de teto, rodas de liga aro 17″, tração 4x4 e muito mais.

  • Preço médio: R$ 65 mil


3 - HYUNDAI CRETA ACTION

Hyundai Creta 2018
Hyundai Creta da primeira geração pode ser encontrado no mercado de usados com preço médio de R$ 70 mil
 Imagem: Divulgação

O Hyundai Creta está entre os SUVs novos mais vendidos, graças aos cinco anos de garantia de fábrica, o que faz dele um dos melhores custos-benefícios da categoria. Ele deu as caras por aqui em 2016 e só ganhou a sua primeira e leve reestilização a partir de 2019. Junto a ela, mais tarde, a Hyundai trouxe a Action, que passava a ser o SUV mais barato da linha com transmissão automática.

Com um custo-benefício atrativo, o Action trazia importantes itens como assistente de partida em rampas, controle de estabilidade e monitoramento de pressão dos pneus. Além disso, estavam na lista ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, rodas de liga leve de 16 polegadas, entre outros.

Fora essa vantagem, o motor Gamma 1.6 de 130/123 cv com câmbio automático de seis marchas. O consumo, segundo o Inmetro, é de 6,8 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada rodando com etanol. No entanto, se abastecido com gasolina, os números eram mais consoladores: 9,8 km/l no perímetro urbano e 11,7 km/l no rodoviário.

Entre os pontos mais elogiados, está o excelente espaço interno, principalmente atrás, por conta do túnel central mais baixo que faz dele uma ótima opção. O porta-malas é suficientemente bom para seu porte, contando com 431 litros, levando em conta outros veículos de categoria superior.

  • Preço médio: R$ 70 mil

4 – VW TIGUAN

Volkswagen Tiguan Allspace 2019
Volkswagen Tiguan 2018 ainda tem apelo no mercado de usados. Nova geração chegará em 2026, com várias mudanças
 Imagem: Divulgação

O Volkswagen Tiguan é um crossover da Volkswagen que envelheceu muito bem, ainda que o modelo tenha sido importado a partir de 2009 e descontinuado em 2018, quando chegou a segunda geração. 

Além de bonito e com pitada esportiva, o crossover ficou conhecido por estrear o sistema Park Assist, que estaciona sozinho: é só apertar um botão, engatar a ré e tirar as mãos do volante que ele se encarrega do resto, bastando ao motorista apenas controlar pelo pedal do freio.

Além desse recurso que era opcional, o Tiguan trazia de série: ar-condicionado digital de duas zonas, volante multifuncional revestido em couro, trio elétrico, sistema de som com oito alto-falantes e rádio/CD com MP3, entrada auxiliar e disqueteira para seis CDs, entre outros mimos. Outro item padrão era a tração integral sob demanda, sistema batizado pela Volks de ‘4Motion’.

O motor é o esperto turbo 2.0 16V da família EA888, o mesmo empregado no Jetta GLI. No Tiguan, junto ao câmbio automático de seis marchas, rende 200 cv de potência, lembrando que ele só roda com gasolina. 

Com isso, ele traz, conforme dados do Inmetro, um consumo alto. São 6,8 km/l no uso na cidade e 11,9 km/l na estrada. Em contrapartida, ele recompensa pelo bom desempenho. De zero a 100 km/h é feito em 8,5 segundos, enquanto que a velocidade final é de 207 km/h, segundo a fabricante alemã. 

  • Preço médio: R$ 45 mil

5 - CITROËN C4 CACTUS

Citroën C4 Cactus 2024
Citroën C4 Cactus deu lugar ao Basalt na linha de montagem da mara francesa em Porto Real (RJ)
 Imagem: Divulgação

O Citroën C4 Cactus chegou em meados de 2018 trazendo como cartão de visita o belo visual robusto e esportivo. Fora isso, outro de seus predicados está no conforto de rodagem, o que faz dele um dos modelos prediletos por quem valoriza o prazer de dirigir. 
Junte isso ao que é evidenciado pelo excelente nível de equipamentos, trazendo até ar-condicionado digital desde as versões mais baratas da linha.

O C4 Cactus foi lançado com duas opções de motor. A primeira era a 1.6 flex aspirada de até 118 cv conectada ao câmbio mecânico de cinco velocidades. 
De acordo com o Inmetro, seu consumo na cidade é de 7,7 km/l e na estrada 8,9 km/l. Já com abastecimento feito com gasolina, os números eram de 11 km/l no ciclo urbano e 12,5 km/l no rodoviário.

Além dessa motorização, reservada a Live e Feel MT, havia a 1.6 aspirada automática para a Feel e Feel Pack. 
Se quiser mais agilidade, a Citroën oferecia a Shine e Shine Pack, ambas com propulsor turbo 1.6 THP de 173 cv e caixa automática de seis marchas. No zero a 100 km/h são feitos em 7,7 segundos (contra 12 segundos no 1.6 aspirado automático) e velocidade final de 212 km/h (190 km/h do 1.6 AT com aspiração natural).

Nessa disposição, o rendimento é de 8,2 km/l no uso na cidade e 9,5 km/l na estrada abastecido com etanol. Se for usar a gasolina, são 11,7 km/l no perímetro urbano e 13,4 km/l na estrada. 

  • Preço médio: R$ 60 mil

 

 

 

Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.