BYD Dolphin Mini e mais 4 carros chineses que superaram rivais tradicionais no Brasil

Mercado total de marcas chinesas segue em alta, com mais de 25% de participação; saiba detalhes
BYD Dolphin Mini

BYD Dolphin Mini | Imagem: Divulgação

O avanço avassalador das marcas chinesas no Brasil, com mais de 25% das vendas totais, se resume à combinação de forte estratégia comercial, ao avanço tecnológico e fatores macroeconômicos. Nesse ponto, a imbatível relação custo-benefício nunca se fez tão presente ao termo popular "negócio da China".

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Entre os destaques do acumulado de janeiro até a primeira quinzena de outubro na comparação com o mesmo período do ano passado BYD dobrou de participação, de 4.3% para 8,6% do mercado, assim como a GWM (1,5% para 3,1%). E as tradicionais Toyota e Hyundai ficaram praticamente estáveis. Os dados são da consultoria Bright Consulting.

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Com este reflexo animador, descubra a seguir quais carros chineses já superaram rivais mais tradicionais no Brasil

1 - DOLPHIN MINI - HYUNDAI HB20

BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini
Imagem: Divulgação

Apostando no melhor custo-benefício da categoria, em 2024 o BYD Dolphin Mini chegava com o mesmo apetite que o Dolphin no mercado de elétricos. Mais barato, o Mini é líder entre os 100% elétricos. Conforme o ranking AUTOO, de janeiro a setembro, o modelo da marca chinesa está com com 60.630 unidades, ocupa a 4.ª posição entre os hatches compactos, na frente do Hyundai HB20, com 53.597 vendas.

O Dolphin Mini usa um motor elétrico dianteiro que fornece 75 cv de potência e 13,8 kgfm de torque, o que permite rodar até 224 km com uma carga completa na versão GL, que é 280 km na GS pelo ciclo Inmetro.

Atualmente, o BYD Dolphin Mini é vendido com preços que vão de R$ 118.990 (GL - bateria Blade de 30 kWh) a R$ 119.990 (GS - 38 kWh). São preços bastante competitivos para quem pretende ingressar no mercado de veículos 100% elétricos e não quer pagar muito.

  • Principais prós: acabamento e garantia de seis anos
  • Principais contras: porta-malas e falta de peças                     

2 - GWM HAVAL H6 - TOYOTA COROLLA CROSS

GWM Haval H6
GWM Haval H6
Imagem: Divulgação

O GWM Haval H6 traz ótimo espaço interno e pacote avançado de assistências à condução (ADAS) com piloto automático adaptativo (ACC) e câmeras inteligentes 540º (incluindo chassi transparente). Assim, o SUV está na vice-liderança com 38.243, disparando na frente do 5º mais vendido, o Toyota Corolla Cross (28.925).

A GWM iniciou em junho as vendas da linha 2027 do Haval H6. Com ela, a novidade ficou justamente por conta da motorização híbrida flexível (funciona com etanol e/ou gasolina no motor a combustão) para as versões HEV ONE Flex e HEV2 Flex e PHEV19, PHEV35 e GT, do tipo plug-in. 

Com motor 1.5 turbo flexível, o SUV híbrido, nas versões topo de linha (PHEV35 e GT), é o mais econômico e conta com dois motores elétricos, tração integral variável e bateria de 35 kWh. O conjunto entrega 393 cv. A diferença é que o PHEV35 faz zero a 100 km/h em 4,8 segundos, enquanto o GT, em 4,7 s.

  • Principais prós: espaço interno e garantia de cinco anos
  • Principais contras: poucas redes autorizadas e seguro caro

3 - BYD KING - VOLKSWAGEN JETTA

BYD King
BYD King
Imagem: Divulgação

O super-híbrido plug-in (PHEV) King chegou em 2024 com muita tecnologia, desempenho e baixo consumo, o suficiente para elevar o conceito entre os sedãs médios. Na 2.ª posição, o sedã da BYD soma 12.909, seguido do Toyota Corolla (16.021), que, apesar da liderança, vem caindo gradativamente nas vendas. O Volkswagen Jetta é o 3.º colocado, bem distante, com apenas 1.403 exemplares.

Disponível na GL (com bateria de 8,3 kWh) e na GS (18,3 kWh), o King traz motor 1.5 16V a gasolina de 110 cv e 13,8 kgfm, capaz de ir até os 100 km/h em 7,9 segundos (GL) e 7,3 s (GS), só 0,6 s mais devagar que o Jetta. No consumo, o sedã híbrido faz 16,4 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada (GS) e 16,3 km/l e 14,3 km/l (GL).

Desde a versão de entrada do King, há seis airbags, câmera 360°, sensores dianteiros e traseiros, assistente de partida em rampas (HHC), sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS), etc. Fora isso, há banco elétrico do motorista, carregador por indução, central multimídia giratória de 12,8” com DiLink e atualização OTA (over-the-air), cluster digital de 8,8”, entre outros itens.

  • Principais prós: estilo e garantia de seis anos
  • Principais contras: poucas redes autorizadas e seguro caro

4 - CHERY TIGGO 5X - NISSAN KICKS

Caoa Chery Tiggo 5X 2027
Caoa Chery Tiggo 5X
 Imagem: Divulgação

O Chery Tiggo 5X foi reestilizado em 2026 e o visual ficou mais moderno e futurista, além do acabamento mais refinado. Nessa fase, a marca passou a oferecer sete anos de garantia ao SUV. É por essas e outras que o carro está em 8.º lugar, com 25.915 unidades vendidas, com ligeira diferença sobre o Nissan Kicks (25.258).

O SUV da Chery traz motor 1.5 TCI Turbo Flex de 150 cv de potência com etanol e 147 cv, quando abastecido com gasolina, e 22,7 kgfm de torque com o combustível vegetal e 22,3 kgfm com o derivado do petróleo. O câmbio é CVT, com nove marchas simuladas.

O Tiggo 5X 2027 é vendido em duas configurações. A primeira opção é a Sport e custa a partir de R$ 124.990, e a outra, a Pro, sai por iniciais R$ 139.990, e adiciona itens de sofisticação como teto panorâmico, maior segurança com o pacote ADAS e acabamento superior.

  • Principais prós: estilo e garantia de sete anos
  • Principais contras: porta-malas limitado e poucas redes autorizadas 

5 - GWM HAVAL H9 - CHEVROLET TRAILBLAZER

GWM Haval H9
GWM Haval H9
Imagem: Divulgação

O GWM Haval H9 chegou da China em setembro de 2026 e, com pouco tempo, já está em 2.º lugar (9.066), quase alcançando o líder Toyota SW4 (9.924) e à frente do Chevrolet Trailblazer (2.577). O segredo está na combinação de preço mais competitivo, pacote tecnológico superior, design mais moderno e garantia de 10 anos.

O SUV grande de sete lugares da GWM traz motor a combustão de 2,4 litros turbodiesel com injeção direta que, somado ao câmbio automático de nove marchas, é responsável pela potência de 184 cv e torque de 48,9 kgfm. A tração, por sua vez, será 4x4 sob demanda. Aliás, este é o mesmo conjunto motriz da picape Poer.

Em termos de consumo, são 9 km/l no ciclo urbano e 10,3 km/l no rodoviário. Com um tanque de combustível de 78 litros, o H9 roda 720 km (cidade) a 824 km (estrada) com um único abastecimento, lembrando que todos estes dados, no que se refere ao rendimento, são do Inmetro.

  • Principais prós: espaço interno e garantia de 10 anos
  • Principais contras: estepe vulnerável e poucas redes autorizadas 

Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.