Esses carros deram adeus ao Brasil em 2020. Será que farão falta?

Obituário deste ano foi liderado por icônicos modelos como o Fusion e o Golf, entre outros
Golf, Cobalt, Fusion e Weekend: despedida do Brasil

Golf, Cobalt, Fusion e Weekend: despedida do Brasil | Imagem: Divulgação

Se em condições normais a lista de veículos que saem de linha no mercado brasileiro já é impactante, o que dirá num ano tão atípico como 2020. A queda nas vendas causada pela parada geral do mercado em meio à quarentena fez com que alguns modelos fossem aposentados sem dó.

Mas se em anos anteriores muitos deles eram nomes pouco relevantes ou mesmo em fim de carreira no exterior, desta vez tivemos também modelos famosos se despedindo do Brasil. E a lista deve crescer em 2021, com as mudanças que afetam o mercado.

Confira a seguir o obituário automobilístico de 2020:

Chevrolet Cobalt

O sedan não chegou a completar uma década no mercado. Produto feito especialmente para o Brasil, o Cobalt apostou numa receita de espaço interno generoso para tentar conquistar um público que buscava algo mais que um compacto, mas não tinha condições de adquirir um médio. Mas sua carreira só foi relevante entre 2012 e 2014, quando foi ofuscado pelo Prisma de segunda geração. Mesmo com o visual melhorado em 2016, ele não se encontrou mais e perdeu qualquer sentido após o lançamento do Onix Plus.

Citroën C4 Lounge

Sucessor do C4 Pallas, o modelo produzido na Argentina chegou ao Brasil em 2013 e nunca passou de um mero figurante entre os sedans médios. Nesse período, pouco mais de 30 mil unidades foram emplacadas no país, praticamente metade do que vende o Corolla em ano normal. O Lounge até trazia um pacote respeitável, com motor turbo e um visual interessante, mas não conseguiu repetir as vendas do antecessor. Embora ainda apareça no site da Citroën, sua importação foi descartada pela fábrica argentina.

Citroën C4 Lounge 2019
Citroën C4 Lounge 2019
Imagem: Divulgação

Fiat Weekend

A perua Weekend (originalmente Palio Weekend) deu adeus ao Brasil em janeiro após 23 anos em produção. Uma das últimas peruas do mercado, o modelo resistiu bravamente nesse período e foi um produto com boa imagem enquanto existiam poucos SUVs à venda. Antes dela, o Palio e o Siena de primeira geração já haviam saído de linha, restando apenas a Strada original.

Ford Fusion

Talvez nenhum carro represente melhor a mudança de humor do consumidor que o Fusion. O sedan da Ford chegou ao Brasil e causou, com uma proposta bastante atraente capaz de seduzir clientes de carros como o Civic e o Corolla. Maior, mais potente e luxuoso, o Fusion teve seu período de glória até 2014, quando então as vendas começaram a encolher. Nesse caso, até mesmo nos EUA, o modelo deixou de ser produzido, um evidente sinal de cansaço da receita e que será substituído pelo SUV Bronco.

Ford Fiesta

O compacto Fiesta não só deixou de ser vendido no Brasil como simbolizou o fim da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (onde também eram produzidos os caminhões da marca). Fruto do estilo ‘new edge’, o hatch foi o primeiro exemplar da ousada estratégia ‘One Ford’, que pretendia lançar modelos globais alinhados em quase todos os mercados. Mas o Fiesta não era um primor de carro, com problemas mecânicos e de espaço além de um custo de produção alto para os nossos padrões. O lançamento do novo Ka, este sim feito sob medida para o nosso mercado, precipitou o fim. Ironicamente, o modelo ganhou nova geração na Europa e lidera as vendas em alguns países.

Últimas unidades da Fiat Weekend saindo da linha de produção em Betim (MG)
Últimas unidades da Fiat Weekend saindo da linha de produção em Betim (MG)
Imagem: Divulgação

Volkswagen Passat

Um dos modelos há mais tempo no mercado brasileiro, o Passat se despediu em agosto, graças à alta no câmbio. Ao contrário do Fusion, que deixou de ser produzido mundialmente, o VW ainda resiste em outros países e pode até voltar reformulado no futuro. Mas por ora é mais um nome famoso a sumir do ranking de vendas.

Volkswagen Golf

Outro nome de peso da Volks, o Golf saiu oficialmente do portfólio da marca nas últimas semanas. O hatch médio, que já foi um dos carros mais desejados do país, já vinha dando sinais de que sua fórmula (a dos hatches médios) esgotou. Apesar de ter um breve momento de destaque na época em que a geração VII foi importada da Alemanha, o Golf acabou ficando obscurecido pelos utilitários esportivos. Após fechar a linha de montagem no Parana, a VW ainda manteve o modelo vivo com a versão GTE, importada, mas nem isso foi suficiente. Por enquanto, ele segue à venda no exterior já na geração VIII.

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