Exame toxicológico passa a ser obrigatório para tirar nova carteira de motorista; saiba detalhes
Medida aprovada pelo Congresso aumenta a obrigatoriedade do teste, antes restrita a condutores profissionais
Uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional inseriu o exame toxicológico como etapa obrigatória para quem vai tirar a CNH nas categorias A e B pela primeira vez. A medida, que até então era exclusiva para caminhoneiros, motoristas de ônibus e condutores profissionais, agora alcança todos os novos motoristas do país.
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Em 4 de dezembro de 2025, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial com votação expressiva: 379 votos a 51 na Câmara dos Deputados e 70 a 2 no Senado Federal. Ou seja, a decisão foi praticamente unânime entre os parlamentares. A medida foi consolidada pela Lei 15.153/2025, que aumentou a exigência do exame toxicológico para incluir também a primeira habilitação nas categorias A e B.
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O argumento principal para isso é a segurança. Segundo dados oficiais, aproximadamente 75,6 milhões de CNHs ativas no Brasil são das categorias A e B, e a medida quer garantir que novos condutores estejam em condições físicas e mentais adequadas para dirigir desde o início de sua vida como motorista ou motociclista.
O que é esse exame?

Imagem: Divulgação
A principal dúvida de quem vai tirar habilitação é entender como o teste funciona. Diferente de um simples exame de sangue ou de urina, o exame toxicológico utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas para identificar o uso de substâncias psicoativas, com capacidade de detectar consumo por no mínimo 90 dias. Além de identificar uso recente, ele também analisa padrão de consumo e substâncias que afetam atenção, reflexo e tomada de decisão.
Entre as drogas rastreadas pelo teste estão derivados da cocaína, maconha, anfetaminas (incluindo os famosos “rebites”), ecstasy e opioides. O álcool e o tabaco ficam de fora da análise. E sim, shampoos detox e cortar o cabelo não funcionam para burlar o resultado, pois o laboratório usa pelos corporais como alternativa, e a análise é feita na parte interna do fio, não na superfície.
Os Detrans juntam os dados do sistema Renach para verificar que o resultado do exame toxicológico deu negativo antes de emitir a PPD (Permissão para Dirigir), que é a CNH provisória
Em outras palavras, sem o laudo negativo inserido no sistema, a carteirinha provisória simplesmente não é liberada, independente de você ter passado em todas as provas.
O exame deve ser feito em laboratórios credenciados pela Senatran. A lista completa de postos de coleta pode ser consultada diretamente no portal da Senatran, e é importante verificar se o laboratório escolhido possui acreditação válida antes de agendar.
Quanto vai custar

Imagem: Agência Brasil
O valor do exame toxicológico não é tabelado e varia de acordo com o laboratório e a região do país, mas geralmente fica na faixa de R$ 130 a R$ 250.
Uma dica, desconfie de preços abaixo de R$ 100, pois o exame exige equipamentos sofisticados, como cromatógrafos, e reagentes especializados. Um preço muito baixo pode indicar laboratório sem credenciamento, e o Detran simplesmente não aceita o laudo.
E se o resultado for positivo?
Caso o resultado seja positivo, o candidato fica impedido de concluir o processo de habilitação. No entanto, a legislação permite que a pessoa realize tratamento adequado e retorne posteriormente para nova coleta, podendo então dar continuidade à obtenção da CNH.
O prazo mínimo para refazer o exame é de 90 dias após cessar completamente o uso da substância, tempo necessário para que o cabelo “limpo” cresça o suficiente para uma nova análise confiável.
