Hyundai i20: veja 5 motivos para comprar e 5 para fugir do hatch com jeito de crossover
Posicionado entre HB20 e Creta, novidade compete com Fiat Pulse, Volkswagen Tera, entre outros
O novo Hyundai i20 é um hatchback com proposta de crossover compacto. Seja como for, o modelo chega com uma proposta atraente, mas em um segmento bem disputado hoje em dia. Posicionado entre o hatch compacto HB20 e o SUV Creta, a sua missão será tirar a paz dos bem-sucedidos Fiat Pulse e Volkswagen Tera.
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Com vários truques na manga que veremos a seguir, o Hyundai i20 não terá uma missão fácil, pois só o Volkswagen Tera, durante seu lançamento, já havia batido o recorde de 10.000 vendas em apenas 23 minutos. Atualmente, vendeu 32.132 carros no acumulado, à frente de outro Volkswagen, o Nivus (23.965), além do Fiat Pulse (20.568).
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Diante disso, foi dada a largada para o novo Hyundai i20, que chega às lojas em julho como crossover compacto que aposta no preço competitivo, vários itens de segurança e, claro, a confiança na marca que já está bem consolidada entre os brasileiros. Descubra a seguir o que ele tem de melhor e o que fica devendo.
5 RAZÕES PARA COMPRAR
1 - PREÇO
Sem dúvida, o preço competitivo, como já adiantamos no início desta matéria, é uma das grandes sacadas da Hyundai para colocar o i20 no pódio entre os crossovers compactos. Durante o lançamento, no qual a reportagem de AUTOO esteve presente, o valor divulgado do Hyundai i20 Ultimate é de R$ 139.990, portanto mais barato que o dos rivais topo de linha. Por este valor, o cliente terá, por exemplo, recursos de assistência ao motorista e com mais autonomia que o Pulse Impetus 1.0 Turbo Hybrid (R$ 151.990) e VW Tera High (R$ 146.190).
2 - SEGURANÇA

Imagem: Divulgação
Ainda na parte de equipamentos, só na parte de segurança, além do sistema de assessoramento ao condutor, o cliente do i20 contará com seis airbags (frontais, laterais e de cortina), alerta de presença no banco traseiro, indicador de fadiga, entre outros itens.
Vale frisar que os rivais Pulse e Tera não têm isso nem em suas configurações mais completas. No caso do alerta de ponto cego, por exemplo, é de série no Hyundai i20, mas no crossover da Volkswagen é opcional e no da Fiat nem sequer está disponível. Diante disso, ponto para o novo carro da marca sul-coreana.
3 - ERGONOMIA E POSIÇÃO DE DIRIGIR
Aliada à boa tela única com ícones grandes e fáceis de acessar, a ergonomia é favorecida também nos botões físicos do ar-condicionado e mídia, o que facilita um acesso rápido, sem que o motorista desvie a atenção do trânsito.
Outro ponto bastante elogiado é a posição de dirigir, com ótimos ajustes de altura e profundidade da coluna de direção, oferecendo excelente visibilidade.
4 - CONECTIVIDADE

Imagem: Divulgação
O painel de instrumentos digital e a central multimídia de 12,3 polegadas são integrados em uma moldura única côncava que favorece a leitura e permite acessar os principais recursos, tais como fazer e receber chamadas, mapas, ajustes e configurações, entre outros itens, tudo de forma intuitiva e com aplicativos grandes.
5 - TECNOLOGIA
O i20 é o primeiro Hyundai brasileiro a contar com tecnologia OTA (Over-The-Air). O recurso, integrado ao sistema de conectividade Bluelink, permite receber atualizações remotas de, por exemplo, mapas de navegação, melhorias no sistema de entretenimento e correções de bugs na central multimídia.
Tudo é feito por meio de um chip de conectividade integrado (5G), e o sistema Bluelink e as atualizações remotas via OTA vêm integrados de série desde a versão de entrada Comfort, que tem preço a partir de R$ 99.990.
5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR
1 - VISUAL
Igualmente como já ocorreu com a geração passada do HB20, a nova identidade visual da Hyundai aplicada na traseira do i20, com as lanternas ligadas por uma faixa em LED, traz visual controverso.
Há quem ache a ousadia do projeto interessante; por outro lado, outros não gostaram do visual, digamos, polêmico demais.
2 - DESEMPENHO

Imagem: Divulgação
Visando as novas normas brasileiras de emissões (Proconve) e conseguindo incentivos fiscais, a Hyundai fez algumas alterações no motor Kappa, conhecido por equipar a linha HB20. Com a recalibração do propulsor, a potência teve de ser ligeiramente sacrificada, resultando em 5 cv a menos, 115 cv, com etanol.
Dessa forma, o novo Hyundai i20 faz de zero a 100 km/h em 11,7 segundos, ou seja, 1 s a menos que o HB20 com o mesmo propulsor turbinado e transmissão automática de seis marchas. Na velocidade dos 190 km/h registrados no hatch, no novo crossover, caiu para 184 km/h.
Se considerarmos o motor aspirado 1.0 do i20 e transmissão manual de cinco marchas, presente nas versões de entrada (Comfort 1.0 MT e Limited 1.0 MT), os 0-100 km/h são cumpridos em intermináveis 15,5 segundos, com máxima de 160 km/h.
3 - ACABAMENTO
Não espante o excesso de plástico rígido espalhado por todo o interior do novo Hyundai i20. Feito para ser um modelo acessível e com preço competitivo, o carro traz os mesmos vícios de HB20 e Creta.
Mesmo nas variantes mais caras, há um uso excessivo de plásticos rígidos por todo o console e portas, sem superfícies soft touch (macias ao toque), destoando um pouco da proposta que o carro tenta vender nas opções mais completas.
4 - SEM OPÇÕES HÍBRIDAS

Imagem: Divulgação
Diferentemente de outros países da Europa, onde o i20 oferece sistemas híbridos leves (Mild Hybrid), no Brasil, ao menos por enquanto, não há esse tipo de motorização. O máximo que o brasileiro pode se contentar é com motores flex a combustão (flex).
Em contrapartida, o concorrente Fiat Pulse traz duas opções (Audace e Impetus), com sistema híbrido leve (MHEV) de 12V flexível que substitui o alternador e o motor de arranque convencionais por um motor elétrico compacto que ajuda o motor a combustão na economia de combustível.
5 - ESPAÇO
Tudo bem, sabemos que o entre-eixos cresceu e o espaço para pernas do novo i20 melhorou bastante em relação ao HB20. No entanto, não tem almoço grátis se você tiver uma família de cinco pessoas e costuma viajar com frequência.
São 4,13 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,50 m de altura e 2,58 m de distância entre-eixos. Com isso, se forem três adultos no banco de trás, em viagens longas pode gerar certo desconforto para os ombros.
